quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Bob Marley Em Exposição


Bob Marley é um rosto presente em milhares de camisetas, capas de revista, capas de disco, adesivos e outros suportes. Talvez a maioria das mais famosas imagens que conhecemos dele tenha sido captada por Adrian Boot, fotógrafo que acompanhou as turnês e o dia-a-dia de Marley por dez anos. Algumas das principais fotos tiradas por ele, além de outros fotógrafos e artistas foram apresentada na primeira e até agora única exposição da Fundação Bob Marley realizada no Brasil, que aconteceu de 15 a 25 de janeiro de 2001.

Algumas fotos foram retrabalhadas artisticamente, outras mostram momentos de intimidade de Marley, como as peladas que ele jogava no quintal de casa com os amigos, tecendo um quadro vivo e multifacetado do homem e do artista. Logo na entrada tinhamos um grande painel com uma breve biografia de Bob e algumas imagens mais antigas. Em uma ordem mais ou menos cronológica, elas vão desvendando outros tesouros, como as reproduções dos painéis de Neville Garrick, que eram o cenário de uma das turnês internacionais do Tuff Gong. Outras pinturas e reproduções compõem um conjunto de imagens que ficam marcadas em todo admirador da música de Bob Marley e dos Wailers.
É uma exposição que já passou por diversos países, mas somente aqui no Brasil foi produzido como um verdadeiro evento cultural, com shows de bandas de reggae, exibição de vídeos, palestras e um bazar onde o visitante podê comprar discos, revistas, camisetas e outros objetos relacionados ao reggae.
A primeira estadia da exposição no país foi no Centro Cultural da Caixa, no coração do Rio de Janeiro. Foi um grande sucesso de público e atraiu bastante atenção da mídia carioca. A palestra do evento, realizada no dia 25/01, contou com diversas figuras importantes do reggae no Rio, como Da Gama, do Cidade Negra, Nabby Clifford, um dos pioneiros da divulgação do ritmo por lá e Mauro Neves, organizador do Reggae Nec, além de Jacques Tadeschi e Sidam. Foram debatidas várias questões relevantes para o movimento reggae na região, o que pode contribuir para a dinamização das ações por lá.
Coordenado por Filipe Cavalieri, do FestRio, foi um evento que agradou a todos os fãs comprometidos com o reggae e trouxe um novo público para a música de Jah.

Ras Alvim Um Dos Pioneiros do Reggae


Ele começou um movimento na década de 70, mais precisamente em 1977, quando em sua casa Ras Alvim reunia-se com seus amigos Ras Margalho, Jorge Motora, Manassoude e Fernando Ripi. Fernando por sinal foi o primeiro a fundar uma casa de reggae em Belém do Pará chamada de “TOCA do REGGAE”, com todo apoio dos amigos Alvim e Margalho, que ficava localizada na Passagem Secundino Portela, na Marquês de Herval no Bairro da Pedreira, por onde passaram os melhores DJ’s da época tais como: Ras Margalho, Maestro Bernard, Dj Lídio e muitos outros.

Ras Alvim têm sua opinião formada sobre a transformação do reggae, dizendo que hoje em dia muitas pessoas vão as casa de reggae por pura empolgação sem saber de onde vem, o que as canções transmitem, a diferença entre a filosofia rastafari e o reggae, e que a consciência é a peça chave do verdadeiro crescimento reggueiro.

No que se refere ao rastarafismo, Alvim ressalta que existem hoje em dia pessoas que se caracterizam como rastas usando DREADS (uma das características do rastafarismo) que cantam reggae, mas não seguem a filosofia rasta.

Seu vocalista favorito é nada mais nada menos que Bob Marley, “Bob conseguiu ter o dom de ser insubstituível, não morreu está apenas adormecido” – diz ele.

Alvim gostaria que as pessoas que vão as casas de reggae, fossem com a certeza de que o reggae traz a paz, a união, a humildade e principalmente tenham a consciência que o reggae não é somente uma dança, mas sim uma cultura muito bonita, fácil de aprender e difícil de esquecer.

Alvim é um dos responsáveis pelo crescimento do reggae no Brasil, foi ele quem apresentou o ritmo ao dono de radiola “Riba Macedo”, que começou a tocar o reggae entre os forrós e merengues que tocavam em São Luis do Maranhão. Logo o ritmo caiu nas graças dos maranhenses (aliás, o disco que Riba Macedo levou primeiro para o Maranhão foi o “Reggae Frontline”), Ras Alvim é um dos pioneiros do reggae no Brasil, recentemente foi homenageado pela banda Tribo de Jah com a música “pioneiros do reggae” que foi lançada no cd “Guerreiros da Tribo” onde a banda cita o nome dos pioneiros(Rasta Alvim, Ras Margalho, Riba Macedo, Zé Roxinho, Viegas, Natty Nayfson, Chico do reggae e Serralheiro).
Ras Alvim pode ser encontrado todos os dias em sua barraca de discos na praça das Mercês em Belém do Pará. Querendo trocar umas idéias sobre reggae, comprar CD’s e ou LP’s, é só aparecer por lá e falar com o Alvim ou com o seu filho Max Alvim.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Eric Donaldson


Ele é um dos maiores ídolos da massa reggueira do Maranhão e outros estados onde o reggae é a lei. Estamos falando do grande ídolo Eric Donaldson, que completou 60 anos em 2007.

Nascido em 11 de junho de 1947 em Kent Village - Jamaica. Um simples pintor de paredes, incentivado por seus amigos de trabalho que o ouviam cantar durante a labuta, resolveu tentar o ramo da música. O começo não foi fácil, mas ele persistiu. Segundo conta-se, ao pisar no palco do Jamaican Festival Song Competition, Eric Donaldson, até então um simples desconhecido, foi recebido com vaias e insultos. Vale lembrar que, na Jamaica, o termo "quashie", ou seja, caipira, tem um sentido perjorativo fortíssimo. Na segunda parte da música "Cherry Oh Baby", boa parte da platéia já estava de pé e aplaudindo, ovacionando o vencedor deste e de um número incontável de outros festivais ao longo dos anos, Eric Donaldson é Considerado o rei dos festivais da Jamaica, tendo ganhado 5 edições do Jamaica Festival Song Competition com a sua característica voz em falseto. A primeira foi em 1971, com a canção que o lançaria para o mundo do reggae: 'Cherry Oh Baby', que já ganhou inúmeras versões, incluindo uma do UB40 e outra dos Rolling Stones (que viviam a sua fase reggueira na metade da década de 70). 'Cherry Oh Baby' tornou-se um marco da música jamaicana e a voz de Eric Donaldson, marcada para sempre. Tente imaginar, sequer, um cantor que tenha um timbre semelhante ao do "Capelobo".

Donaldson começou a sua carreira em 1964, fundando no ano seguinte o grupo The West Indians, junto com os parceiros Leslie Burke e Hector Brooks. O grupo lançou alguns compactos, inclusive com Lee Perry ('Oh Lord'), mudou o nome para The Kilowatts e gravou para Lloyd 'Matador' Daley, sem sucesso, o que acabou causando o rompimento do trio. Depois de gravar algumas faixas solo, Donaldson se inscreveu no festival já citado com a música 'Cherry Oh Baby' e o venceu.

Parecia que sua carreira iria deslanchar, o compacto da música vencedora vendeu mais de 50000 cópias, passou a gravar com produtores da pesada como Bunny Lee, mas as coisas se encaminharam de modo diferente. Recusando-se a cumprir a rotina estafante das turnes e das gravacoes anuais, Donaldson passou a gravar esporadicamente, sempre com relativo sucesso, voltando a vencer o Jamaica Festival Song Competition em 1977, 1978, 1984 e 1993.

Na década de 90 experimentou uma volta às paradas, com diversas versões para o ritmo de 'Cherry Oh Baby', inclusive uma atualização dele mesmo para a canção que o consagrou. Além do mais, ficou ciente do quanto é amado pelo povo maranhense e de outros estados próximos (sem falar na colônia maranhense no Rio e São Paulo), que dança agarradinho ao som de sucessos como 'Cinderella' e 'Land of my Birth'. Tal popularidade em outro país que não a sua Jamaica natal deve tê-lo surpreendido, mas isso não o impediu de se apresentar em São Luís, com grande sucesso. Algumas de suas pedradas foram lançadas no Brasil na coletânea da gravadora Jamaica Gold - LOVE OF THE COMMON PEOPLE. Ele hoje vive em Kent Village, na Jamaica, onde administra o 'Cherry Oh Baby Go-Go Bar'. Continua fiel ao estilo que o consagrou.

No dia 23 de junho de 2007, Eric Donaldson apresentou-se em um show no ginásio de uma das avenidas mais movimentadas de Belém do Pará, contando com as participações dos dj’s Alex Roots (Belém) e Rubinho Star (Fortaleza), além da Radiola Princesa Negra (Belém) e banda Lunai (Belém). O local contou com a presença também de públicos distintos: A galera que curte reggae eletrônico e a massa que curte as famosas "Pedras da Bolacha", nome dado aos Reggae Roots tirados do vinil. Para contemplar o evento, o ginásio contou com nada mais nada menos que 5.000 pessoas, o que para um ginásio de universidade é excelente!

As pedras começaram a rolar por volta das 22:00h com a radiola Princesa Negra e com os d´j se revezando, metade roots, metade eletrônico, pra agradar à todos. A madrugada chegou, e no palco entra a banda Lunai arrebentando com clássicos do reggae como "To Love Somebody" muito ouvido em Belém na voz da Barbara Jones, e "Harambe", da grande Rita Marley.

Depois de muito reggae de primeira, chega o momento mais esperado da noite. Lançando seu mais novo álbum com novas pedras e regravações de clássicos que marcaram sua carreira em Belém e São Luis, Eric Donaldson sobe ao palco pra delírio da massa regueira do Pará que lotava o salão e as arquibancadas do ginásio da UEPA. Eric começa o show cantado seus maiores sucessos como: "I Need Someone", "Follow Me", "More Love", e "My Love". A explosão aconteceu quando ele cantou suas 3 músicas mais ouvidas pelos regueiros em todos os tempos: A envolvente "Cinderella", "Jah Love" e a que fez o ginásio tremer "No Slave". O Coro formado era ininterrupto e de arrepiar. A galera de Belém está de parabéns pela receptividade, sempre deixando o artista convidado se sentindo em casa.

Tribo de Jah em Macapá pela 2ª vez

Foi numa segunda-feira no dia 06 de setembro de 2006(véspera do feriado do dia da Pátria) o tão esperado retorno da Banda Maranhense “TRIBO DE JAH” à Macapá, considerada a melhor banda de reggae do Brasil. O espetáculo aconteceu na sede do Trem desportivo clube, com inicio às 21:00h.

O show totalmente diferente do 1º foi aberto com a apresentação de artistas locais, como: Banda Leões de Jah, Banda Porto Reggae, Sandra Lima, Projeto: Sarau Sintonia e participação dos DJ’s: Ronnie Pedra & Coelho Roots (que por sinal também tocaram no 1º show da TRIBO DE JAH em Macapá, no estádio GLICÉRIO DE SOUZA MARQUES), a banda entrou no palco por volta da 1:00h. (uma hora da manhã), levando a massa regueira de Macapá ao delírio com muita emoção, lagrimas, transe e tensão. Tudo isso e mais algumas coisas no show mais esperado.

Mais de 2 Horas de reggae empanturrou todo mundo. Fauzy, o vocalista da banda nem conseguia cantar direito, perplexo com a multidão na sua frente cantando todas as músicas da banda, tava muito bonito.

A banda ataca de todos os lados. Ressuscitam clássicos como “POLICE AND THIEVES” de Junior Murvin, na voz agudíssima do baixista Aquiles.

O resgate total fica por conta de Zé Orlando que leva a galera ao delírio quando canta músicas de Alpha Blondy, Bob Marley, Gladiators, Gregory Isaacs e muitos outros. O que mais me impressionou foi à resposta do publico que pedia insistentemente para que a banda tocasse músicas suas, o que foi prontamente atendido pelo vocalista e guitarrista Fauzy Beydoun, mais uma vez a Tribo mostrou que tem um repertorio de pérolas do reggae executando com muita qualidade.

Destaque para o som do ZENOR, muito bem equalizado, e para a reggueira Hellem Samarina, que conseguiu driblar o esquema de segurança, subiu ao palco e dançar agarradinha com Fauzy Beydoun.

Eu só tenho que agradecer a TRIBO DE JAH pelo conserto. Muito obrigado pelo reggae, pelas mensagens de encorajamento para seguirmos em frente, e aos promotores do evento: Mauricio Madrigal, Stanley e José Pessoa, e aos apoiadores do evento (que sem eles nada seria possível), são eles: GSM Turismo, INSULFILMES, TALENTO Comunicação Visual, RAÇA Transportadora, YÁZIGI, CAFÉ AYMORÉ, restaurante NORTE DAS ÁGUAS, Hotel MACAPÁ, Auto Escola SÂO CRISTOVÂO e TAPEÇARIA MACAPÁ.

THANKS JAH !!!

By: Ronnie Pedra


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Jackie Brown

Dizer que Jackie Brown é um clássico parece até redundância. O problema é que o reggae no Brasil se desenvolveu de formas diferentes. De um lado, por incentivo das grandes gravadoras (EMI, Universal, Virgin, etc), que trouxeram o reggae para as lojas do Brasil (e até Bob Marley para uma aparição pública afim de propagar a música jamaicana no mercado brasileiro). Porém, o mercado selecionou um número limitadíssimo de cantores para apresentar aos ouvidos do Brasil (Além de Bob, Jimmy Cliff, Eddy Grant, UB40, Third World, Alpha Blondy, etc). Artistas que, trocando em miúdos, não representam tão bem a musicalidade original jamaicana. Por outro lado, o reggae entrou de maneira bem mais informal e marginal no Norte/Nordeste do país. Por meio de contrabando (via Cayena) chegou até Belém e São Luís, certa vez, alguns discos jamaicanos vindo junto de lotes de discos caribenhos (mambo, salsa, etc) destinados à festas de musica latina e popular, as radiolas. No começo não se sabia bem o que era aquilo, mas com o tempo São Luis fez do reggae parte integrante da cultura popular. Sem o amparo do mercado (ainda bem), os maranhenses puderam pegar os mais diversos discos, livremente. E aí, o reggae aconteceu por si só. Sem depender de mídia de massa, programas de auditório, etc. Logo vieram, então, os clássicos, não aqueles que o comércio impõe (e que os críticos chatos defendem), mas os preferidos de gente simples, que tem por critério a capacidade da música de tomar o corpo e fazer dançar.

Cerca de 4 mil pessoas esperavam ansiosas no aeroporto para ver, pela primeira vez em São Luís, Jackie Brown. Ele sequer acreditava que aquelas pessoas estavam ali pra lhe ver, mas o sucesso foi confirmado com os shows pelo estado, arrastando, às vezes, 20, 25 mil pessoas. A maioria, seduzida pela encantadora voz de Jackie, um meio termo entre a sonoridade do Calypso/Mento, a formação gospel e, ainda, a influência do Soul.

O cd foi lançado (não-oficialmente) no Brasil. Na verdade, é uma coletânea feita pelos maranhenses Jofran e Jr Black vendida em poucos lugares, deixando dúvidas sobre o respeito aos direitos fonográficos. Mesmo assim, a seleção não podia ser melhor, traz alguns dos grandes sons de Jackie da década de 70.

By: Canuto Lion

Toots And The Maytals

Entre tantos nomes do Early Reggae que permanecem na ativa, Toots foi um dos poucos que não mudaram seu estilo de tocar, muitos deles passaram a tocar o New Roots, que agrada a grande maioria do pessoal que ouve reggae hoje em dia, que por sua vez agrada as gravadoras que comercializam cada vez mais bandas do gênero, criando assim um reggae pop e moderno.
Esse álbum novíssimo lançado no mês de julho de 2007, de Toots & Maytals é a prova que ele continua fiel ao ritmo swingado cheio de funk e musicalidade que sempre fez, e o que tanto falta nas bandas comerciais de hoje. Inovar na musicalidade como na Faixa de abertura "Johnny Cool man" que incorpora a pegada Blues com a participação especial de Derek Trucks. E a nova versão da música "Premature" do álbum "Reggae Got Soul" com um belíssima voz feminina de Bonnie Raitt. Sem falar na música tributo a Coxsone Dodd, uma versão de Guns of Navarrone.
O álbum contém oito músicas inéditas e dois covers de Ottis Redding "Pain in My heart" e Ray Charles com "I Gotta Woman".
Algumas pisadas de bola como a nova "Don't Bother Me" não chegam tão perto de ser ruim cantada por Toots Hibbert. Não é por acaso que é um dos maiores nomes da música jamaicana ainda na ativa.

Como Obter o Melhor Resultado Na Digitalização de Um LP


Digitalizar um Lp não tem muito segredo. Basta seguir algumas etapas simples. Mas encare a tarefa com realismo: a digitalização de um Lp é um processo relativamente lento e que consome um pouco do tempo livre.
Isso ocorre porque, com freqüencia, você é forçado a interromper a gravação e começar do zero- seja porque a agulha pulou ou porque o volume do PC não foi ajustado corretamente e o som ficou distorcido.
Para evitar esses contratempos, basta seguir algumas dicas. Primeiro, é findamental limpar o disco antes da gravação.
Agora escute o LP inteiro, pelo menos uma vez, antes de começar a gravação. dessa forma você poderá identificar eventuais trechos problemáticos- onde a agulha desliza ou pula. Quando terminar de tocar o LP, observe o estado da agulha. Se ela estiver suja, limpe-a e execute novamente o disco.
repita esse processo até que ao final do disco, a agulha esteja limpa- isso significa que ele já tirou o máximo de sujeira entre os sulcos do disco, ou seja, fisicamente o Lp está na melhor condição. É hora de gravar.
agora o detalhe mais importante é o volume da gravação, que você ajusta no computador. O ideal é gravar o mais alto o possível. Mas cuidado. Acontece que existe um limite. Se a música atingir esse patamar que é identificado pela sigla 0dBFS (zero decibéis digitais), a gravação já era- surge uma distorção fortíssima, que não dá para consertar depois.
Por isso o ideal é regular o volume da gravação para um nível um pouco mais baixo, -6dFBS. Mas como fazer isso ?
Ponha a música para tocar, e observe o valor medido pelo seu software de gravação. Ao mesmo tempo, vá mexendo no controle de volume do Windows.
Lembre-se que a música é dinâmica, ou seja, o volume real varia (quando a banda toca mais alto ou o cantor grita, o volume varia). Por isso é fundamental escuta-la antes de gravar: dessa forma, você identifica os picos de som e ajusta o controle de acordo com eles.
O ideal é que, mesmo nesses picos, o nível de gravação não passe de -6dBFS (depois, conforme você adquire mais prática, pode experimentar gravar mais alto, a -3dBFS).
Após gravar. Dê uma escutada no arquivo para ver se saiu tudo certinho. Se saiu, você pode começar a etapa mais divertida da digitalização de um LP.
É hora de remasterizar o disco, ou seja, melhorar digitalmente o som.
Os softwares de gravação já vem com filtros específicos que prometem eliminar chiados e estalos. Mas ao usa-los tenha bom senso: se forem ajustados para um nível muito alto, os filtros estragam totalmente o som. O ideal é usa-los com moderação- vá experimentando.
Seja qual for o Software escolhido para a remasterização, tenha em mente que mesmo fazendo tudo direitinho, o resultado dificilmente sairá melhor que a encomenda. Remasterização não é trabalho fácil nem para as empresas do ramo. Mas não custa fazer um trabalho descente.


GARATTONI, BRUNO SAYEG. Folha de São Paulo
Adaptação: Greg Fernandes