<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301</id><updated>2012-01-19T08:58:27.533-08:00</updated><category term='Ronnie Santos'/><title type='text'>Reggae Time</title><subtitle type='html'>Reggae Time é um blog dedicada aos amantes da cultura reggae, que busca estreitar os laços entre a massa regueira, os colecionadores e os DJ's de reggae, trazendo informações sobre os principais eventos de reggae no Brasil e no mundo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-8139774442645855025</id><published>2008-08-24T21:39:00.001-07:00</published><updated>2008-08-24T21:43:12.495-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-8139774442645855025?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/8139774442645855025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=8139774442645855025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8139774442645855025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8139774442645855025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/histria-de-vincent-martin-dolo-dos-rude_24.html' title=''/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-2692254330693487382</id><published>2008-08-24T21:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T21:41:28.418-07:00</updated><title type='text'>A história de Vincent Martin - Ídolo dos Rude Boys e inimigo N°1 da polícia Jamaicana</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt; A violência sempre esteve presente na cultura jamaicana. É uma ilusão a idéia de paz que foi criada e enraizada em torno dela. Onde a idéia criada é de muita tranqüilidade e paz, o que nem sempre foi assim. O que diria Vincent Martin, que viria a ser o inimigo número um da policia Jamaicana e um ídolo da população e dos Rude Boys, que era uma turminha que não se interessavam muito por letras de Jah, Peace and Love. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_SuF20p9BiFI/SHa1oV6WQCI/AAAAAAAABzQ/fn3_hWVFspE/s1600-h/Ivan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_SuF20p9BiFI/SHa1oV6WQCI/AAAAAAAABzQ/fn3_hWVFspE/s320/Ivan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221560522663936034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Quando Martin chegou a Kingston, em 1934, a bordo de um pau-de-arara, aos 14 anos de idade, ele &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;não imaginava transformar-se em um dos personagens mais importantes – ainda que por razões nada santas – da história Jamaicana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Martin, Nascido no condado de ST. Parish, em 1924, decidira mudar-se para a capital, como tantos &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;outros jovens, em busca de melhores condições de trabalho. Ele optou, porém, por um atalho perigoso e acabou no mundo do crime, e ainda o glamourizando. Depois de &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;cometer pequenos roubos, nos quais invariavelmente feria sua vítima com armas brancas, e se envolver com a pior escória dos guetos de Kingston - onde ganhou o apelido que o tornaria famoso, “Rhygin” -, ele &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;acabou preso em 1948 e foi condenado, por algumas boas décadas, a ver o sol nascer quadrado na penitenciária geral da Jamaica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt; Mas não durou muito o aprisionamento de Rhygin’. Em abril daquele mesmo ano, ele fugiu da penitenciária, dando início a uma série de espetaculares confrontos com a polícia jamaicana.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; Exibicionista e arrogante, ele não se preocupou em sumir da cena por um tempo após a fuga. Pelo contrário: em maio, distribuiu fotos suas pelos guetos da cidade. Como um Cowboy do Velho-oeste, Rhygin’ posou com duas pistolas, uma em cada lado da cintura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; Tanta ousadia irritou ainda mais a policia e teve efeito inverso nas ruas, onde Rhygin’ passou a ser encarado como um herói. Seus atos só contribuíram para aumentar essa dupla personalidade. Em setembro, ele foi descoberto pela polícia em um esconderijo num hotel em Hannah Town. Mais uma vez, Rhygin’ escapou da lei ferindo um policial e matando outro.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Reforços chegaram e apenas aumentaram o numero de policiais enganados por Rhygin’. Pior, aumentaram também a lista de suas vítimas, já que outro policial caiu morto ao tentar capturá-lo horas mais tarde. Aquele dia de cão, estrelado por um bandido que parecia ter o corpo fechado, terminou em Spanish Town, onde Rhygin’ atirou em três mulheres, furioso por não encontrar Eric Goldson, homem que o havia enganado antes de ir para a prisão. Uma das feridas era a namorada de Goldson.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;depois disso Rhygi&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_SuF20p9BiFI/SHa5DlofL6I/AAAAAAAABzo/31C41dP2tvQ/s1600-h/HArder.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_SuF20p9BiFI/SHa5DlofL6I/AAAAAAAABzo/31C41dP2tvQ/s320/HArder.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221564289275342754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;n’ sumiu na fumaça por seis semanas. Durante esse período, os nervos dos policiais estiveram à fl&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;or da pele. Não era apenas uma questão de honra prender Rhygin’. Com o passar do tempo,&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; sua captura passou a ser também questão de ordem social. Afinal, crescia a popularidade de Rhygin’ nos guetos, onde volta e meia surgiam pintados de forma provocante: “Rhygin’ esteve por aqui. Mas já se foi”. Por conta disso, foi organizada uma verdadeira caçada humana ao inimigo n°1 da Jamaica. Ou melhor da polícia na Jamaica, porque o povo o via com muita simpatia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Rhygin’ havia-se escondido em Lime Cay, ilha deserta nos arredores de Port Royal, cidade perto de Kingston. De lá ele pretendia pegar um barco e desaparecer para sempre da ilha, possivelmente rumo a Cuba. Sua sorte, contudo, não chegou à areia. Encontrado e cercado por quase um batalhão inteiro de policiais, Rhygin’, segundo a versão oficial, reagiu à voz de prisão e for morto a tiros. Muitos tiros. Pelo menos duas dezenas de balas foram encontradas no seu corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A notícia correu rápida pela ilha e não demorou muito para que o cemitério de Kingston ficasse cheio de gente, a maioria formada por moradores dos miseráveis bairros de lata, todos dispostos a dar um último adeus àquele sujeito franzino que tinha desafiado as autoridades e tombado orgulhosamente. Disposta a enterrar o criminoso rapidamente, a polícia dispersou a massa com tiros para cima e cassetete para baixo. Chegava ao fim a era Rhygin’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas para os Rude Boys era apenas um começo.  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_SuF20p9BiFI/SHa31V7PmbI/AAAAAAAABzg/_4_EIx7jbDQ/s1600-h/harder_they_come.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_SuF20p9BiFI/SHa31V7PmbI/AAAAAAAABzg/_4_EIx7jbDQ/s320/harder_they_come.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221562945029249458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;ssa história, verídica, foi&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; retratada no filme “The Harder They Come” de 1971. Protagonizado pelo cantor Jimmy &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Cliff, que faz o papel de Rhygin’ sob o nome de Ivan. O filme é baseado na vida de Rhygin’, mas com uma mudança no roteiro, onde Ivan é um garoto do campo que é seduzido pelo brilho da cidade grande, onde decide tentar a sorte e é impedido pela sociedade corrupta de chegar ao sucesso prometido. O inconformismo e a vontade de vencer o fazem entrar pelo mundo do crime. É aí que as histórias se misturam, Ivan ganha fama como criminoso, e conseqüentemente passa a fazer sucesso na música e no crime. Não é à toa que o filme virou referência para Rude Boys e amantes da música Jamaicana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O filme ainda tem números musicais quase inteiros com Toots and The Maytals cantando "Sweet and Dandy", o próprio Jimmy Cliff cantando a faixa-título entre uma trilha sonora impecável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-2692254330693487382?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/2692254330693487382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=2692254330693487382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/2692254330693487382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/2692254330693487382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/histria-de-vincent-martin-dolo-dos-rude.html' title='A história de Vincent Martin - Ídolo dos Rude Boys e inimigo N°1 da polícia Jamaicana'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_SuF20p9BiFI/SHa1oV6WQCI/AAAAAAAABzQ/fn3_hWVFspE/s72-c/Ivan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-5989738188807708341</id><published>2008-08-24T21:20:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T21:23:53.000-07:00</updated><title type='text'>Don Drummond</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Don Drummond was the man with the big Trombone....&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.lightmillennium.org/2006_17th/image/jcarney_don_drummond.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.lightmillennium.org/2006_17th/image/jcarney_don_drummond.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Também conhecido como "Don Cosmic" nasceu em 1943 na capital jamaicana e assim como muitos outros jovens da periferia de Kingston estudou música na Alpha Boys School (que formou muitos dos grandes nomes da música jamaicana na época). Em 1954 foi escolhido como melhor trombonista da escola e em 1955 começou a tocar com Tommy Mc Cook e Roland Alphonso. Recebeu ainda suporte de Clement "Coxsone" Dodd, que tocava trechos seus em suas sound systems. Don Drummond havia passado por muitos hospitais psiquiatricos e nem sequer tinha um trombone, mas Coxsone estava muito impressionado com seus solos e sessões de trombone. Assim, em 1956 ele grava seu primeiro disco, chamado "On The Beach" com Owen Grey nos vocais.Em 1962 Chris Blackwell começou a relançar gravações jamaicanas na Inglaterra e muitas das composições de Don Drummond só viram a luz do dia pelas mãos dos selos Island e Black Swan. Don Drummond gravou mais de 300 músicas antes de morrer com apenas 27 anos.Em 1964, sob supervisão de Coxsone, o tecladista e diretor musical Jackie Mittoo começou a contratar os melhores músicos da Jamaica para criar um som que dominaria a cena musical local nos anos que se seguiriam. As sementes do Skatalites eram Jackie Mittoo ao lado de Johnny Moore no trompete e Lloyd Knibbs na bateria. Depois que o guitarrista Lynn Taitt e o saxofonista Tommy Mc Cook decidiram entrar na banda, Don Drumm&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://oioioi.ru/music/ska/photos/don_drummond_2-tn.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 166px; height: 214px;" src="http://oioioi.ru/music/ska/photos/don_drummond_2-tn.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ond se tornou pelas mãos de Jackie Mittoo o mais influente compositor e músico na banda. Em seu primeiro disco solo, "Don Cosmic" lançou as seguintes músicas "Confuscious", "Ringo", "Treasure Isle", "Eastern Standard Time", "Heavenless", "Occupation", "Meloncolly Baby", "Snowboy", "Elevation Rock", "Schooling the Duke", "Valley Princess", "The Reburial of Marcus Garvey", "Addis Ababa", "African Beat" e "Further East".Em 1964, "Man in the Street" entrou para o UK Top 10 e mais tarde em 1967, a adaptação de Don Drummond para o tema do filme "Guns of Navarone" rendeu a ele o seu segundo UK Top 10. Don Drummond não era só um gênio. Seu prestígio com os ourtos músicos começou como um sonho e se tornou uma história de esperança para qualquer garoto dos guetos que tocava música. Isso porém começou a trazer stress e problemas para Don Drummond. A pressão da fama junto a sua saúde mental que piorava cada vez mais seria uma bomba para a carreira do músico. Em 1965 foi achado o corpo de Anita Mahfood e Don Drummond preso como autor do homicídio. Após condenação e exames foi mandado para o asilo Belle Vue onde morreu em 1969, mas a história não termina aí. O baterista Hugh Malcolm rasgou o atestado de óbito do serviço funerário, se recusando a acreditar na história oficial. Assim como muitos na Jamaica, Malcolm acha que a morte de Don Drummond não foi suicídio. A teoria é que Don Drummond apanhou até sua morte, espancado por guardas, com o aval do governo que era contra a cena musical de West Kingston por anos e contra o crescimento rasta. Outra teoria inclui a contratação de gangsters por parte do pai de Mahfood. A história não é simples, são um conjunto de teorias que tentam desvendar esse caso, mas a verdade é que Don Drummond era um homem doente e juntamente com a pressão da fama vivia sua vida no fio da navalha. A história da sua vida e música é a típica história do gênio que termina em tragédia.Para terminar, as palavras de um homem que conheceu e trabalhou com Don Drummond, o grande Tommy Mc Cook, sobre o início do Skatalites:"O line up incluía Don Drummond. Ele era realmente fantástico tanto como compositor como instrumentista. Não tinha truques. Ele simplesmente pegava qualquer base de ska e transformava aquilo em diamantes."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-5989738188807708341?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/5989738188807708341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=5989738188807708341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/5989738188807708341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/5989738188807708341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/don-drummond.html' title='Don Drummond'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-1181601441581101640</id><published>2008-08-24T20:40:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T20:44:48.881-07:00</updated><title type='text'>Twinkle Brothers</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.zshare.net/download/48452584118ea9/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://youandmeonajamboree.blogspot.com/2007/11/twinkle-brothers-countrymen.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;   &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Z1d-DzeFofI/RzbBf9vmMvI/AAAAAAAAAcY/NWx9eU4sSKg/s1600-h/107.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Z1d-DzeFofI/RzbBf9vmMvI/AAAAAAAAAcY/NWx9eU4sSKg/s320/107.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131501580329562866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os Twinkle Brothers vieram da costa norte da Jamaica, dos guetos de Falmouth em Trelawny. Os dois irmãos, Norman e Ralston Grant começaram cantando no coral da igreja local e em pequenos concertos quando eram jovens, e também foi aonde aprenderam a tocar instrumentos, mesmo sem a condição financeira de comprá-los. Quando a Jamaica ganhou a independência no começo dos anos 60, eles começaram a participar de competições de verdade, como os festivais "Pop And Mento", ganhando diversos festivais nacionais. Ainda nos anos 60, se juntaram a uma banda também de Falmouth, chamada The Cardinals, que começaram a tocar em diversos clubes pela ilha. No final dos anos 60, decidiram ir à Kingston para fazer audições e tentar gravar. O primeiro a gravar foi Norman, com a musica "Somebody Help Me" pelo selo de Leslie Kong. A primeira música gravada pelo grupo todo foi "Matthew And Mark", pela Treasure Isle de Duke Reid. No começo dos anos 70, participaram de um festival, ficando somente atrás de Hopeton Lewis. Naquele tempo, gravavam pelo selo Jack Pot, de Bunny Lee, chegando a gravar por outros selos, inclusive o Upsetters, mas em 1970 criaram o seu próprio selo, chamado Twinkle. Possuem uma discografia invejável com inúmeros discos e compactos, com um disco e um vídeo ao vivo no festival Sunsplash e um álbum ao vivo na Polônia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-1181601441581101640?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/1181601441581101640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=1181601441581101640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1181601441581101640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1181601441581101640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/twinkle-brothers.html' title='Twinkle Brothers'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Z1d-DzeFofI/RzbBf9vmMvI/AAAAAAAAAcY/NWx9eU4sSKg/s72-c/107.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-4333056871792005515</id><published>2008-08-24T20:03:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T20:13:40.739-07:00</updated><title type='text'>Do RootsGregory ao TecnoGregory</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/overdue.gif" naturalsizeflag="0" align="left" height="169" width="169" /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;            inimitável Gregory Isaacs construiu ao longo dos últimos            vinte anos uma das mais sólidas discografias do reggae, chegando            a quase 400 lançamentos, entre LP's e compactos. Na época            em que ele começou sua batalha rumo ao sucesso, cantando com            o grupo The Concords, a Jamaica fervilhava musicalmente. Talentos não            faltavam e a competição era selvagem. Mas a voz envolvente,            o estilo e o carisma de Gregory fizeram a diferença. Seu primeiro            LP solo foi 'Love is Overdue' (lançado no Brasil pela Eldorado            - foto ao lado), que trazia a sua marca registrada: arrebatadoras canções            de amor que fizeram dele o rei do reggae romântico. Sua voz deslizava            suavemente pelos ritmos providenciados pela Soul Syndicate Band. Este            disco foi lançado aqui no Brasil, assim como as coletâneas            'My Number One' e 'Willow Tree' e 'Looking Back' (a última a            sair e compilada pelo próprio Gregory) com trabalhos da época.            Outros discos da fase roots foram 'Extra Classic', com produções            de Lee Perry, 'The Best of Gregory Isaacs', reunindo as produções            de Alvin Ranglin, e a obra-prima 'Mr. Isaacs', gravada em 76. Gregory            se firmou como um dos mais prolíficos compositores jamaicanos            e sua popularidade se espalhou rapidamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;  Partiu então            para vôos internacionais excursionando pela Europa e EUA, com            muito sucesso. Dessa fase são os excelentes discos 'More Gregory'            e 'Sly &amp;amp; Robbie presents Gregory Isaacs'. Em 82 Gregory se superou,            atingindo seu auge com o LP 'Night Nurse', um ponto alto não            só de sua carreira como do próprio reggae. Acompanhado            pela super afiada Roots Radics Band ele mostrou que a perfeição            pode ser atingida. Com a mesma banda Gregory fez shows antológicos,            que levavam as platéias, especialmente as mulheres, ao delírio            ' como pode ser comprovado em 'Gregory Isaacs - Live', registro de uma            apresentação na Inglaterra. Depois vieram os problemas            com drogas e prisões, que afetaram sua produção.            Mas isso não foi o bastante para vencer o obstinado Gregory.            Depois de um período irregular, quando lançou 'Victim'            e 'Private Beach Party', ele retomou o ritmo frenético de antes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/dancedon.gif" naturalsizeflag="3" align="left" height="93" width="104" /&gt;  Do seu trabalho com o produtor Augustus            'Gussie' Clarke resultou o ótimo 'Red Roses for Gregory', de            88, que o levou de volta às paradas com o hit 'Rumours'. O Dancehall            já dominava a cena, mas o agora veterano Gregory encarava de            frente a competição com a garotada e fazia bonito em discos            como 'Dancing Floor' (lançado no Brasil), ' Unforgetable', 'I.O.U.',            'Call me Collect', 'No surrender', 'Pardon me', 'Dancehall Don' (foto            ao lado) e 'Come Closer'. Gregory continua dando o que falar: ele resolveu cortar suas longas            tranças (locks) para causar mais impacto com o seu             CD 'Unlocked' (que parece ser uma brincadeira com a onda 'Unplugged').            Felizmente estamos longe de ver a sua aposentadoria. A voz mais aveludada            do reggae continua em plena forma e suas criações se sucedem,            no mesmo ritmo da sua juventude, levando em frente a lenda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-4333056871792005515?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/4333056871792005515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=4333056871792005515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/4333056871792005515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/4333056871792005515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/do-rootsgregory-ao-tecnogregory.html' title='Do RootsGregory ao TecnoGregory'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-2093402940230264595</id><published>2008-08-24T19:48:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T19:50:44.365-07:00</updated><title type='text'>Letra Traduzida - Zimbabwe</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:-1;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/zimbabwe.gif" align="left" height="241" width="168" /&gt;18                de abril de 1980. aconteceu o momento                mais importante da carreira de Bob Marley: o show que comemorou                a independência do Zimbabwe (antiga Rodesia) do jugo colonial                britânico, conseguida após uma luta sangrenta de libertação                empreendida pelos guerrilheiros da ZANU. Esta guerra durou vários                anos e teve como um de seus hinos principais a canção                'Zimbabwe', do mestre Marley. Hoje em dia circulam versões                de que Marley inclusive teria conseguido armas para os rebeldes,                que eram acossados tanto pelas forças rodesianas quanto pelas                do então regime racista da Africa do Sul. Quando ficou claro                que os guerrilheiros não se renderiam, foi feito um acordo                que daria a independência ao país (que se tornaria                membro da Comunidade Britânica de nações) em                troca da retirada pacífica dos ingleses que residiam lá.                A oficialização do tratado seria feita em uma grande                cerimônia em que o Principe Charles representaria o antigo                Imperio Britånico e acabaria com uma apresentação                de Bob Marley e os Wailers.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:-1;"&gt;Segundo a americana Dera Thompson,                que esteve com os Wailers nesse dia e deu um depoimento emocionado                para a revista The Beat: "Nós choramos e sorrimos e                todos no estádio gritavam e cantavam. Era como se dissessem,                nós vencemos, o Zimbabwe é nosso de novo! Não                podíamos acreditar que era verdade. Depois houve 21 salvas                de canhão, e nós a sentimos, 21! E esse foi o maior                momento, o maior momento de nossas vidas."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                            &lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Geneva;font-size:-1;"&gt;Zimbabwe&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;                                 &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="4" height="651" width="346"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                    &lt;td height="192" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;b&gt; Every man gotta right to decide his own destiny,&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;                      And in this judgement there is no partiality&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; So arm in arms, with arms, we'll fight this little                        struggle,&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; 'Cause that's the only way we can overcome our little                        trouble.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                   &lt;td height="192" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt; Todo homem tem o direito de decidir sobre o seu próprio                        destino.&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;E este julgamento terá de ser imparcial&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;Então ombro a ombro, e armados, combateremos nesta                        pequena luta&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt; Pois é a única forma de superar o nosso                        pequeno problema&lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                    &lt;td height="118" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                    &lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;  &lt;b&gt;Brother, you're right, you're right, You're right,                        you're right, you're so right!&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; We gon' fight (we gon' fight),&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; we'll have to fight (we gon' fight),&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; We gonna fight (we gon' fight), fight for our rights!                        &lt;/b&gt; &lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                   &lt;td height="118" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                    &lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;Meu irmão, você está certo, está                        certo, está certo, está certo, está                        tão certo!&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                      Vamos lutar (vamos lutar)&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                      Temos que lutar (temos que lutar)&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt; Iremos lutar (iremos lutar), Lutar pelos nossos direitos!                      &lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                    &lt;td height="131" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                    &lt;/p&gt;                     &lt;p&gt; &lt;b&gt;Natty Dread it in-a (Zimbabwe); &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt;Set it up in (Zimbabwe);&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; Mash it up-a in-a Zimbabwe (Zimbabwe); &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt;Africans a-liberate (Zimbabwe), yeah.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                   &lt;td height="131" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;Sendo Dread no (Zimbabwe); &lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                      Se assentando no (Zimbabwe);&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt; Arrasando no Zimbabwe (Zimbabwe); &lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;Os Africanos vão libertar o Zimbabwe (Zimbabwe),                        yeah.&lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                    &lt;td height="118" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                       &lt;b&gt; No more internal power struggle;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; We come together to overcome the little trouble&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt;. Soon we'll find out who is the real revolutionary,&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; 'Cause I don't want my people to be contrary&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                   &lt;td height="118" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                      Sem mais lutas internas pelo poder ;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;Vamos nos juntar e superar o nosso pequeno problema&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;Logo saberemos quem são os verdadeiros revolutionários,&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt; Porque não quero ver o meu povo sendo contrário;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;Repete Refrão&lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                    &lt;td height="67" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                      &lt;b&gt;To divide and rule could only tear us apart;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; In everyman chest, there beats a heart.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt; So soon we'll find out who is the real revolutionaries;                        &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;b&gt;And I don't want my people to be tricked by mercenaries.                        &lt;/b&gt; &lt;/p&gt;                   &lt;/td&gt;                   &lt;td height="67" valign="top" width="50%"&gt;                      &lt;p&gt;&lt;br /&gt;                      Dividir para governar pode apenas nos dilacerar;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt; No peito de todo homem, bate um coração&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt; Logo saberemos quem são os verdadeiros revolutionários,                      &lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;Porque não quero ver o meu povo sendo enganado por                        mercenários. &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-2093402940230264595?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/2093402940230264595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=2093402940230264595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/2093402940230264595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/2093402940230264595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/letra-traduzida-zimbabwe.html' title='Letra Traduzida - Zimbabwe'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3181022849276623865</id><published>2008-08-24T19:40:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T19:45:32.347-07:00</updated><title type='text'>Baile reggae em São Luís - MA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/radiola.jpg" height="193" width="361" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;/p&gt;         &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Baile reggae em São Luís            - MA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt; reggae chegou, ficou, e precisa apenas ser mais estimulado, incentivado,              para desabrochar cada vez mais. Sendo a música jamaicana a              onda do momento, é também uma linguagem natural, e às              vezes mais clara e objetiva do que outros ritmos musicais de hoje,              sem mensagem nenhuma. O reggae leva a vantagem de ser compreendido              e identificado por todos. Hoje ele representa um dos grandes recursos              para a liberação da tensão tão freqüente              no corpo humano, propiciando às pessoas momentos de satisfação              interior e bem-estar físico e psicológico. A dança              e o conseqüente ritmo do reggae estão entranhados no homem              negro, no sangue, na cor e no swing desta raça tão musical.              &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/danca1.jpg" height="199" width="150" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Basta que se abra o coração              e se ouça o reggae, para que seja despertado o íntimo              das pessoas. Através da pulsação do grave cadenciado,              o corpo todo será levado ao movimento por este ritmo inebriante.              E, pela infiltração do som, o corpo se solta na pura              expressão da alma que se deixa levar pela emoção              latente do prazer de se mexer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;O conteúdo forte e pulsante              do ritmo jamaicano está atraindo um número cada vez              maior de adeptos, inclusive já está sendo ensinado como              terapia corporal em academias de ginástica, não apenas              em São Luís, mas por todo o Brasil, como no caso do              casal dançante Naytty Nayfson Henrique dos Santos e Rosemary              Rodrigues, ambos do bairro da Liberdade. Eles foram para São              Paulo em 1988, especialmente para ensinar o gingado do reggae, que              cada dia contagia mais e mais as pessoas que seguem ou dançando              juntos, sentindo o molejo e a respiração cadenciada              do outro, ou, como na Jamaica, separados, cada qual em seu próprio              ritmo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/gemeos.jpg" height="92" width="199" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Há algum tempo a dança              do reggae está sendo usada conscientemente por regueiros dançarinos              profissionais, como no caso dos gêmeos Rômulo e Ramon              (foto acima), de São Luís, que usam a música              jamaicana como a forma de liberação da espontaneidade,              dentro dos métodos mais modernos da terapia corporal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;O regueiro dançarino              profissional deve motivar a criatividade de cada aprendiz, verificando              as mudanças de nível do corpo em relação              à posição do pé. Normalmente o aprendiz              tem um pouco de medo de fazer, cabe ao profissional dar condições              psicológicas, espaço físico e segurança,              e saiba que o aprendiz não vai se machucar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Para dançar o reggae              rock, ou o reggae roots, é melhor dar os primeiros passos pela              batida da bateria, não é preciso muita técnica,              mas o regueiro, apesar de se basear na emoção que brota              no sentimento, também deve se apoiar no estudo minucioso de              movimentos, iniciando assim os primeiros passos para dançar              o regg&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ae.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="2" height="22" width="309"&gt;             &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                &lt;td align="center" bg width="100%" style="color:#ffff00;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Onde                  o reggae é a lei&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;           &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;O depoimento acima traduz um              pouco do que significa a dança para a massa regueira do Maranhão.              Mas como o ritmo jamaicano ganhou tamanha força e passou a              ser dançado "agarradinho", como em nenhum lugar do              mundo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;O livro "Da Terra das Primaveras              à Ilha do Amor - Reggae, lazer e identidade cultural"              do antropólogo Carlos Benedito Rodrigues da Silva (Editora              da Universidade Federal do Maranhão, 1995) faz um estudo detalhado              sobre o reggae no estado e é a melhor opção para              quem deseja se aprofundar no assunto. Lá podem ser lidos raros              depoimentos de disk-joqueis e proprietários de radiolas (grandes              sistemas de som mecânico semelhantes aos sound-systems jamaicanos),              que revelam como o reggae chegou ao Maranhão, em meados da              década de 70, trazido pelo discotecário Riba Macedo,que,              por sua vez, tinha sido apresentado ao ritmo por um vendedor              de discos de Belém - PA.(Ras Alvim).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Naquela época os bailes              maranhenses eram embalados por ritmos variados, como o forró              e o merengue. O reggae passou a ser colocado no intervalo de músicas              mais agitadas, a famosa "música lenta". Como as pessoas              já tinham o hábito de dançarem juntas nessas              horas, é natural que o reggae também fosse dançado              assim. Outra origem apontada no livro para a forma maranhense de se              movimentar ao som do reggae é a realização periódica              de concursos de dança pelos clubes, que sempre premiavam duplas              de dançarinos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:-1;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O ritmo logo foi eleito como              o preferido pela maioria dos frequentadores dos salões e há              mais de vinte anos segue com força no gosto local, imune aos              modismos e sem sufocar outras manifestações musicais              que formam a riquíssima cultura maranhense, como temiam alguns.              Tal maneira de apreciar o reggae não só continua forte              no Maranhão como está ganhando adeptos em estados vizinhos,              como o Piauí e ajuda a fortalecer o movimento no Pará. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3181022849276623865?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3181022849276623865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3181022849276623865' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3181022849276623865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3181022849276623865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/baile-reggae-em-so-lus-ma.html' title='Baile reggae em São Luís - MA'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-4748245594573222958</id><published>2008-08-24T19:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T19:35:17.284-07:00</updated><title type='text'>JAH LIVE</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial, Geneva;font-size:130%;"&gt; &lt;span style="font-family:Geneva, Arial;"&gt;A morte do imperador da            Etiópia, &lt;tt&gt;Hailé Selassié I&lt;/tt&gt;&lt;tt&gt;,&lt;/tt&gt;            em 27 de agosto de &lt;a name="anchor295800"&gt;&lt;/a&gt;1975, parecia ser o golpe            fatal no movimento rastafari. Para os rastas, ele era a encarnação            de Deus, ou JAH, e deveria conduzir            os negros do mundo inteiro `a redenção e `a vitória            na luta contra aBabilônia. No            entanto, poucos meses depois, estourava nas paradas jamaicanas a canção            de Bob Marley que dá nome a esta página, contragolpeando            com estes versos:"Os imbecis dizem no seu coração            / Rasta, o teu Deus está morto / Mas nós sabemos / Os dreads serão dreads hoje e sempre            / Jah está vivo". A profecia de Bob Marley estava certa.            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/haile3.gif" alt="Haile Selassie  em seu trono" naturalsizeflag="0" align="left" height="201" width="147" /&gt;De lá para cá,            os veneráveis mestres do reggae nunca deixaram de disparar os            seus petardos sonoros contra as injustiças do Sistema Babilônico.            Depois de um certo recuo do reggae de inspiração rasta            nos anos 80, as vibrações de Jah estão voltando            a ganhar força no reggae das novas gerações. Os            rastafaris mantêm viva a sua fé e continuam sua batalha            incansável em defesa da justiça social e da igualdade            de direitos, não só na música, mas também            em outros campos. Espalhados por vários lugares do mundo (Jamaica,            EUA, Inglaterra , África, Japão, Nova Zelândia,            Austrália etc.), os rastas organizam eventos internacionais,            ligam-se na Internet (para conferir é só pesquisar a palavra            "rastafari") e mantêm uma intensa atividade editorial,            com a publicação de revistas, jornais, panfletos e livros            de circulação mundial. Vale a pena dar um passeio pela            história e pelas idéias do movimento rastafari.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;blockquote&gt;            &lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Origens&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;         &lt;/blockquote&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/garvey.gif" naturalsizeflag="0" align="left" height="204" width="148" /&gt;  O            Rastafarianismo não surgiu na Jamaica por acaso. Uma longa história            de resistência e rebeldia preparou o seu caminho. Uma história            que começa com o episódio da revolta dos Maroons (uma            quilombo bem sucedido, formado por escravos fugitivos que resistiram            por mais de 80 anos ao exército inglês e se tornaram independentes            do governo colonial) e que avança até o fenômeno            rude boy (jovens rebeldes e violentos que habitavam os bairros de lata            de Kingston nos anos 60), passando por diversas rebeliões de            escravos e ex-escravos. As duas maiores aconteceram no século            passado, lideradas por Sam Sharpe e Paul Bogle, dois lendários            pastores da "Native Baptist Church", uma igreja protestante            jamaicana que teve um importante papel como veículo de expressão            para o sentimento de revolta dos negros. Um dos capítulos decisivos            dessa história é a trajetória de &lt;tt&gt;Marcus Garvey&lt;/tt&gt;,            um jamaicano descendente dos Maroons, que se tornou famoso como líder            do movimento negro nos EUA e na Jamaica do início do século.            Entre outras realizações, ele criou a "Universal            Negro Improvement Association" (UNIA), o jornal "Negro World",            a companhia de navegação "Black Star Line" (            que tinha como objetivo não declarado viabilizar o retorno dos            negros das Américas para o continente africano), e exerceu uma            importante influência nos movimentos, que, mais tarde, libertaram            a Africa do domínio colonial europeu. As idéias de Marcus            Garvey encontraram eco entre os líderes religiosos da Jamaica            e ele ganhou fama de profeta. Sua pregação combinou-se            a uma interpretação livre da Bíblia, especialmente            do Velho Testamento. Garvey e seus seguidores identificavam-se com a            história das tribos perdidas de Israel, vendidas aos senhores            de escravos da Babilônia. Essa metáfora inicial gerou uma            série de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;a name="anchor295102"&gt;&lt;/a&gt;imagens simbólicas que se tornaram constantes na tradição            oral dos rastas: "Babilônia", "Zion", etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;blockquote&gt;            &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/haile2.gif" naturalsizeflag="0" align="left" height="118" width="114" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Surge Jah&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;         &lt;/blockquote&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;  Numa das profecias            atribuídas a Marcus Garvey, previa-se que um Rei Negro seria            coroado na África e que esse rei seria o líder que conduziria            os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;a name="anchor294613"&gt;&lt;/a&gt;negros do mundo inteiro `a redenção. Quando,            em 1930, Ras Tafari Makonnen foi proclamado            rei da Etiópia, adotando o pomposo título de "Rei            dos Reis, Senhor dos Senhores, Sua Majestade Imperial, Leão Conquistador            da Tribo de Judá, Eleito de Deus", os líderes religiosos            e seguidores de Garvey na Jamaica reconheceram nele o Rei Negro de que            o profeta havia falado. Ras Tafari, que adotou o nome de Haile Selassie            I (visto na foto acima com 6 anos e na foto abaixo, ao lado com seu            filho bebê), proclamava-se legítimo herdeiro da antiga            linhagem do Rei Salomão (que teve um filho com a rainha do reino            etíope de Sabá) e seria o messias que libertaria os negros            do mundo inteiro e os levaria de volta `a terra de seus pais. Mais do            que isso, ele passou a ser considerado por esses pregadores a própria            encarnação de Deus, que, segundo sua interpretação            da Bíblia, haveria de ser negro. Um trecho do Apocalipse de São            João foi invocado como confirmação do destino do            novo Rei da Etiópia: "Não chores! Eis aqui o Leão            da Tribo de Judá, a raiz de David, que pela sua vitória            alcançou o poder de abrir o livro e desatar os seus sete selos"            (5:5). Desde então, esses pregadores adotaram o nome de rastafari.            Passaram a dirigir a Hailé Selassié suas preces e a depositar            nele suas esperanças de libertação. Não            apenas a vida de Selassié, mas toda a história e a cultura            da Etiópia tornaram-se, a partir daí, uma constante fonte            de inspiração para os rastas. Para eles, é particularmente            importante o fato da Etiópia ser a única terra africana            que se manteve livre do jugo europeu, mesmo durante o apogeu do colonialismo            (no dia 1ª de março foi comemorado o centenário da            batalha de Adwa, em que o exército etíope do imperador            Menelik II rechaçou uma tentativa de invasão italiana).            No entanto, de 1935 a 1941, o país foi ocupado pelo exército            fascista de Mussolini. Os soldados de Selassié expulsaram-no            de seu território com a ajuda dos ingleses, em um episódio            cheio de significados que valeu ao imperador a fama de "Conquistador            do Fascismo", "Pacificador de Nações" e            "Defensor da Moralidade Internacional". Mais tarde enfrentou            uma tentativa de golpe mal sucedida que teve início quando ele            estava em visita oficial ao Brasil .&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/haile1.gif" naturalsizeflag="0" align="left" height="166" width="131" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;  Desde o seu surgimento,            na década de trinta, o movimento rastafari cresceu lentamente.            Um dos marcos mais importantes dessa evolução foi a queda            da Pinnacle, uma comunidade rasta fundada nos anos quarenta pelo pregador            Leonard Howell. Em 1954 uma batida policial destruiu a comunidade e            os seguidores de Howell dispersaram-se pela ilha. Muitos foram para            os bairros de lata de Kingston, onde começaram a divulgar suas            idéias. Foi sobretudo a partir da década de sessenta que            o movimento ganhou maiores proporções. Um crescimento            que, em grande parte, deve-se ao reggae. Através de seus artistas,            que se tornaram também os grandes pregadores das idéias            do rastafarianismo, a religião conquistou seu lugar na cultura            da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;a name="anchor315221"&gt;&lt;/a&gt;Jamaica,            onde, apesar do preconceito que ainda enfrentam, os rastas e seus dreadlocks se tornaram uma marca registrada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/adwa.jpg" height="335" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Batalha de Adwa - Pintura etíope do sec. XIX &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/leao.gif" naturalsizeflag="0" align="left" height="177" width="155" /&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;  Quando Hailé            Selassié morreu, o reggae já havia espalhado as sementes            do rastafarianismo pelos quatros cantos do planeta. Não era mais            possível deter sua mensagem, que, embalada pela música            poderosa de Bob Marley, tinha ganhado força. Talvez porque as            idéias, crenças e atitudes dos rastas conseguem exprimir            uma série de sentimentos e desejos comuns `as comunidades negro-americanas            e a todos os explorados pelo implacável sistema imposto pelo            primeiro mundo. A narrativa bíblica da procura pela terra prometida            dá aos negros das Américas uma forma alternativa de conhecimento            de sua história. Uma interpretação própria            de seu destino que aponta as verdadeiras causas das adversidades (o            colonialismo, a escravidão etc) e um caminho para a redenção,            o repatriamento para o continente africano. Este projeto não            é apenas uma utopia política. Através dele os rastas            manifestam de forma simbólica o sentimento de que a comunidade            negro-americana não está integrada no ambiente em que            vive. Manifestam também o desejo de construir uma sociedade justa            (não necessariamente na Africa), onde o negro e sua herança            cultural encontrem um lugar digno. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jah1.gif" align="middle" height="444" width="247" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;Nesse contexto, o lugar ocupado            por Hailé Selassié é fundamental. A idéia            de um rei negro para o povo negro encarna um desejo legítimo            de autodeterminação. A história da sua dinastia            funciona como lembrança de um passado de glórias que se            oferece como alternativa `as adversidades do presente. A figura de Hailé            Selassié estabelece uma ligação direta com esse            passado. O mesmo acontece com a Etiópia. A resistência            ao colonialismo europeu e sua milenar riqueza cultural fazem com que            essa nação seja importante referência para a recuperação            das raízes do homem negro. Enfim, através do mundo simbólico            do rastafarianismo o homem negro (e não apenas ele, mas todos            aqueles que de alguma forma identificam-se com a sua causa), pode ter            uma imagem positiva de si mesmo. Uma imagem baseada na valorização            de suas raízes, na consciência de sua história e            na determinação de tornar-se agente de seu próprio            destino. Essa talvez seja a grande força que mantém viva            a chama Rastafari. Jah Live!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/Selassie.jpg" height="353" width="377" /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                        &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;a name="anchor248238"&gt;&lt;/a&gt;Notas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;(1) Jah: Abreviação              do nome bíblico "Jeovah", usada para designar Deus              ou sua encarnação terrena, segundo os rastas, o Imperador              Hailé Selassié I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;(2) Babilônia: Lugar imaginário              que representa o sistema social construído com a escravização              dos negros. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;a name="anchor249312"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/jahlive.htm#anchor295800"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;(3) Dread: Rebelde, terrível.              Todo verdadeiro rasta é também um "dread".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;(4) Zion: A Terra Prometida.              Lugar imaginário que representa a possibilidade de recusa ou              fuga da Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;(5) Ras: Título de nobreza              etíope muito comum nos nomes adotados pelos rastas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;a name="anchor289053"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva, Arial;font-size:-1;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(6) Dreadlocks: Longas tranças              usadas pelos rastas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-4748245594573222958?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/4748245594573222958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=4748245594573222958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/4748245594573222958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/4748245594573222958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/jah-live.html' title='JAH LIVE'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-9188547570200168942</id><published>2008-08-24T18:50:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T19:00:11.674-07:00</updated><title type='text'>A Lendária  Etiópia - Ensaio em homenagem ao Imperador Hailé Selassié</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;           No curso da História, houve três reinos, independentes e distintos entre si, os quais, em épocas próprias, foram denominados Etiópia: Napata, Méroe e Aksun (ou Axum).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; Ao exame dos textos históricos, parece ressaltar que a denominação de Etiópia aplicava-se, mais apropriadamente, ao reino de Aksun (Axum), enquanto para Méroe e Napata representava apenas uma designação greco-romana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; O termo Etiópia (Ethiopia) parece ter resultado do esforço dos escritores gregos antigos para designar essa região da África Oriental, cujo nome originário, indígena, era ininteligível para eles. Seu significado é, aproximadamente, “país das gentes de rostos queimados”, ou seja, genericamente, a raça negra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; A designação indistinta de &lt;u&gt;Etiópia&lt;/u&gt; para designar, genericamente, todos os países antigos situados ao sul do Egito, praticada por escritores antigos, dificulta a compreensão exata da localização geográfica de eventos registrados pela história, ocorridos naquela parte do mundo. Observe-se a narrativa bíblica (Atos dos Apóstolos, cap.VIII, 27/39) onde um dos personagens seria um “alto funcionário de Candace, rainha da Etiópia”. Um rápido exame dos mapas da região nos convence que, em época tão remota, longe das conquistas dos atuais meios de transporte, seria improvável que um alto funcionário ousasse ausentar-se de suas funções para cumprir tal viagem, dada a enorme distância entre o local do encontro com Felipe (Jerusalém) e o reino da Etiópia (atual).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; O termo Candace, comum aos textos bíblicos e de História,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;originário do grego &lt;i style=""&gt;Kandakê&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é a forma latina, com influência francesa, de &lt;i style=""&gt;Kantakai&lt;/i&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Representava o título real comum às raínhas do império etíope. Os gregos e os romanos usavam essa denominação como nome próprio das soberanas com as quais mantinham relações políticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O império abissínio teve início mil anos antes da era cristã, e terminou em 1974, com a deposição do último imperador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; A origem lendária do império remonta ao filho de Salomão, rei dos judeus, com Balkis, rainha de Sabá. Esse filho é chamado, por alguns autores, por Menelik, e por outros, de David,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e é apontado como origem dos &lt;i style=""&gt;negus&lt;/i&gt; da Abissínia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; Ainda segundo a tradição abissínia, durante sua permanência em Jerusalém, a rainha de Sabá tornou-se mulher do rei Salomão. Teria retornado ao seu país grávida, e teve um filho, que foi educado em Sabá durante a infância. Na adolescência, foi enviado a Jerusalém, para aprimorar seus estudos e conviver com seu pai, por alguns anos, procurando absorver sua proverbial sabedoria. Nessa ocasião, teria sido ungido e sagrado no Templo, com o nome de David, em homenagem ao seu avô, retornando, após, para junto de sua mãe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Finalmente estabeleceu-se na Abissínia, tendo subido ao trono e introduzido a religião judaica em seu país, originando as cerimônias que os abissínios ainda conservam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; Salomão (do hebraico Chélômôh), filho do rei David e de Bethsabá,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;viveu entre 1032 e 975 A.C.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; Sabá foi uma cidade da Arábia antiga (Arabia Felix), junto a costa ocidental do Mar Vermelho, capital do reino do mesmo nome, que os gregos chamaram de &lt;b style=""&gt;Miriaba.&lt;/b&gt; Esse país, posteriormente, passou a chamar-se Yemen.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; A tradição árabe conta que a rainha Balkis (Belkis), atraída pela fama de riqueza e sabedoria que adornavam o rei dos judeus, resolveu visitá-lo, tendo sido sua hóspede e mantido o relacionamento que resultou no nascimento de um filho, do qual descendem os reis da antiga Abissínia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; O episódio é confirmado (parcialmente) pela narrativa bíblica (Reis, cap. 10, vers.1 a 13, e Crônicas, cap. 9, vers. 1 a 12), exceto no que se refere ao nascimento do filho mencionado nas tradições árabes e etíopes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; Os autores árabes atribuem à rainha de Sabá dessa narrativa, o nome de Balkis ou Belkis. Outros autores a denominam de Makeda, ou Makida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; A Abissínia teve origem no antigo reino de Aksum (Axum).Em 1941, reivindicou o nome do antigo território, e passou a denominar-se Etiópia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; Os soberanos da milenar Abissínia, desde a antiguidade, usavam o título de &lt;i style=""&gt;Negus&lt;/i&gt;, pretendendo descenderem do rei bíblico Salomão, e da lendária rainha de Sabá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; O último &lt;i style=""&gt;negus&lt;/i&gt; etíope, Hailé Selassié, que reinou de 1930 a 1974, usava os títulos da tradição bíblica de “O Eleito de Deus”, “Rei dos Reis”, “O Leão de Judá”, e timbrava os documentos oficiais com o “selo de Salomão”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Selassié nasceu em 1891&lt;a style="" href="http://www.jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span style="" class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e tinha o nome civil de Tafari Makonen. Seu pai, o &lt;i style=""&gt;rás&lt;/i&gt; Makonnen, era um dos filhos do imperador Menelik II&lt;a style="" href="http://www.jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span style="" class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Exerceu o cargo de &lt;i style=""&gt;rás&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 2cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(governador civil e militar) do Choá, uma importante unidade política e administrativa do país. Foi regente da coroa, durante a menoridade da princesa Zauditu, elevada ao trono durante a primeira guerra mundial. Com o falecimento desta, assumiu o poder e foi sagrado imperador, em 1930, com o nome de trono de Hailé Selassié. Como monarca poderoso, introduziu a primeira constituição no país, criou um Parlamento, modernizou o exército e aboliu a hereditariedade dos cargos de &lt;i style=""&gt;rás&lt;/i&gt; das províncias. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Em 1935, a Itália, contaminada pelos ímpetos expansionistas de Mussolini, invadiu a Abissínia e forçou o &lt;i style=""&gt;negus&lt;/i&gt; ao exílio. Nessa ocasião, no ano de 1936, proferiu corajoso discurso, junto a Liga das Nações, protestando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;contra a omissão dos Chefes de Estados das demais nações, face ao perigo nazista iminente. Foram suas palavras:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;”Eu jamais acreditaria que todas as nações do mundo, entre as quais as mais poderosas da terra, pudessem acovardar-se diante de um único inimigo. Mas, diante de Deus, nenhuma nação é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;melhor do que outra”.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;E profetizou: “Hoje fomos nós, amanhã serão vocês”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Em 1974, um golpe militar aboliu o regime monárquico e depôs o imperador, já&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;velho e doente, que faleceu (há indícios de que foi assassinado) em 1975, um ano após ter sido despojado do milenar trono abissínio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;hr style="height: 4px;"&gt; &lt;div style="border: 0.5pt solid lime; padding: 1pt 4pt; background: lime none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:red;"  lang="PT" &gt;Este artigo foi publicado no boletim de setembro/2000 do&lt;o:p&gt;   &lt;/o:p&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:red;"  lang="PT" &gt;Instituto de Estudos Históricos da Catalunha (Espanha)&lt;o:p&gt;   &lt;/o:p&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style=""&gt;   &lt;div style="" id="ftn1"&gt;     &lt;hr style="height: 4px;"&gt;     &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span style="" class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;     As fontes consultadas divergem sobre a data de nascimento do imperador, ora     indicando 1891, ora 1892.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;   &lt;div style="" id="ftn2"&gt;     &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.jbcultura.com.br/mmeroe/etiopia.htm#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span style="" class="MsoFootnoteReference"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;     Também na relação de parentesco do &lt;i style=""&gt;negus,     &lt;/i&gt;em relação ao Imperador Menelik II&lt;i style=""&gt;,     &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;há divergências, sendo     apontado por algumas fontes como&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;neto,     sobrinho-neto, primo em primeiro/segundo grau e outras posições&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;genealógicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-9188547570200168942?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/9188547570200168942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=9188547570200168942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/9188547570200168942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/9188547570200168942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/lendria-etipia-ensaio-em-homenagem-ao.html' title='A Lendária  Etiópia - Ensaio em homenagem ao Imperador Hailé Selassié'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3493096481204958559</id><published>2008-08-24T18:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T18:49:53.892-07:00</updated><title type='text'>Hailé Selassié no Brasil</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Geneva;"&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;"&gt;     &lt;span style="font-size:130%;"&gt;  Sua            Majestade Imperial Hailé Selassié I veio ao Brasil em            dezembro de 1960 em missão diplomática. Veja como foi:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"  &gt;  12 de dezembro - &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Geneva;"&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;"&gt;Hailé            Selassié I &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; desembarca em Recife em uma aeronave            da Ethiopian Airlines, acompanhado pela neta Aida Desta e os vinte e            cinco integrantes da sua comitiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"  &gt;  13 de dezembro - Partida            para Brasília. Audiência no Palácio da Alvorada            com o presidente Juscelino Kubitschek. Visita o Congresso Nacional e o STF (Superior Tribunal Federal).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"  &gt;  14 de dezembro - Sobrevoa            a capital em companhia de JK. Embarque para São Paulo. Audiência            com o governador Carvalho Pinto. Encontro com lideranças populares            no ABC. Começa a receber notícias sobre um golpe militar            que estava acontecendo na Etiópia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"  &gt;  15 de dezembro - O            imperador é obrigado a voltar a seu país para controlar            o golpe. O avião imperial levanta vôo ao raiar do dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Geneva;font-size:130%;"  &gt;&lt;img src="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/hailejk.jpg" naturalsizeflag="0" alt="O imperador Haile Selassie I e o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek" align="bottom" border="0" height="174" width="192" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"  &gt;  A agenda de &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Geneva;"&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;"&gt;Hailé            Selassié I &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;ainda previa uma visita ao Rio de            Janeiro, onde iria oferecer uma grande recepção ao presidente            JK no Copacabana Palace, o mesmo local em que, vinte anos depois, Bob            Marley se hospedaria. A rebelião na Etiópia seria controlada            em menos de dois dias. Três anos depois ele iria patrocinar a            primeira reunião da Organização da Unidade Africana,            em Addis-Abeba, capital etíope. Em 1966 faria a famosa visita            oficial à Jamaica. Em 1974 Haile Selassie I seria derrubado por            militares de inspiração cambojana que mergulharam o país            em um regime sangüinário, derrubado somente em 1991. Segundo            relatos de familiares ouvidos após a queda do regime, o imperador            teria sido assassinado em 27 de agosto de 1975, asfixiado com o próprio            travesseiro. As autoridades etíopes confirmaram que a ossada            encontrada no antigo palácio imperial seria de &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Geneva;"&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;"&gt;Hailé            Selassié I, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Outras versões atestam que            seu corpo nunca teria sido encontrado, levantando dúvidas sobre            sua morte. Não pretendo entrar aqui nas questões teológicas            acerca da divindidade do imperador. Quem quiser se informar melhor pode            procurar livros como "Queimando Tudo", a biografia de Bob            Marley que traz uma história detalhada do imperador em português            ou nas variadas fontes em inglês existentes na rede.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3493096481204958559?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3493096481204958559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3493096481204958559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3493096481204958559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3493096481204958559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/sua-majestade-imperial-hail-selassi-i.html' title='Hailé Selassié no Brasil'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-7322138232266523553</id><published>2008-08-24T18:26:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T18:33:14.685-07:00</updated><title type='text'>Joe Higgs, o pai do reggae, falece aos 59 anos de idade.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;"&gt;        &lt;span style="font-size:130%;"&gt;O cantor jamaicano Joe Higgs,              conhecido como "o pai do reggae" faleceu no dia 18 de dezembro de 1999 com              a idade de 59 anos em um hospital de Los Angeles, depois de vários              meses em tratamento de um câncer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Higgs foi tremendamente influente              no nascimento do ska, rock steady e reggae na música jamaicana              e foi respeitado por todos como compositor, arranjador e cantor, mas              talvez principalmente como professor. Entre os que foram treinados              por ele estavam Bob Marley, Derrick Harriott, Peter Tosh, Bob Andy,              os Wailing Souls e Bunny Wailer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Uma das primeiras gravações              musicais realizadas na Jamaica, o seu compacto de estréia,              feito com o parceiro Roy Wilson, foi "Oh Manny Oh" e vendeu              50.000 cópias na Jamaica em 1960. Isso o levou a assinar com              Edward Seaga, que depois se tornou Primeiro Ministro durante os anos              80. "Ele foi o meu primeiro empresário", lembrava              Higgs pouco antes de sua morte, completando com um pequeno sorriso,              "éramos sempre pagos em dia". Seaga conseguiu que              Higgs abrisse shows de Sam Cooke, Jackie Wilson e outros astros de              fora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Em 1964 ele gravou "There's              A Reward For Me," para o produtor Coxson Dodd, do Studio One,que              se tornou um clássico instantâneo sobre sofrimento e              esperança. Ainda que ele diga que não ter recebido nenhum              dinheiro pelas vendas, ele era otimista sobre este fato, dizendo "Percebi              que a única pessoa que poderia me recompensar e que poderia              me dar o que tenho direito é o Todo-Poderoso".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Foi no jardim de Higgs em Trench              Town que o jovem Bob Marley recebeu por vários anos de Higgs              aulas particulares de técnica vocal e postura de palco, anos              antes dele começar a gravar com o seu grupo, os Wailers. Mais              tarde Marley admitiu que "Joe Higgs é um gênio",              dando crédito a ele por seu sucesso internacional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Em 1972, Higgs ganhou o Concurso              do Departamento de Turismo com a canção "Invitation              to Jamaica", cujo prêmio incluía uma viagem a Nova              York, onde ele cantou pela primeira vez. A dinâmica canção              ganhadora estava fora das características do som mais roots              que ele normalmente fazia, misturando o canto rítmico do jazz              com uma letra arrebatada que expressava uma consciência política              profunda e um agudo senso para a História e a literatura clássica.              Canções como "So it go" e "Freedom"              o mantiveram perto do topo das paradas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Em 1973, quando Bunny Wailer,              membro fundador dos Wailers, deixou o grupo, Higgs foi incumbido de              acompanhar os seus antigos alunos, Tosh e Marley, em uma turnê              americana como atração de abertura para o grupo Sly              and the Family Stone. Eles fizeram shows aclamados pela crítica              de Nova York e Boston a São Francisco e lideraram a primeira              leva de artistas do reggae que trouxeram esta música para os              Estados Unidos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Em 1974, outra formação              de antigos alunos, os Wailing Souls, se juntaram brevemente a Higgs              e para formar um grupo de nome Atarra. Mas foi o seu trabalho com              o superstar em ascensão Jimmy Cliff, em grande evidência              pelo seu sucesso com o filme "The Harder they Come", que              atraria a atenção do meio musical, pois ele era o líder              da banda de Cliff e dividia com ele os vocais, muitas vezes para grandes              platéias como no Central Park, em Nova York, e no Madison Square              Garden. Abrindo cada um dos shows de Cliff e depois cantando um par              de canções na metade da apresentação,              Higgs muitas vezes atraía mais atenção do que              Cliff e foi mais tarde relegado a fazer apenas backing vocals. Os              duetos gravados naquela época por Cliff e Higgs, "Sound              of the City" e "Sons of Garvey", ainda estão              entre os melhores trabalhos gravados pelos dois.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;O seu primeiro álbum              solo saiu em meados dos anos 70, de nome "Life of Contradiction".              Ele trazia o guitarrista de jazz Eric Gale, consolidando a reputação              de Higgs, no que ele sempre lembrava como "a conexão jazz              -música jamaicana. Gosto de de frasear a minha voz como se              fosse um instrumento".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;No forte documentário              "Roots Rock Reggae", Higgs disse ao director Jeremy Marre              que "O Reggae é música de confronto. Liberdade              - é por isto que estamos pedindo. Aceitação -              é o que precisamos."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;O álbum "Unity Is              Power" apareceu em 1979. O seu compacto de 1983, "So it              Go", que chamou a atenção para a precariedade dos              pobres que não têm nenhum protetor nas altas esferas,              causou problemas políticos a Higgs com o partido dominante              na Jamaica, fazendo-o partir para Los Angeles, onde ele viveu no auto-exílio              até a morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Durante os últimos 15              anos, ele voltou com a sua carreira não-oficial como tutor              e mentor para uma nova geração de músicos de              reggae americanos e continuou a sua turnê pelo mundo, encabeçando              festivais através da América do Norte e Europa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Álbuns posteriores incluem              "Blackman Know Yourself, de 1990, acompanhado pela Wailers Band.              O disco contém a mais famosa composição de Higgs,              , "Stepping &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;font-size:130%;"&gt;Razor", que se tornou a              canção-assinatura do alto Peter Tosh e foi muitas vezes              erradamente atribuída a Tosh. "O verso mais conhecido",              sempre dizia o franzino Higgs, "é 'Não julgue pelo              meu tamanho, eu sou perigoso". Nenhum cara de um metro e noventa              poderia escrever isso!"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Geneva,Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na época de sua morte,              ele estava trabalhando em uma autobiografia com este escritor e também              em um projeto trans-cultural gravado no estúdio do U2 em Dublin              que se chamaria "Green on Black", unindo artistas celtas              como Sharon Shanon e Donal Luney com Higgs, em extensas improvisações              de jazz-irlandês e reggae.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-7322138232266523553?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/7322138232266523553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=7322138232266523553' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7322138232266523553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7322138232266523553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/08/joe-higgs-o-pai-do-reggae-falece-aos-59.html' title='Joe Higgs, o pai do reggae, falece aos 59 anos de idade.'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3840655163829086815</id><published>2008-03-30T13:25:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T13:45:03.553-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R-_7MRXmUdI/AAAAAAAAACw/aGyIGlGSHLg/s1600-h/uroy1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183637884366115282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R-_7MRXmUdI/AAAAAAAAACw/aGyIGlGSHLg/s320/uroy1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R-_7MRXmUdI/AAAAAAAAACw/aGyIGlGSHLg/s1600-h/uroy1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183637884366115282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R-_7MRXmUdI/AAAAAAAAACw/aGyIGlGSHLg/s320/uroy1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;         U Roy, nascido em Kingston com o nome de Ewart Beckford no ano de 1942, é uma das maiores personalidades do reggae, aclamado como um dos criadores de todo um gênero músical, o 'estilo DJ'. Ele trabalhava como DJ em sound- systems, equipes de som semelhantes às radiolas maranhenses, animando os bailes populares com inusitadas performances e intervenções precisas sobre a base rítmica da músicas (que geralmente vinham no lado B dos compactos). No final dos anós 60, Daddy U Roy foi o primeiro a registrar em estúdio o que fazia ao vivo e o resultado foi um sucesso avassalador. O canto falado dos DJs se tornou, ao longo dos anos, uma marca registrada do reggae. Nessa entrevista, concedida em Amsterdam para a equipe do zine DISTANT DRUMS ele fala do seu início de carreira, da cena musical jamaicana dessa época e de Bob Marley e Peter Tosh. Nuff respect ! ! !&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Distant Drums - Você comecou como DJ de um sound-system no começo dos anos 60. Como você entrou nessa? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Bom, eu ia pra escola, quando garoto, e tinha um amigo dono de um sound-system chamado Doctor Dickies. E eu pedia pra minha avó, porque cresci com ela, se eu poderia ir. Algumas vezes ela dizia sim, outras vezes era não, vá e estude suas lições. Mas eu gostava muito do sound-system e amava a música, porque era meu jogo favorito. Eu não jogava futebol, nem cricket, nem nada. E algumas vezes ela dizia 'você não pode ir', mas eu saia de fininho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Nessa época que música você escutava ? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy -Tinha muita música americana naquele tempo, não havia muita música feita na Jamaica. No rádio eu ouvia James Brown e Sam Cooke. O dono de sound-system podia ir pros Estados Unidos e comprar alguns discos, porque eles competiam com outros sound-systems. Então eles traziam essa música. Naquele tempo os discos eram 78 RPM. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Como você foi trabalhar com o produtor Duke Reid no final dos anos 60 ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Eu fui ver Duke pra falar de negócios. Eu fui pro seu estúdio e primeiro nós fizemos 'Wake the town and tell the people' e 'This station rules the nation with version'. Eu ouvi as duas tocando no radio, mas, pode acreditar, eu não tinha ideia que essas canções pudessem ir a algum lugar, porque a música dos Djs não era nada que as pessoas conheciam. E então as duas viraram da numero um e dois. Daí eu disse 'O QUÊ!'. Nas duas maiores estações da Jamaica, elas ficaram por algumas semanas. E eu fiz 'Wear you to the ball'. Ela saiu,'Wake the town' estava em segundo, 'Rules the nation' em terceiro e 'Wear you to the ball' era primeiro. Eu tive os três primeiros Iugares por doze semanas nas duas [estaçõesl. Até então eu não acreditava que aquela música iria se tornar popular. Agora, veja você, eu não acho que você pode mais parar a música dos DJs. Porque todo dia tem um jovem DJ aparecendo em todo país do mundo. Eu fico contente por isso, me faz sentir como se o que eu estou fazendo não é uma coisa estúpida. Eu não acho que tanta gente poderia estar fazendo algo estúpido. Eu me sinto realmente bem com isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Como você se envolveu com Lee Perry ? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Eu conhecia esses caras, Bunny Lee e Lee Perry. Eles ficavam por ali, levavam música para o estúdio de King Tubbys e coisas assim. E fiquei conhecendo eles. Nós fomos para o estúdio e fiz 'Earth's Rightful Ruler' para eles, que não foi muito longe. Mas foi um começo para mim nós negócios. Eu estava feliz com isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Como sua carreira deslanchou ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Eu fazia canções especiais para diferentes sounds systems. Foi como eu comecei a ficar popular. Alguém podia vir num baile e me ouvir. E então ia até King Tubby ver se eu podia fazer algo especial para ele. King Tubby tinha um pequeno estúdio, mas estamos falando de um homem versátil, um cara com um estúdio pequeno, pequeno, mas era divertido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Você também trabalhou com Tony Robinson no TR Groovemaster estúdio ? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Sim, fiz alguns albuns para ele, enquanto estávamos trabalhando com a Virgin, com 'Small Axe'. Nós também trabalhamos com os Gladiators naquele tempo. Prince Tony tinha uma loja e estúdio na Slipe Road, [uma rua de] Kingston. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Qual foi seu sound-system favorito ? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Meu favorito era KingTubbys. Era o melhor. O mais poderoso sound system, e [era] limpeza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Esta tarde nós escutamos sua versão para 'Soul Rebel'. Como você foi gravar com Bob ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Quando eu comecei a gravar, Bob me chamou. E eu e ele e Peter fomos pro estúdio na South Parade, Randy's Studio, e fizemos 'Trenchtown Rock', que chamamos de 'Kingston 12 Shuffle'. Eu cresci na mesma área de Bob e Peter. A gente se conhecia desde jovem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - O que você lembra de Bob Marley ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Oooh, este homem era bem versátil. Ele apenas sentaria aqui e olharia para algo e ... (bate uma palma) era música. Era assim aquele homem. Ele apenas sentava aqui. Tudo, ele via tudo. Ele veria esta bolsa e diria algo sobre ela. Cara, ele fazia uma canção e estava no seu gravador. Ele era versátil assim. Este homem é muito, muito criativo. Bob é um homem serio. Ele gostava das crianças, ele amava os jovens. Ele estava sempre no meio deles.&lt;br /&gt;DD - Você trabalhou com Peter Tosh também. Você tem alguma lembrança especial dele?&lt;br /&gt;U Roy - 'Earth's Rightful Ruler' eu fiz com Peter Tosh. Sim, esse era um homem revolucionário. Uma vez a gente morava perto um do outro e ele me disse 'Quero fumar meu steam chalice' (cachimbo de vapor). Ele tinha um steam chalice, e me convidou para sua casa. Eu fui e foi a primeira vez que fumei um steam chalice. Neste tipo de chalice, o fogo não toca a erva. E o suco da erva que você aspira. E te deixa tão doido que eu disse ' Gooooooosssshhhh" ! ha, ha, ha, ha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD -Você se vê como um pioneiro do toasting, do estilo DJ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Eu não me vejo como pioneiro. Eu penso que a música deve ser apreciada por todos que se interessam por ela. Daí a música é muito mais importante do que o nome. É a música, não o nome, man.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD - Quais são os pontos altos da sua carreira ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Well, eu vou te dizer, a melhor coisa que me aconteceu foi quando eu comecei a fazer hit apos hit. E comecei a viajar, encontrar pessoas diferentes, como aqui em Amsterdam. Agora mesmo, um tanto de gente estava falando "Yeah U Roy,Yeah". Isso faz você se sentir bem, porque é algo que você nunca espera. Quando estas coisas acontecem, eu paro e digo que e uma benção. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DD -Você tem alguma mensagem para os leitores ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;U Roy - Yeah, eu só quero dizer a eles que é bonito eles realmente escutarem a música, porque a música tem um longo caminho. Nós não sabiamos que o reggae poderia ir tão longe. Foi o apoio das pessoas que fez isso ser assim. Eu os agradeço por ter ajudado a música a ir tão longe. Então continuem tocando a música para nós. Nós amamos isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3840655163829086815?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3840655163829086815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3840655163829086815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3840655163829086815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3840655163829086815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/03/u-roy-nascido-em-kingston-com-o-nome-de.html' title=''/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R-_7MRXmUdI/AAAAAAAAACw/aGyIGlGSHLg/s72-c/uroy1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3421421383237335218</id><published>2008-02-06T08:12:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T08:17:30.307-08:00</updated><title type='text'>Intercâmbio promove movimento reggae no Jari</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6nc-jt0BzI/AAAAAAAAACo/IPT4DpCez98/s1600-h/Morejar.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163901415054378802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6nc-jt0BzI/AAAAAAAAACo/IPT4DpCez98/s320/Morejar.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;        O Instituto Cultural Morejar de Laranjal do Jari realizou no dia 11 de novembro de 2006 (Sábado) no Clube Acilaja (em Laranjal do Jari) a gravação do 1º dvd de reggae do Vale do Jarí, que será reproduzido e fará parte do primeiro documentário relacionado à massa regueira moradora do município. O evento, idealizado a partir de intercâmbios culturais mantidos com o Estado do Maranhão (cidade brasileira do reggae), apresentou como novidade as "pedras" regueiras embaladas pela original radiola da baixada maranhense (Império do Som). Também houve exposição de artes plásticas e apresentações de grupos de dança afros. Todos caracterizando o movimento reggae. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;         De acordo com o presidente do Instituto Cultural Morejar, Edivaldo Ferreira, mais conhecido como professor "Neguinho do Reggae", o evento foi programado com vistas a integrar a conclusão do documentário "Vale do Jari - Movimento Reggae", que retrata toda a evolução e a união da população regueira, em sua maioria - cerca de 90% - migrante do Maranhão.     &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  O documentário, que já está em fase de estudos, deve ser lançado em três estados: Amapá, Pará e Maranhão.          &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;       Neguinho do Reggae diz estar confiante de que o trabalho será uma porta de entrada a turistas vindos de outros estados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3421421383237335218?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3421421383237335218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3421421383237335218' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3421421383237335218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3421421383237335218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/02/intercmbio-promove-movimento-reggae-no.html' title='Intercâmbio promove movimento reggae no Jari'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6nc-jt0BzI/AAAAAAAAACo/IPT4DpCez98/s72-c/Morejar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-1572589645431640530</id><published>2008-02-02T09:26:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T09:31:36.947-08:00</updated><title type='text'>A História do Reggae no Brasil</title><content type='html'>Há muitas versões para o primeiro encontro dos maranhenses com o ritmo jamaicano. A versão mais aceita é a de que, década de 70, um dono de rediola (Riba Macedo), teria tido acesso a alguns discos de reggae vindos de Belém (estes, por sua vez, contrabandeados da Guiana Francesa) e teria começado a levá-los a festas “regadas” aos sons do Caribe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe, neste momento, lembrar que o reggae não foi o primeiro ritmo das radiolas do Maranhão, que antes executavam outros ritmos caribenhos, como a salsa, o bolero e o merengue. Estes ritmos embalaram os freqüentadores dos salões de São Luís e do interior (principalmente da baixada maranhense) até meados da década de 70. Assim, o reggae foi, aos poucos, inserindo-se e firmando-se no gosto do público maranhense, até que na década de 80 começo da década de 90, consolidou-se como o principal ritmo da periferia de São Luís, que passou a ser chamada de Jamaica Brasileira ou Capital Brasileira do Reggae. Neste momento de grande aceitação da música de Jah, as radiolas já quase não tocavam outros ritmos; sua preferência passou a ser a execução de reggaes que, a partir de então, transformaram-se em verdadeiras “pedras preciosas”. E quão preciosas eram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No falar das pessoas que fazem parte deste movimento cultural, quando uma série de reggaes é executada somente por uma determinada radiola, chama-se seqüência exclusiva. Cada radiola em São Luís possui sua seqüência particular, com um qualificador específico para chamar a atenção dos regueiros; a Estrela do Som possui a seqüência demolidora, a Itamaraty, a seqüência estilosa, a Rebel Lion, a seqüência indomável, a FM Natty Nayfson, a seqüência arrasadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, atualmente no universo regueiro, radiola, “é o conjunto de equipamentos de som das festas de reggae” (mesa do dj + conjunto das caixas de som), pela relação quase indissociável que há entre os sistemas de som e o ritmo, desde a sua explosão nos anos 80 em São Luís. No tocante à qualidade, uma radiola não é analisada por seu tamanho ou quantidade de caixas de som, mas pela sua qualidade sonora (o que implica, de certa forma, uma boa emissão da marcação do contrabaixo) e pela seqüência de músicas executadas, que precisa agradar aos regueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os proprietários de radiolas pagavam quantias exorbitantes pela posse exclusiva de um LP. Esta disputa era tão acirrada, que chegavam a financiar viagens de algumas pessoas para a busca de raridades na Jamaica, Londres, Holanda e França. A mola mestra do movimento tornou-se a exclusividade; as radiolas possuidoras de reggaes raros e comoventes (que abalavam, agitavam e emocionavam) eram as eleitas pela massa regueira. O objetivo do regueiro ao ir a uma festa era ouvir os melôs (os reggaes) exclusivos de sua radiola e sentir a motivação, o delírio do discotecário ao executá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, geralmente, as letras dos reggaes roots são compostas em inglês, o regueiro, para facilitar a identificação da música, bem como o seu pedido nas rádios, chama-a de melô mais uma locução adjetiva determinada pela comunidade regueira por algum motivo particular ilustrando este processo de denominação com exemplos, a música Sweet P. do grupo Fabulous Five é chamada, pelos regueiros maranhenses, de “melô da chuva”. Esta denominação não tem qualquer tipo de relação com sua letra: na ocasião em que foi lançada em São Luís pelo dj Carlinhos Tijolada no clube Barraca de Pau na Cidade Operária, chovia torrencialmente e, por conta deste fenômeno da natureza, a música foi designada desta forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música White Witch da banda Andrea True Conection é conhecida na cidade por “melô do caranguejo”, contudo, o motivo, neste caso, foi a adaptação fonética (adaptação que, aliás, já inspira um interesse para pesquisas posteriores). Em seu refrão, há trecho em que é perguntado What’s gonna get you? (expressão idiomática inglesa que significa O que te chamará a atenção?, O que irá te prender?), o regueiro maranhense, ao escutar este refrão, acomodou a expressão ao sistema fonológico de sua língua materna, o Português, passando a cantar “olha o caranguejo”. E, assim, nasceu o “melô do caranguejo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela associação com a solidez e resistência da pedra é que, segundo um dos entrevistados, José Eleonildo Soares, o “Pinto da Itamaraty”, uma música muito bonita na Jamaica é denominada stone, por ser uma música “de peso”, de força, de resistência; o Maranhão teria herdado espontaneamente esta lexia, traduzindo-a, assim, para o português (pedra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale aqui ressaltar rapidamente que pedra já se tornou também um adjetivo, sinalizando algo superior, magnífico ou maravilhoso. Como exemplos, têm-se: aquela garota é pedra, esta música é muito pedra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-1572589645431640530?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/1572589645431640530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=1572589645431640530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1572589645431640530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1572589645431640530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/02/historia-do-reggae-no-brasil.html' title='A História do Reggae no Brasil'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3113494420376815209</id><published>2008-02-02T09:19:00.001-08:00</published><updated>2008-02-02T09:32:19.738-08:00</updated><title type='text'>Augustus Pablo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6Smnzt0ByI/AAAAAAAAACg/_zZg-0p9sg4/s1600-h/august2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162434275700901666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6Smnzt0ByI/AAAAAAAAACg/_zZg-0p9sg4/s320/august2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Coloquei um CD especial no aparelho e deixei que o som, tão singular, mas não estranho aos ouvidos como na primeira vez, vibrasse pelo quarto. Quando dei por mim estava dançando com meu filho e embalando-o ao som da melodica de Horace Swaby, mais conhecido pelo apelido de Augustus Pablo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cd em questão era o primeiro volume do CLASSIC ROCKERS, coletânea da Island Jamaica lançada há alguns anos, uma boa introducão ao universo sonoro deste jamaicano de saúde frágil e mente ágil, responsável por alguns dos momentos mais criativos da história do ritmo de Jah. Como produtor Pablo apresentou um conjunto de obras marcantes com uma grande variedade de intrumentistas e cantores, trazendo um novo subgênero de reggae, chamado de 'rockers'. O estilo tinha esse nome por causa da gravadora/loja-de-discos de mesmo nome dirigida por ele (a coletânea citada acima mostra alguns destes trabalhos com artistas como Jacob Miller, Hugh Mendell, Delroy Williams, Junior Delgado e Leroy Sibbles). Como músico levou adiante a tradição instrumental jamaicana, que vinha desde a época do ska e do rocksteady mas andava meio relegada ao segundo plano no reggae, fazendo da sua melódica (um instrumento de sopro que se toca através de um teclado, como pode ser visto no desenho acima) o instrumento solista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horace Swaby nasceu em 21 de junho de 1953 em St. Andrew, Jamaica, mas logo se mudou para Kingston. Desde o início o seu instrumento foi a melódica (O jornal New York Times o apontou como o maior tocador de melodica do mundo), comum nas escolas jamaicanas mas nunca usada pelos músicos profissionais, em que era auto-didata. Quando Horace tinha apenas 14 anos foi até a loja de discos de Herman Chin-Loy, primo de outro produtor mais famoso, Leslie Kong. As primeiras notas da melodica de Swaby foram suficientes para que o esperto produtor agendasse a gravação de algumas faixas com o menino tímido. O que veio à luz dessa primeira seção foi "Iggy Iggy", lançada em 1969 (o que faz constatar que ele estava completando 30 anos de carreira quando foi chamado por Jah). Foi Chin-Loy quem deu a Pablo o seu nome artístico. Ele achava que denominações exóticas davam um ar de mistério aos seus instrumentistas e isto ajudava a vender mais discos. Estas primeiras gravações foram compiladas recentemente pela gravadora de Chin-Loy , a Aquarius, no Cd AUGUSTUS PABLO &amp;amp; FRIENDS : THE RED SEA. Nesta época Pablo chegou a tocar teclado com os Wailers mas preferiu investir em sua própria produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo Augustus Pablo estaria alçando vôos mais altos, criando o seu próprio selo de gravação, o já citado "Rockers International" (que faria par com o sound-system do mesmo nome de seu irmão, Garth). Depois de alguns sucessos esporádicos, Pablo gravaria e entregaria para King Tubby mixar o disco que muitos consideram a obra-prima de ambos: KING TUBBY MEETS THE ROCKERS UPTOWN. Os irmão Barrett (dos Wailers) e Robbie Shakespeare dando uma canja na bateria e baixo e os arranjos de metais de Bobby Ellis formaram a base ideal para as melodias de sabor oriental de Pablo e os "efeitos espaciais" da mixagem de Tubby, perfeitamente combinados neste que é o disco de dub com o qual todos os outros são e serão comparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos anos seriam os mais produtivos da sua carreira. Pablo dividiria o seu tempo entre os artistas que produzia e seus discos instrumentais, como PABLO MEETS MR. BASSIE, tanmbém conhecido como ORIGINAL ROCKERS VOL. 2, que traz belíssimos temas, como a comovente "Golden Seal" e uma versão melancólica de "Burial" de Peter Tosh. Muitos outros trabalhos desta fase de ouro do estilo "rockers" podem ser apreciados em coletâneas como a da RAS Records chamada PABLO PRESENTS ROCKERS STORY (com o inacreditável Ras Bull e os Immortals fazendo uma versão de uma canção de Lennon e McCartney jamais gravada pelos Beatles:"World without love";), e álbuns como ROCKERS MEET KING TUBBY IN A FIRE HOUSE, RISING SUN, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos últimos exemplares deste período foi o estupendo álbum de Hugh Mundell, AFRICA MUST BE FREE BY 1983 &amp;amp; DUB, também da gravadora RAS. Mundell foi talvez a grande descoberta de Augustus Pablo e este foi certamente o melhor trabalho de sua curta carreira. A morte prematura e estúpida de Mundell (segundo o pesquisador Steve Barrow acontecida durante uma briga por uma geladeira) abalou Pablo e isso marcaria o início de um período mais discreto, o que seria acentuado pelas novas exigências do mercado, com a chegada arrasadora do estilo dancehall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pablo passou os seus últimos anos cuidando de sua loja, lançando obras esporádicas, como o aclamado BLOWING WITH THE WIND, e fazendo alguns shows pelo mundo. Vivia tranquilamente com a família em uma casa nas colinas próximas a Kingston até ser acometido por um mal raro e incurável, a miastenia gravis, que afetou o seu sistema nervoso a ponto dele não conseguir mais reconhecer as pessoas, vindo a falecer no dia 18 de maio de 1999, deixando dois filhos, Addis e Isis, e a companheira Karen Scott. A importância de Augustus Pablo para a evolução do reggae talvez nunca venha ser devidamente reconhecida, mas o seu legado felizmente continuará a embalar as nossas noites e nos inspirar com suas melodias inconfundivelmente belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: "Reggae The Rough Guide", de Steve Barrow e Peter Dalton, Reggae Source, New York Times.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3113494420376815209?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3113494420376815209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3113494420376815209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3113494420376815209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3113494420376815209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/02/coloquei-um-cd-especial-no-aparelho-e.html' title='Augustus Pablo'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6Smnzt0ByI/AAAAAAAAACg/_zZg-0p9sg4/s72-c/august2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-6356598979321631869</id><published>2008-02-02T09:15:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T09:33:27.480-08:00</updated><title type='text'>Bunny Wailer</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SloDt0BxI/AAAAAAAAACY/GSzBzEnOErg/s1600-h/bunny2003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162433180484241170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SloDt0BxI/AAAAAAAAACY/GSzBzEnOErg/s320/bunny2003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Neville O'Riley Livingstone - seu nome de batismo - nasceu no dia 10 de abril de 1947, na Jamaica. Conheceu Bob Marley ainda criança e a amizade entre eles ficou mais forte depois que a mãe de Marley, Cedella Booker, se tornou companheira do pai de Bunny, Toddy Livingstone. Os dois amigos se tornaram irmãos e continuariam se tratando assim até a morte do maior ídolo da música jamaicana, em 1981. A carreira musical dos dois também se cruzou desde o início. Um ano depois de gravar o seu primeiro compacto, "Judge Not", Bob Marley formaria com Bunny, Peter e outros amigos do gueto o grupo The Wailers, que se destacaria nos anos seguintes entre as dezenas de grupos que se formaram naquela época na ilha caribenha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de ficar quase dez anos nos Wailers (trabalho interrompido por um ano, quando ele foi preso injustamente por porte de maconha em 1967), Bunny Wailer gravaria o primeiro compacto solo,"Search for Love", pelo seu selo independente, Salomonic Records. Ao mesmo tempo os Wailers assinavam o contrato com a gravadora anglo-jamaicana Island Records e começavam a sua carreira internacional. No final deste mesmo ano lançariam o álbum "Catch a Fire", atraindo a atenção da imprensa mundial e levando o grupo a uma estafante turnê pela Europa no início de 1973. Depois de um descanso na Jamaica, deveriam voltar para a estrada, dessa vez indo para os Estados Unidos, mas Bunny se recusou a viajar. Ele já estava comprometido seriamente com a religião rastafari e não desejava ficar tanto tempo afastado de sua fazenda e de seus rituais. Ele acabou se desligando dos Wailers, no que seria seguido por Peter Tosh alguns meses mais tarde, após a participação de ambos no álbum "Burning". Era o começo de uma nova fase para Bunny Wailer, em que ele lançaria seus trabalhos em estúdio com regularidade, mas dificilmente se apresentaria fora da Jamaica. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O seu primeiro LP solo, "Blackheart Man" (Island Records - 1976), é hoje aclamado como uma obra-prima do roots reggae e é por muitos considerado como o seu melhor trabalho, ao lado de "Liberation" (Shanachie Records - 1987). A produção posterior manteria a qualidade, mas os seus trabalhos mais populares foram os álbuns realizados em homenagem aos Wailers. Chamando para si a responsabilidade de manter vivo o legado do grupo, gravou "Sings The Wailers", "Time will Tell" e "Hall of Fame", ganhando o Grammy de melhor disco de reggae pelos dois últimos (o outro Grammy foi pela coletânea de compactos "Crucial! Roots Classics", lançada em 94).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rastaman Bunny Wailer é hoje um dos maiores nomes do reggae mundial, sempre a lembrar os seus companheiros da importância das raízes na música. Este é um recado que parece estar sendo compreendido pela nova geração do ritmo, atualmente empenhada retomar o sentimento e a arte original do reggae, mantendo o ritmo que tanto amamos como uma força viva e atuante no cenário musical do terceiro milênio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-6356598979321631869?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/6356598979321631869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=6356598979321631869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/6356598979321631869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/6356598979321631869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/02/neville-oriley-livingstone-seu-nome-de.html' title='Bunny Wailer'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SloDt0BxI/AAAAAAAAACY/GSzBzEnOErg/s72-c/bunny2003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-1942196753956578573</id><published>2008-02-02T08:59:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T09:14:21.893-08:00</updated><title type='text'>Lee 'SCRATCH' Perry</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SkEzt0BwI/AAAAAAAAACQ/S84fZZMTi9A/s1600-h/perry13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162431475382224642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SkEzt0BwI/AAAAAAAAACQ/S84fZZMTi9A/s320/perry13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;           Lee 'Scratch' Perry - alcunha de Rainford Hugh Perry, nascido em 1936 no vilarejo de Kendal, no interior da Jamaica - começou sua carreira no meio musical trabalhando como faz-tudo no Studio One, sob as ordens do lendário produtor Coxsone Dodd. Em meados da década de 60, ele era um misto de mensageiro, técnico de som, compositor, deejay, segurança e também vocalista, mostrando todo seu ecletismo (foi lá que gravou as faixas reunidas em CHICKEN SCRATCH). Depois de sete anos de trabalho, brigou com Coxsone por causa dos parcos salários e da falta de reconhecimento e foi trabalhar com Joe Gibbs, que na época ainda não era um produtor, mas tinha muita grana. Perry passou a comandar o selo de Gibbs, conseguindo alguns hits com suas produções, entre elas uma música onde fazia acusações diretas ao seu ex-patrão.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois deixou o novo chefe, novamente atirando para todos os lados, dando mostras do seu gênio terrível e da sua forte personalidade. A partir de 1968 passou a trabalhar por conta própria criando seu próprio selo, o Upsetter, e recrutando alguns jovens músicos para formar sua banda de estúdio, os Upsetters. A formação incluia os irmãos Family Man e Carlton Barret no baixo/bateria, o guitarrista Alva Lewis, o tecladista Glen Adams e Max Romeo nos vocais. Na época todos circulavam por Kingston assintindo filmes do estilo 'western-spaguetti' no cinema, à tarde, e passando as noites no estúdio, onde, devidamente inspirados, criavam ritmos demolidores. Em 1969 Perry emplacou um reggae instrumental na Inglaterra justamente inspirado nos faroestes europeus estrelados por Franco Nero e Clint Eastwood: "Return of Django", o que rendeu seis semanas de shows dos Upsetters em solo britânico. Foi justamente nessa época que os caminhos de Lee Perry se cruzaram com os de Bob Marley, em termos profissionais, visto que eles já se conheciam dos tempos do ska, tendo ambos trabalhado com Coxsone no Studio One.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;         As coisas estavam mudando na emergente cena reggae jamaicana, por causa do aparecimento de novos selos e produtores independentes, como Perry, que punham em xeque o reinado dos dois maiores produtores até então, Coxsone e Duke Reid. Os Wailers (Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer), que estavam sem produtor depois de terem feito sucesso e brigado com Coxsone, acabaram topando com Lee Perry.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;           Nesse ponto várias versões já foram apresentadas, sem que uma fosse aclamada como a verdadeira. Segundo o "Queimando Tudo", a única biografia de Marley lançada no Brasil (escrita pelo falecido jornalista americano Thimothy White), depois de alguns ensaios e gravações com os Upsetters, Bob Marley intimou o grupo à abandonar Perry e se juntar à eles, com o argumento de que a união da melhor banda de estúdio com o melhor grupo vocal da Jamaica seria devastadora. Ainda segundo o livro de White, quando Lee Perry soube da tentativa de Bob ficou furioso, a ponto mesmo de querer matá-lo. O caso só teria sido resolvido num tête-a-tête entre os dois, quando depois de horas de discussão acalorada eles chegaram a um acordo, deixando a sala onde estavam em meio à risos e tapinhas nas costas. Os Upsetters se juntariam aos Wailers, sim, mas o produtor exclusivo seria, obviamente, o próprio Perry.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;          De acordo com outra fonte talvez mais autorizada sobre o assunto, a biografia de Perry, "People Funny Boy", escrita pelo jornalista anglo-americano David Katz (que conviveu com Perry ao longo de quinze anos para completar o livro), Marley o teria procurado com idéias para canções (a primeira teria sido "My Cup") e eles teriam começado a trabalhar sem muitos problemas. O fato é que, de qualquer modo, Perry parou por um tempo com a produção dos inspirados reggaes instrumentais que fizeram o seu nome para se dedicar aos novos contratados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;          Logo todos estariam no estúdio, criando o que seria o ponto alto não só das carreiras de cada um como também da própria história da música jamaicana. Marley passou a praticamente morar nos fundos da loja/estúdio de Perry, a Upsetter Shop, dedicando todo o seu tempo a aperfeiçoar a sua música e sendo decisivamente influenciado pelo produtor, tanto em sua forma de cantar como de compor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;          A química que rolou nas sessões dos Wailers com os Upsetters foi insuperável, tal a quantidade de clássicos que foram produzidos. São canções que mudaram os rumos do reggae, serviram de base ao enorme sucesso alcançado por Bob na seqüência e estabeleceram Lee Perry como um dos grandes produtores da Jamaica. Muitas das músicas que saíram dessas sessões (Small Axe, Duppy Conqueror, Kaya, Put it on, entre outras) foram regravadas depois por Bob, mas a magia das gravações originais nunca seria ultrapassada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;           Infelizmente Perry fez um contrato espúrio com uma distribuidora americana picareta nos anos 1980, que inundou o mercado com Cds feitos a partir de uma fita cassete que ele tinha à mão com estas preciosidades. Por isso o impacto destas canções foi reduzido para as novas gerações, que se cansaram de ver as mesmas faixas de baixa qualidade de reprodução sob vários nomes diferentes. São álbuns que creditam todas as faixas a Marley ou a Marley/Perry, mesmo aquelas reconhecidamente de autoria de Peter Tosh ou Bunny Wailer e por isso não geram direitos autorais para ninguém. Essa é uma das razões pelas quais Bunny e Scratch não se bicam até hoje. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;         Entre 1969 e 1970 as coisas funcionaram bem, mas em 1971 a ligação entre Lee Perry e os Wailers originais desandou. Tratando-se de personalidades fortes, foi até natural o rompimento da relação de amor e ódio que se estabeleceu entre eles, em meio à acusações mútuas. Apesar disso Perry trabalharia com Marley esporadicamente ao longo dos anos subseqüentes, como na gravação do importante compacto "Jah Live" e na concepção do álbum "Rastaman Vibration", além de outras produções que só agora vieram à tona, como a bela "I know a Place". Como todos sabiam da forma um tanto ilógica com que Perry tratava os seus colaboradores e amigos, Marley nunca deixou de procurá-lo e de freqüentar a casa de seu terceiro mentor (já que o primeiro foi Joe Higgs e o segundo, Coxsone Dodd). Os Wailers ficaram com os irmãos Barret, reformulando o grupo e assinando um contrato com a Island em 1972, onde continuaram a fazer história. Os demais músicos seguiram seu caminho e Lee Perry ficou com o nome Upsetter, convocando novos instrumentistas para seu próximo projeto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;             Com o fim da revolucionária parceria com os Wailers, Lee 'Scratch' Perry começou a construir um estúdio nos fundos de sua casa que viria a se chamar Black Ark. Entre 1973 e 1979, o Black Ark foi uma potente usina musical, sob o comando de seu tresloucado construtor/comandante. O som do Scratch e de sua confraria marcou época com produções inovadoras e à frente do seu tempo. Passaram pelas mãos de Scratch nomes como Max Romeo, Junior Murvin, Heptones, Gregory Isaacs, Junior Byles, Congos, além de calouros a quem dava a tão sonhada primeira chance. E ele ainda encontrava tempo para cuidar de sua carreira solo. O documentário "Roots, Rock, Reggae", do inglês Jeremy Marre, registra uma dessas seções, dando uma idéia do clima que gerou uma sonoridade única, que também nunca mais foi repetida, nem por Scratch nem por ninguém.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;           Com as atenções do mundo voltadas para a Jamaica por conta do sucesso de Bob Marley, era natural que a música de Lee Perry se destacasse, levando-o à vôos internacionais. A Island Records assinou com ele um contrato de distribuição, e seu estilo acabou chamando a atenção de figuras como Paul McCartney e o Clash, que inclusive regravaria no seu primeiro disco a clássica 'Police and thieves'. Pra manter a tradição ele acabou rompendo com Chris Blackwell, chefe da gravadora, à quem também fez acusações através de suas músicas.&lt;br /&gt;Lee Perry viveu esse período trancado no estúdio na maior parte do tempo, às voltas com intermináveis sessões de gravação regadas à álcool e ganja em profusão. As pressões da notoriedade começaram a ficar cada vez mais pesadas, com dezenas de dreads freqüentando a sua casa em busca de uma oportunidade de gravação ou de dinheiro (ele chegou a ser extorquido por traficantes e outros bandidos da ilha). Tudo isso, somado ao fato de suas inovadoras produções não estarem dando o retorno financeiro esperado (além de uma certa hesitação da Island em lançar os trabalhos mais experimentais), levou-o a sofrer uma séria crise nervosa, que o fez expulsar a pauladas todos os estranhos de sua casa. A partir de então ele foi abandonando aos poucos a produção no Black Ark. Após uma frustrada tentativa de retomar o estúdio, um incêndio que muitos dizem ter sido ateado por ele mesmo (embora a famiília negue), em 1983, enterrou para sempre a história da Arca Negra. Desde então muito se falou em reerguê-lo, mas nada de concreto foi realmente realizado para tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Depois do incêndio, Perry acabou sendo abandonado por sua companheira, Pauline Morrison, cansada do seu estilo de vida. O acontecimento significou uma ruptura radical com o passado, onde ele resolveu não gravar mais com seus companheiros jamaicanos (principalmente os que usavam dreadlocks, uma implicância que iria durar por muito tempo), marcando o início de uma fase em que ele passou a ter um comportamento cada vez mais excêntrico. Recebia jornalistas agindo de maneira estranha, em meio às ruínas do estúdio, totalmente cobertas de graffitis e outras pinturas, sempre com um discurso meio fora de órbita, poético, como um orador tresloucado e muito bem informado. Por essas e outras, ficou com fama de louco. Perry passaria os anos seguintes errando entre a Europa e a Jamaica, chegando a morar em Londres por alguns anos. Nessa época participou de muitas produções, mas apenas algumas resultaram em álbuns acabados, mesmo assim de qualidade variável. Uma de suas decisões nessa época foi dar prioridade à auto-produção, embora de vez em quando aceitasse trabalhar para outros artistas.&lt;br /&gt;Em 1987 aconteceu finalmente o retorno definitivo do gênio aos seus melhores dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;         Trabalhando em conjunto com o produtor inglês Adrian Sherwood e a banda Dub Syndicate (cujo núcleo era formado pelos integrantes da banda Roots Radics), Perry lançaria o clássico 'Time Boom X De Devil Dead', muito mais do que uma obra-prima. Foi a sua volta à cena em grande estilo, embora ele pouco tenha contribuído para dar forma à base instrumental deste disco (mas suas letras geniais e performance inspirada no vocal já bastaram). Na seqüência se seguiram outros excelentes lançamentos, como "From the Secret Laboratory", bem como várias reedições de suas agora lendárias produções dos anos 70, como a já citada "Open the Gate" .&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;           Depois de todas as atribulações de sua vida pessoal, que também foi bastante intensa (tem pelo menos seis filhos com várias mulheres), encontrou um refúgio seguro na Suíça, junto com sua nova esposa, Mireille Perry. Assim, Lee 'Scratch' Perry se mantém como um dos nomes mais importantes e decisivos na história do Reggae. As produções realizadas nos últimos 15 anos fizeram com sua carreira como showman decolasse. O rei louco do reggae é hoje um artista muito solicitado para shows ao redor do planeta, quase sempre junto com outro produtor de grande talento: Mad Professor (nome que parece ter sido inspirado em Perry), com quem gravou vários álbuns nos últimos tempos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;            Lee "Scratch" Perry continua a reinar soberano nos palcos e estúdios, cumprindo uma trajetória atribulada mas vitoriosa. Depois de algum tempo longe da ilha natal, parece estar recebendo o reconhecimento devido de seus conterrâneos, pois recebeu, em agosto de 2002, o Lifetime Achievement Award, prêmio pelo conjunto da obra dado aos artistas jamaicanos de maior destaque. Em 2003 outra láurea importante, o Grammy, o mais importante prêmio da indústria fonográfica mundial, pelo álbum "Jamaican ET".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;            Em abril de 2007, Lee Perry finalmente se apresentou no Brasil pela primeira vez. Tendo em vista tantos nomes de peso da cena jamaicana que se foram nos últimos anos, pode-se dizer que Perry é um sobrevivente, para a sorte de quem puder encontrá-lo frente a frente em uma de suas loucas apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discografia selecionada:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lee Perry : Chicken Scratch (Heartbeat/USA) - Puro ska. Gravações de 64 e 66, com acompanhamento dos Skatalites, algumas com backing vocals dos Wailers.&lt;br /&gt;The Wailers: Soul Revolution (Trojan/UK) - Dois cd's com catorze registros das memoráveis sessões que reuniram Wailers, Upsetters e Lee Perry e suas respectivas versões dub. Clássico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lee Perry : Africa's Blood (Trojan/UK) : Lançado em 71, a maioria das músicas são instrumentais dos Upsetters.&lt;br /&gt;The Upsetters and Friends 1969-1970 (Trojan/UK) : Registros de sessões de gravações comandadas por Perry no período.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee "Scratch" Perry: Upsetter Shop Volume 2 - gravações realizadas entre 1969 e 1973, com algumas canções raras de Eric Donaldson e o impagável Pat Satchmo, que cantava exatamente igual a Louis Armstrong.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry: Black Board Jungle Dub - Alguns dos primeiros "experrymentos" sonoros com a forma do dub. Várias versões de faixas realizadas para os Wailers, como "Kaya" e "Keep on Moving". Indispensável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry and The Upsetters : Some of the best (Heartbeat/USA) - Coletânea com alguns dos clássicos produzidos com a primeira encarnação dos Upsetters.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry and Friends: Upsetter Colection (Trojan) - Reúne desde instrumentais antigos, como "Django shoots first", até canções antológicas da fase imediatamente anterior ao Black Ark, como "Words of my Mouth", passando por faixas hilárias como "Cow Thief Skank" e outras com um balanco funky como "French Connection".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry and Friends: Chapter 2 of "Words" - Bom complemento ao disco anterior, com várias versões de "Words of my Mouth" e outras faixas cômicas, como "Burning Wire". Alguns Djs, como Dennis Alcapone ("Rasta Dub") e I Roy ("Dr. Who"), dão as caras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry and Friends: Give me Power (Trojan): Algumas das últimas gravações realizadas antes da construção do Black Ark, com destaque para as faixas de Max Romeo, Junior Byles e a bela "To be a Lover".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry &amp;amp; Friends : Scratch and Company Chapter 1 (Ras) : Genial. Material gravado entre 70 e 76, com a presença de vários artistas e muitos dubs. Mais tarde foi lançado pela Ras juntamente com o antológico "Black Board Jungle Dub" no Cd "Scratch Attack".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry: Arkology (Island) - Caixa de 3 Cds com algumas das mais sensacionais produções oriundas da Black Ark. Destaque para as versões de "Police and Thieves" e outras faixas clássicas, como "Vibrate On" (esta uma colaboração com Augustus Pablo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry and Friends: Open The Gate (Trojan) - Traz faixas comoventes, como "Rainy nights in Portland" e outras de grande força melódica e inventividade rítmica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry and The Upsetters: Build the Ark (Trojan) - Segundo o "Perriólogo" Mick Sleeper, este e os dois álbuns listados acima formam a "santíssima trindade" das produções da Black Ark. Neste tem várias pérolas, inclusive uma inacreditável versão de "Feelings" (aquela do brasileiro Morris Albert), com direito a dub.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry: Soundzs from the Hot Line (Heartbeat) : Gravações feitas no Black Ark, entre 76 e 79, algumas tiradas de fitas master que estavam quase perdidas. Pedradas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry e Dub Syndicate: Time Boom X De Devil Dead (EMI-Odeon, 87) : Já comentado no texto acima. Lançado no Brasil em 88, hoje fora de catálogo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;From the Secret Laboratory (Mango/USA, 90) : Outra excelente produção conjunta de Perry e Adrian Sherwood, como o disco anterior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lord God Muzik (Heartbeat, 92 ver capa ao lado) - Não tem a força dos anteriores, mas traz curiosidades, como "Hot Shit" (singelo recado ao desafeto Chris Blackwell).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mystic Warrior (Ras, 90) : Ótimo disco, uma parceria com Mad Professor.&lt;br /&gt;Junior Murvin : Police and Thieves (Mango, 77) - Clássico eterno, que vale não apenas pela faixa-título, mas por todas as outras, emolduradas pelo falsete de Junior Murvin.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Max Romeo : War inna Babylon (Mango, 77) - A faixa-título marcou a carreira de Romeo, que sempre a canta em seus shows. Outras voltaram à tona recentemente, como "Chase the Devil", sampleada em uma faixa do Prodigy e em outros menos votados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Heptones: Party Time (Mango,77) - Heptones inna Black Ark stylee, muito swing e classe, sob a liderança do mestre Leroy Sibbles, regravando alguns dos sucessos criados para o Studio One.&lt;br /&gt;The Congos: Heart of The Congos (Blood &amp;amp; Fire, 96) - Originalmente gravado em 1977, é um dos mais festejados álbuns de reggae da história. No entanto foi recusado pela Island, que achou o material fraco, provando que Chris Blackwell também cometeu sua cota de erros crassos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lee Perry também colaborou para tal erro de avaliação, mandando para a gravadora uma cópia mal-gravada em cassete, pois talvez ele não quisesse mesmo que o "vampiro branco" o lançasse. Teve uma edição decente somente na década passada, sob a tutela do expert Steve Barrow, mentor da gravadora Blood &amp;amp; Fire. Graças a ele foi possível apreciar em toda a plenitude o falsete de Cedric Myton e o poderoso barítono de Congo Ashanti Roy e Watty Burnet. Infelizmente a fogueira das vaidades foi atiçada pelo interesse internacional pelo grupo e eles romperam com Scratch em seguida (e depois entre eles) e nunca voltariam a fazer nada parecido com esta obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte: biografia de Lee 'Scratch' Perry escrita por Mick Sleeper, biografia de David Katz, "People Funny Boy".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;P.S.- nota sobre o Grammy de Lee Perry, em 2003:&lt;br /&gt;             Lee "Scratch" Perry ganhou o seu primeiro Grammy de melhor álbum de reggae por "Jamaican ET" . O disco foi lançado pela Trojan Records (foi a primeira vitória de um lançamento desta veterana gravadora inglesa) e era um dos últimos trabalhos originais de Perry. Ele concorreu com: Alpha Blondy, pelo álbum "Merci" (Shanachie Records); Bounty Killer, pelo álbum "Ghetto Dictionary: The Mystery" ; Capleton, pelo disco "Still Blazin" e Freddie McGregor, pelo álbum "Anything For You", todos os três últimos pela gravadora 'jamaicana' V.P. Records. Segundo o jornal Jamaica Gleaner, a comunidade musical jamaicana reagiu com um pouco de frustração, pois se esperava uma vitória de algum artista radicado na ilha (Perry mora há mais de dez anos com sua esposa e filhos na Suíça), mas também houve o reconhecimento de que ele merecia o prêmio por sua sensacional contribuição para o reggae, embora não particularmente pelo álbum em questão. Outro jornal, Jamaica Star, foi o único a conseguir uma entrevista do veterano produtor, compositor, cantor e shaman do reggae. No entanto, fiel às suas características, concentrou-se em "desesclarecer" a razão de não ter ido a Nova York receber o Grammy, dizendo que havia jurado nunca mais por os pés no que ele chama de "city of doom" (algo como "cidade da fatalidade"). Acrescentou ainda a enigmática afirmação: "Eu sou o inimigo número um de George Bush. O que quer que ele faça, sentirá na pele". Perry ainda acrescentou que não faz mais reggae, mas sim "Eggae", sem esclarecer exatamente o que queria dizer. A sua esposa, Mireille Perry, foi mais clara quando contou ao repórter, com alegria, que todos estavam muito felizes e que o medo da guerra foi a razão que os fez ficar em Zurique. Outra razão pode ser mais uma das muitas superstições jamaicanas: a de que ganhar o Grammy seria uma "maldição", pois alguns artistas, como Black Uhuru e Shabba Ranks, experimentaram um revés em suas carreiras após ganhar o pequeno gramofone. No entanto, como bem observou Roger Steffens, coordenador da comissão que selecionou os indicados, a maioria dos ganhadores ficou na mesma ou mesmo melhorou sua posição, como os recém-laureados Beenie Man, Shaggy e Damian 'Junior Gong' Marley. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A lista completa dos artistas ganhadores do Grammy de melhor álbum de Reggae, desde sua primeira indicação, em 1984, segue abaixo: Black Uhuru (1984), Jimmy Cliff (1985), Steel Pulse (1986), Peter Tosh (1987), Ziggy Marley and the Melody Makers (1988,1989, 1997 e 2006), Bunny Wailer (1990, 1994 e 1996), Shabba Ranks (1991 e 1992), Inner Circle (1993), Shaggy (1995), Sly and Robbie (1998), Burning Spear (1999), Beenie Man (2000), Damian 'Junior Gong' Marley (2001, 2005), Lee "Scratch" Perry (2002), Sean Paul (2003), Toots Hibberts (2004). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-1942196753956578573?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/1942196753956578573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=1942196753956578573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1942196753956578573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1942196753956578573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/02/lee-scratch-perry.html' title='Lee &apos;SCRATCH&apos; Perry'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SkEzt0BwI/AAAAAAAAACQ/S84fZZMTi9A/s72-c/perry13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-8617613218763475581</id><published>2008-02-02T08:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T08:56:23.351-08:00</updated><title type='text'>Gregory Isaacs</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SfsTt0BvI/AAAAAAAAACI/A2BVbZ6JFVQ/s1600-h/isaacs2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162426656428918514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SfsTt0BvI/AAAAAAAAACI/A2BVbZ6JFVQ/s320/isaacs2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os amigos o chamam de Jó e de Saddam Hussein, porque muitas vezes ele lutou só contra o mundo. Bob Marley o chamava de Dente (Tooth). Os que admiram o jeito manhoso dele dizer a uma mulher que ela está no seu "Top ten" o chamam de Cool Ruler, o calmo soberano. Mas Gregory lsaacs é muito mais do que tudo isso: ele é A Voz do povo jamaicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Gregory Isaacs nasceu em 1950 no bairro de Fletcher's Land, em Kingston. Desde menino trabalhou duro, acumulando uma extensa lista de profissões que incluiu temporadas como marceneiro, tratador de cavalos, eletricista e pintor de painéis e cenários teatrais. Segundo seus velhos amigos, ele foi o primeiro a ter um carro e a montar uma loja de discos entre os jovens da vizinhança. Vizinhança que também abrigava algumas estrelas de primeira grandeza do showbizz jamaicano, como o 'Mr. Rock Steady' Ken Boothe, o trio The Melodians e o melodioso Slim Smith. O jovem Gregory freqüentava os ensaios de todos eles e ainda ouvia atentamente às vozes de Sam Cooke e Brook Benton que chegavam pelo rádio. Foi a partir dessas influências que ele forjou seu estilo único, mixando a malemolência jamaicana com o vocal inspirado da soul music.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;        No início dos anos 70 ele iniciou sua vitoriosa carreira solo trabalhando com alguns produtores considerados na Jamaica, como Alvin Ranglin e Rupie Edwards. Mas sua busca por independência o levou a fundar um selo próprio de gravação, o African Museum, também o nome da sua loja e quartel-general. Foi o auge da carreira do Cool Ruler, quando apareceu no clássico filme "Rockers", com direito a uma performance inteira filmada, da música "Slavery Days". O selo próprio não o impediu de gravar com outros destaques da cena musical, como Lee Perry e Sly &amp;amp; Robbie. Com eles Gregory lsaacs realizou algumas das obras-primas que consolidaram sua identificação com o público.Sua enorme popularidade na &lt;a name="anchor281002"&gt;&lt;/a&gt;pátria do reggae só se compara à que alcançou em terras brasileiras, mais precisamente no Maranhão, onde se apresentou ao lado da banda Tribo de JAH em 1991. A passagem de Gregory Isaacs por São Luís do Maranhão foi atribulada. Ele veio sem a sua banda e fez uma apresentação na base do playback que não agradou em nada o exigente público da Ilha do Amor. Os organizadores prometeram um segundo show e a Tribo de Jah foi chamada para tocar com ele. Mas Gregory tinha um show marcado em Trinidad Tobago e tentou ir para lá entre as duas apresentações de São Luís, mas foi impedido pela polícia, porque os organizadores não haviam pago o hotel em que ele estava hospedado. O show com a Tribo acabou se realizando e foi um grande sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;         O complicado arranjo do jogo amoroso é certamente o tema mais explorado por Gregory, destacando-se a vasta porção dedicada aos dissabores e pequenas alegrias da solidão. Mas a realidade jamaicana e a força da mensagem rasta também têm seu lugar em canções como "The Border", "Mr. Cop" e "Opel Ride". A crueza da vida nas ruas também não é estranha a Gregory lsaacs: "Quando se vive sob certas condições, tudo pode acontecer a você", conforma-se. Assumindo seu lado Bezerra da Silva, ele confirma que já fez meia centena de ‘passeios de Opel', marca dos carros de polícia na ilha: "Quase sempre por dirigir sem licença ou posse de ervas ilegais", esclarece. Nessa hora uma pequena multa resolve o problema, mas nos casos de porte de arma a coisa é mais séria. As rígidas leis jamaicanas sobre armas de fogo já o botaram no xadrez por alguns meses. Mas Gregory se defende: "Quando te acusam uma vez por porte de arma e você é culpado, é fácil para eles acusarem você outra vez e mais outra por isso e mesmo sendo inocente ninguém acredita. Não lido com o crime". Gregory conta ainda que os policiais costumam provocá-lo e às vezes tentam extorquir alguma grana. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;         Na prisão ele conviveu com todo o tipo de gente, estudou bastante e passou em revista a sua vida. Acabou por transformar essa experiência em novos clássicos do reggae, como "Days of Penitentiary", "Condemned" e muitos outros e celebrou sua saída da penitenciária no disco Out Deh!.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;         Os problemas com a polícia e o envolvimento com drogas mais pesadas nos anos 80 deram margem a todo tipo de boato. Gregory conheceu então o pior lado da popularidade: "As pessoas em geral adoram falar mal de quem não conhecem e não conseguem entender. Elas sempre acreditam no mal que lhes contam e duvidam do bem. Quanto às drogas, são as armas mais devastadoras. Foram o maior erro que cometi".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;       Este bem de que alguns duvidam está, por exemplo, na forma como Gregory ajuda sua comunidade. Os moradores do gueto o procuram a toda hora com diversos pedidos: "Grande parte do que ganho com meu trabalho serve para ajudar a todas essas pessoas que precisam de assistência. Por isso a maior alegria para mim é a festa anual que fazemos no Orfanato de Maxfield no dia 7 de janeiro. Meus garotos e outras crianças da comunidade juntam cadernos, pincéis e materiais e doam para eles. Já doei um carro e várias cadeiras de rodas. Se estou vivo até hoje é porque procuro fazer o que é certo". Gregory também cumpre sua obrigação de amparar os filhos que teve com várias mulheres. Sua sintonia com o homem jamaicano é total: "Eu represento o povo. Fazer o povo feliz é me fazer feliz", conclui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;           O homem das mil faces que se recusa enquadrado pela sociedade parece ter amadurecido. Continua a trabalhar febrilmente, mas sem cair nas armadilhas que muitas vezes seu estilo de vida lhe pôs pelo caminho. Seja o Gregory sedutor ou o solitário, seja o solidário ou o malandro, seja o formiga ou o cigarra, será sempre lembrado como um dos grandes responsáveis pela excelência da musical arte jamaicana. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;                                                   O Retorno de Gregory ao Brasil:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;          Histeria em São Luís!!! Se existe um artista de reggae que seja popular no Brasil, ele é, sem dúvida, GREGORY ISAACS! Fiquei impressionado ao saber da reação das dez mil pessoas que lotaram o Grêmio Recreativo Português Litero, no dia 5 de dezembro de 1998, as quais se acotovelavam desde às 8 da noite para aguardar a estrela da noite, ao embalo das radiolas Itamaraty(Pinto), FM Natty Naifson e Rebel Lion. O delírio começou quando Lloyd Parks e sua lendária We The People Band, por volta das 1 e 45 da manhã, detonaram 45 minutos ininterruptos instrumentais e canções famosas do melhor "roots 'n' culture", Sem dúvida, a banda merece os parabéns!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;          O veterano GREGORY foi anunciado pelo produtor Pinto, e ovacionado durante uma introdução feita pela banda, um medley com os maiores sucessos do cantor, e imediatamente o público de São Luís entrou em histeria geral, a galera enlouqueceu de felicidade e emoção! Várias pessoas rindo e chorando ao mesmo tempo, ao som de "Love is Overdue", Night Nurse", "Day O", "Sooner or Later", entre outras pérolas. Um show magnífico de 60 minutos, com direito à participação de Gregory Isaacs cover (grupo de São Luís) e seus bailarinos na última música.&lt;br /&gt;Então, o verdadeiro GREGORY deixou o palco, embalado por novo medley de Lloyd Parks &amp;amp; We The People Band, deixando um rastro da verdadeira realeza e seu triunfo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;          Bravo, Mr. Cool Ruler!!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nota: Gregory também esteve em Belém e em Salvador, cidade onde reuniu quase 30.000 pessoas, o maior publico desta turnê. O sucesso foi tão grande que podemos esperar mais visitas dele a terras brasileiras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;By: Ronnie Pedra&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-8617613218763475581?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/8617613218763475581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=8617613218763475581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8617613218763475581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8617613218763475581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/02/gregory-isaacs.html' title='Gregory Isaacs'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6SfsTt0BvI/AAAAAAAAACI/A2BVbZ6JFVQ/s72-c/isaacs2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3648442303947683489</id><published>2008-01-30T09:37:00.002-08:00</published><updated>2008-01-30T10:35:21.165-08:00</updated><title type='text'>Bob Marley Em Exposição</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6DBFTt0BtI/AAAAAAAAAB4/jOHbhfDZg-Q/s1600-h/marley4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161337469902522066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6DBFTt0BtI/AAAAAAAAAB4/jOHbhfDZg-Q/s320/marley4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bob Marley é um rosto presente em milhares de camisetas, capas de revista, capas de disco, adesivos e outros suportes. Talvez a maioria das mais famosas imagens que conhecemos dele tenha sido captada por Adrian Boot, fotógrafo que acompanhou as turnês e o dia-a-dia de Marley por dez anos. Algumas das principais fotos tiradas por ele, além de outros fotógrafos e artistas foram apresentada na primeira e até agora única exposição da Fundação Bob Marley realizada no Brasil, que aconteceu de 15 a 25 de janeiro de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas fotos foram retrabalhadas artisticamente, outras mostram momentos de intimidade de Marley, como as peladas que ele jogava no quintal de casa com os amigos, tecendo um quadro vivo e multifacetado do homem e do artista. Logo na entrada tinhamos um grande painel com uma breve biografia de Bob e algumas imagens mais antigas. Em uma ordem mais ou menos cronológica, elas vão desvendando outros tesouros, como as reproduções dos painéis de Neville Garrick, que eram o cenário de uma das turnês internacionais do Tuff Gong. Outras pinturas e reproduções compõem um conjunto de imagens que ficam marcadas em todo admirador da música de Bob Marley e dos Wailers.&lt;br /&gt;É uma exposição que já passou por diversos países, mas somente aqui no Brasil foi produzido como um verdadeiro evento cultural, com shows de bandas de reggae, exibição de vídeos, palestras e um bazar onde o visitante podê comprar discos, revistas, camisetas e outros objetos relacionados ao reggae.&lt;br /&gt;A primeira estadia da exposição no país foi no Centro Cultural da Caixa, no coração do Rio de Janeiro. Foi um grande sucesso de público e atraiu bastante atenção da mídia carioca. A palestra do evento, realizada no dia 25/01, contou com diversas figuras importantes do reggae no Rio, como Da Gama, do Cidade Negra, Nabby Clifford, um dos pioneiros da divulgação do ritmo por lá e Mauro Neves, organizador do Reggae Nec, além de Jacques Tadeschi e Sidam. Foram debatidas várias questões relevantes para o movimento reggae na região, o que pode contribuir para a dinamização das ações por lá.&lt;br /&gt;Coordenado por Filipe Cavalieri, do FestRio, foi um evento que agradou a todos os fãs comprometidos com o reggae e trouxe um novo público para a música de Jah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/massivereggae/expobob.htm#anchor512388"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3648442303947683489?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3648442303947683489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3648442303947683489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3648442303947683489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3648442303947683489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/bob-marley-em-exposio.html' title='Bob Marley Em Exposição'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6DBFTt0BtI/AAAAAAAAAB4/jOHbhfDZg-Q/s72-c/marley4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-8172410691000084292</id><published>2008-01-30T09:37:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T09:47:08.075-08:00</updated><title type='text'>Ras Alvim Um Dos Pioneiros do Reggae</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6C29zt0BsI/AAAAAAAAABw/tCneH9q45Qc/s1600-h/ras+alvin+o+pioneiro+do+reggae+em+belÃ©m+-pa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161326345937225410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6C29zt0BsI/AAAAAAAAABw/tCneH9q45Qc/s320/ras+alvin+o+pioneiro+do+reggae+em+bel%C3%A9m+-pa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;          Ele começou um movimento na década de 70, mais precisamente em 1977, quando em sua casa Ras Alvim reunia-se com seus amigos Ras Margalho, Jorge Motora, Manassoude e Fernando Ripi. Fernando por sinal foi o primeiro a fundar uma casa de reggae em Belém do Pará chamada de “TOCA do REGGAE”, com todo apoio dos amigos Alvim e Margalho, que ficava localizada na Passagem Secundino Portela, na Marquês de Herval no Bairro da Pedreira, por onde passaram os melhores DJ’s da época tais como: Ras Margalho, Maestro Bernard, Dj Lídio e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Ras Alvim têm sua opinião formada sobre a transformação do reggae, dizendo que hoje em dia muitas pessoas vão as casa de reggae por pura empolgação sem saber de onde vem, o que as canções transmitem, a diferença entre a filosofia rastafari e o reggae, e que a consciência é a peça chave do verdadeiro crescimento reggueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No que se refere ao rastarafismo, Alvim ressalta que existem hoje em dia pessoas que se caracterizam como rastas usando DREADS (uma das características do rastafarismo) que cantam reggae, mas não seguem a filosofia rasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Seu vocalista favorito é nada mais nada menos que Bob Marley, “Bob conseguiu ter o dom de ser insubstituível, não morreu está apenas adormecido” – diz ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Alvim gostaria que as pessoas que vão as casas de reggae, fossem com a certeza de que o reggae traz a paz, a união, a humildade e principalmente tenham a consciência que o reggae não é somente uma dança, mas sim uma cultura muito bonita, fácil de aprender e difícil de esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Alvim é um dos responsáveis pelo crescimento do reggae no Brasil, foi ele quem apresentou o ritmo ao dono de radiola “Riba Macedo”, que começou a tocar o reggae entre os forrós e merengues que tocavam em São Luis do Maranhão. Logo o ritmo caiu nas graças dos maranhenses (aliás, o disco que Riba Macedo levou primeiro para o Maranhão foi o “Reggae Frontline”), Ras Alvim é um dos pioneiros do reggae no Brasil, recentemente foi homenageado pela banda Tribo de Jah com a música “pioneiros do reggae” que foi lançada no cd “Guerreiros da Tribo” onde a banda cita o nome dos pioneiros(Rasta Alvim, Ras Margalho, Riba Macedo, Zé Roxinho, Viegas, Natty Nayfson, Chico do reggae e Serralheiro).&lt;br /&gt;                Ras Alvim pode ser encontrado todos os dias em sua barraca de discos na praça das Mercês em Belém do Pará. Querendo trocar umas idéias sobre reggae, comprar CD’s e ou LP’s, é só aparecer por lá e falar com o Alvim ou com o seu filho Max Alvim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-8172410691000084292?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/8172410691000084292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=8172410691000084292' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8172410691000084292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8172410691000084292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/ras-alvim-um-dos-pioneiros-do-reggae.html' title='Ras Alvim Um Dos Pioneiros do Reggae'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R6C29zt0BsI/AAAAAAAAABw/tCneH9q45Qc/s72-c/ras+alvin+o+pioneiro+do+reggae+em+bel%C3%A9m+-pa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-5887406792907039636</id><published>2008-01-29T08:38:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T10:26:46.795-08:00</updated><title type='text'>Eric Donaldson</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R59frzt0BrI/AAAAAAAAABo/KHVGPMYbHhI/s1600-h/ednldsn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160948904211252914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R59frzt0BrI/AAAAAAAAABo/KHVGPMYbHhI/s320/ednldsn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:';"&gt;Ele é um dos maiores ídolos da massa reggueira do Maranhão e outros estados onde o reggae é a lei. Estamos falando do grande ídolo Eric Donaldson, que completou 60 anos em 2007.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;Nascido em 11 de junho de 1947&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; em Kent Village - Jamaica. Um simples pintor de paredes, incentivado por seus amigos de trabalho que o ouviam cantar durante a labuta, resolveu tentar o ramo da música. O começo não foi fácil, mas ele persistiu. Segundo conta-se, ao pisar no palco do Jamaican Festival Song Competition, &lt;b&gt;Eric Donaldson&lt;/b&gt;, até então um simples desconhecido, foi recebido com vaias e insultos. Vale lembrar que, na Jamaica, o termo "quashie", ou seja, caipira, tem um sentido perjorativo fortíssimo. Na segunda parte da música "Cherry Oh Baby", boa parte da platéia já estava de pé e aplaudindo, ovacionando o vencedor deste e de um número incontável de outros festivais ao longo dos anos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;, Eric Donaldson é Considerado o rei dos festivais da Jamaica, tendo ganhado 5 edições do Jamaica Festival Song Competition com a sua característica voz em falseto. A primeira foi em 1971, com a canção que o lançaria para o mundo do reggae: 'Cherry Oh Baby', que já ganhou inúmeras versões, incluindo uma do UB40 e outra dos Rolling Stones (que viviam a sua fase reggueira na metade da década de 70). 'Cherry Oh Baby' &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tornou-se um marco da música jamaicana e a voz de Eric Donaldson, marcada para sempre. Tente imaginar, sequer, um cantor que tenha um timbre semelhante ao do "Capelobo". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;Donaldson começou a sua carreira em 1964, fundando no ano seguinte o grupo The West Indians, junto com os parceiros Leslie Burke e Hector Brooks. O grupo lançou alguns compactos, inclusive com Lee Perry ('Oh Lord'), mudou o nome para The Kilowatts e gravou para Lloyd 'Matador' Daley, sem sucesso, o que acabou causando o rompimento do trio. Depois de gravar algumas faixas solo, Donaldson se inscreveu no festival já citado com a música 'Cherry Oh Baby' e o venceu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;Parecia que sua carreira iria deslanchar, o compacto da música vencedora vendeu mais de 50000 cópias, passou a gravar com produtores da pesada como Bunny Lee, mas as coisas se encaminharam de modo diferente. Recusando-se a cumprir a rotina estafante das turnes e das gravacoes anuais, Donaldson passou a gravar esporadicamente, sempre com relativo sucesso, voltando a vencer o Jamaica Festival Song Competition em 1977, 1978, 1984 e 1993. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;Na década de 90 experimentou uma volta às paradas, com diversas versões para o ritmo de 'Cherry Oh Baby', inclusive uma atualização dele mesmo para a canção que o consagrou. Além do mais, ficou ciente do quanto é amado pelo povo maranhense e de outros estados próximos (sem falar na colônia maranhense no Rio e São Paulo), que dança agarradinho ao som de sucessos como 'Cinderella' e 'Land of my Birth'. Tal popularidade em outro país que não a sua Jamaica natal deve tê-lo surpreendido, mas isso não o impediu de se apresentar em São Luís, com grande sucesso. Algumas de suas pedradas foram lançadas no Brasil na coletânea da gravadora Jamaica Gold - LOVE OF THE COMMON PEOPLE. Ele hoje vive em Kent Village, na Jamaica, onde administra o 'Cherry Oh Baby Go-Go Bar'. Continua fiel ao estilo que o consagrou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia 23 de junho de 2007, Eric Donaldson apresentou-se em um show no ginásio de uma das avenidas mais movimentadas de Belém do Pará, contando com as participações dos dj’s Alex Roots (Belém) e Rubinho Star (Fortaleza), além da Radiola Princesa Negra (Belém) e banda Lunai (Belém). O local contou com a presença também de públicos distintos: A galera que curte reggae eletrônico e a massa que curte as famosas "Pedras da Bolacha", nome dado aos Reggae Roots tirados do vinil. Para contemplar o evento, o ginásio contou com nada mais nada menos que 5.000 pessoas, o que para um ginásio de universidade é excelente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pedras começaram a rolar por volta das 22:00h com a radiola Princesa Negra e com os d´j se revezando, metade roots, metade eletrônico, pra agradar à todos. A madrugada chegou, e no palco entra a banda Lunai arrebentando com clássicos do reggae como "To Love Somebody" muito ouvido em Belém na voz da Barbara Jones, e "Harambe", da grande Rita Marley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito reggae de primeira, chega o momento mais esperado da noite. Lançando seu mais novo álbum com novas pedras e regravações de clássicos que marcaram sua carreira em Belém e São Luis, Eric Donaldson sobe ao palco pra delírio da massa regueira do Pará que lotava o salão e as arquibancadas do ginásio da UEPA. Eric começa o show cantado seus maiores sucessos como: "I Need Someone", "Follow Me", "More Love", e "My Love". A explosão aconteceu quando ele cantou suas 3 músicas mais ouvidas pelos regueiros em todos os tempos: A envolvente "Cinderella", "Jah Love" e a que fez o ginásio tremer "No Slave". O Coro formado era ininterrupto e de arrepiar. A galera de Belém está de parabéns pela receptividade, sempre deixando o artista convidado se sentindo em casa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-5887406792907039636?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/5887406792907039636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=5887406792907039636' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/5887406792907039636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/5887406792907039636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/eric-donaldson.html' title='Eric Donaldson'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R59frzt0BrI/AAAAAAAAABo/KHVGPMYbHhI/s72-c/ednldsn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-1314049216651929439</id><published>2008-01-29T08:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T10:31:06.137-08:00</updated><title type='text'>Tribo de Jah em Macapá pela 2ª vez</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R59Tbjt0BqI/AAAAAAAAABg/Bvi9NaeZeo4/s1600-h/Foto+tribo+em+MacapÃ¡.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160935430898845346" style="WIDTH: 343px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R59Tbjt0BqI/AAAAAAAAABg/Bvi9NaeZeo4/s320/Foto+tribo+em+Macap%C3%A1.jpg" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi numa segunda-feira no dia 06 de setembro de 2006(véspera do feriado do dia da Pátria) o tão esperado retorno da Banda Maranhense “&lt;b&gt;&lt;i&gt;TRIBO DE JAH&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” à Macapá, considerada a melhor banda de reggae do Brasil. O espetáculo aconteceu na sede do Trem desportivo clube, com inicio às 21:00h.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;O show totalmente diferente do 1º foi aberto com a apresentação de artistas locais, como: Banda Leões de Jah, Banda Porto Reggae, Sandra Lima, Projeto: Sarau Sintonia e participação dos DJ’s: &lt;b&gt;&lt;i&gt;Ronnie Pedra &amp;amp; Coelho Roots&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (que por sinal também tocaram no 1º show da &lt;b&gt;&lt;i&gt;TRIBO DE JAH&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; em Macapá, no estádio GLICÉRIO DE SOUZA MARQUES), a banda entrou no palco por volta da 1:00h. (uma hora da manhã), levando a massa regueira de Macapá ao delírio com muita emoção, lagrimas, transe e tensão. Tudo isso e mais algumas coisas no show mais esperado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Mais de 2 Horas de reggae empanturrou todo mundo. Fauzy, o vocalista da banda nem conseguia cantar direito, perplexo com a multidão na sua frente cantando todas as músicas da banda, tava muito bonito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;A banda ataca de todos os lados. Ressuscitam clássicos como “POLICE AND THIEVES” de Junior Murvin, na voz agudíssima do baixista &lt;b&gt;Aquiles&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;v:path connecttype="rect" gradientshapeok="t" extrusionok="f"&gt;&lt;o:lock aspectratio="t" ext="edit"&gt;&lt;v:imagedata title="zé orlando em macapa" src="file:///C:\DOCUME~1\Fagundes\CONFIG~1\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt;&lt;w:wrap type="square"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;O resgate total fica por conta de &lt;b&gt;Zé Orlando&lt;/b&gt; que leva a galera ao delírio quando canta músicas de Alpha Blondy, Bob Marley, Gladiators, Gregory Isaacs e muitos outros. O que mais me impressionou foi à resposta do publico que pedia insistentemente para que a banda tocasse músicas suas, o que foi prontamente atendido pelo vocalista e guitarrista &lt;b&gt;Fauzy Beydoun&lt;/b&gt;, mais uma vez a Tribo mostrou que tem um repertorio de pérolas do reggae executando com muita qualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Destaque para o som do ZENOR, muito bem equalizado, e para a reggueira &lt;b&gt;Hellem Samarina&lt;/b&gt;, que conseguiu driblar o esquema de segurança, subiu ao palco e dançar agarradinha com &lt;b&gt;Fauzy Beydoun&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Eu só tenho que agradecer a &lt;b&gt;&lt;i&gt;TRIBO DE JAH&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; pelo conserto. Muito obrigado pelo reggae, pelas mensagens de encorajamento para seguirmos em frente, e aos promotores do evento: Mauricio Madrigal, Stanley e José Pessoa, e aos apoiadores do evento (que sem eles nada seria possível), são eles: GSM Turismo, INSULFILMES, TALENTO Comunicação Visual, RAÇA Transportadora, YÁZIGI, CAFÉ AYMORÉ, restaurante NORTE DAS ÁGUAS, Hotel MACAPÁ, Auto Escola SÂO CRISTOVÂO e TAPEÇARIA MACAPÁ. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;THANKS JAH !!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;By: Ronnie Pedra&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;?xml:namespace prefix = v /&gt;&lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;v:path connecttype="rect" gradientshapeok="t" extrusionok="f"&gt;&lt;o:lock aspectratio="t" ext="edit"&gt;&lt;v:imagedata title="zé orlando em macapa" src="file:///C:\DOCUME~1\Fagundes\CONFIG~1\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = w /&gt;&lt;w:wrap type="square"&gt;&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-1314049216651929439?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/1314049216651929439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=1314049216651929439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1314049216651929439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1314049216651929439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/foi-numa-segunda-feira-no-dia-06-de.html' title='Tribo de Jah em Macapá pela 2ª vez'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R59Tbjt0BqI/AAAAAAAAABg/Bvi9NaeZeo4/s72-c/Foto+tribo+em+Macap%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3318683423825607043</id><published>2008-01-25T07:58:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T08:00:27.297-08:00</updated><title type='text'>Jackie Brown</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/R1y7IbaQCwI/AAAAAAAABHw/Bj9oajvU974/s1600-h/Jackie+Brown+-+20+Hits+%28Front%29ss.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/R1y7IbaQCwI/AAAAAAAABHw/Bj9oajvU974/s320/Jackie+Brown+-+20+Hits+%28Front%29ss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142190628021472002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dizer que Jackie Brown é um clássico parece até redundância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; O problema é que o reggae no Brasil se desenvolveu de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; formas diferentes. De um lado, por incentivo das grandes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; gravadoras (EMI, Universal, Virgin, etc), que trouxeram&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; o reggae para as lojas do Brasil (e até Bob Marley para&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; uma aparição pública afim de propagar a música jamaicana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; no mercado brasileiro). Porém, o mercado selecionou um &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; número limitadíssimo de cantores para apresentar aos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; ouvidos do Brasil (Além de Bob, Jimmy Cliff, Eddy Grant,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; UB40, Third World, Alpha Blondy, etc). &lt;/span&gt;Artistas que,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; trocando em miúdos, não representam tão bem a musicalidade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; original jamaicana. Por outro lado, o reggae entrou de &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; maneira bem mais informal e marginal no Norte/Nordeste do&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; país. Por meio de contrabando (via Cayena) chegou até&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Belém e São Luís, certa vez, alguns discos jamaicanos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; vindo junto de lotes de discos caribenhos (mambo, salsa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; etc) destinados à festas de musica latina e popular,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; as radiolas. No começo não se sabia bem o que era aquilo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; mas com o tempo São Luis fez do reggae parte integrante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; da cultura popular. Sem o amparo do mercado (ainda bem),&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; os maranhenses puderam pegar os mais diversos discos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; livremente. E aí, o reggae aconteceu por si só. Sem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; depender de mídia de massa, programas de auditório, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Logo vieram, então, os clássicos, não aqueles que o&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; comércio impõe (e que os críticos chatos defendem), mas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; os preferidos de gente simples, que tem por critério a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; capacidade da música de tomar o corpo e fazer dançar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 4 mil pessoas esperavam ansiosas no aeroporto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; para ver, pela primeira vez em São Luís, Jackie Brown.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Ele sequer acreditava que aquelas pessoas estavam ali pra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; lhe ver, mas o sucesso foi confirmado com os shows pelo estado, arrastando, às vezes, 20, 25 mil pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; A maioria, seduzida pela encantadora voz de Jackie, um&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; meio termo entre a sonoridade do Calypso/Mento, a &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; formação gospel e, ainda, a influência do Soul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cd&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; foi lançado (não-oficialmente) no Brasil. Na verdade,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; é uma coletânea feita pelos maranhenses Jofran e Jr Black&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; vendida em poucos lugares, deixando dúvidas sobre o &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; respeito aos direitos fonográficos. Mesmo assim, a seleção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; não podia ser melhor, traz alguns dos grandes sons de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Jackie da década de 70.&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By: Canuto Lion&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3318683423825607043?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3318683423825607043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3318683423825607043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3318683423825607043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3318683423825607043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/jackie-brown.html' title='Jackie Brown'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/R1y7IbaQCwI/AAAAAAAABHw/Bj9oajvU974/s72-c/Jackie+Brown+-+20+Hits+%28Front%29ss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-7323997249990587843</id><published>2008-01-25T07:38:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T07:42:01.328-08:00</updated><title type='text'>Toots And The Maytals</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RxoFiOBHC7I/AAAAAAAAA-k/pZ7G_XsgAuk/s1600-h/Front.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RxoFiOBHC7I/AAAAAAAAA-k/pZ7G_XsgAuk/s320/Front.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123413611523804082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;                  Entre tantos nomes do Early Reggae que permanecem na ativa, Toots foi um dos poucos que não mudaram seu estilo de tocar, muitos deles passaram a tocar o New Roots, que agrada a grande maioria do pessoal que ouve reggae hoje em dia, que por sua vez agrada as gravadoras que comercializam cada vez mais bandas do gênero, criando assim um reggae pop e moderno.&lt;br /&gt;Esse álbum novíssimo lançado no mês de julho de 2007, de Toots &amp;amp; Maytals é a prova que ele continua fiel ao ritmo swingado cheio de funk e musicalidade que sempre fez, e o que tanto falta nas bandas comerciais de hoje. Inovar na musicalidade como na Faixa de abertura "Johnny Cool man" que incorpora a pegada Blues com a participação especial de Derek Trucks. E a nova versão da música "Premature" do álbum "Reggae Got Soul" com um belíssima voz feminina de Bonnie Raitt&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;/span&gt;. Sem falar na música tributo a Coxsone Dodd, uma versão de Guns of Navarrone.&lt;br /&gt;O álbum contém oito músicas inéditas e dois covers de Ottis Redding "Pain in My heart" e Ray Charles com "I Gotta Woman".&lt;br /&gt;Algumas pisadas de bola como a nova "Don't Bother Me" não chegam tão perto de ser ruim cantada por Toots Hibbert. Não é por acaso que é um dos maiores nomes da música jamaicana ainda na ativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-7323997249990587843?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/7323997249990587843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=7323997249990587843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7323997249990587843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7323997249990587843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/toots-and-maytals.html' title='Toots And The Maytals'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RxoFiOBHC7I/AAAAAAAAA-k/pZ7G_XsgAuk/s72-c/Front.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-7770403311870881021</id><published>2008-01-25T07:18:00.001-08:00</published><updated>2008-01-25T07:27:48.381-08:00</updated><title type='text'>Como Obter o Melhor Resultado Na Digitalização de Um LP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cronopios.com.br/site/images/iex/Novembro2006/lp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 170px; height: 170px;" src="http://www.cronopios.com.br/site/images/iex/Novembro2006/lp.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Digitalizar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Lp&lt;/span&gt; não tem muito segredo. Basta seguir algumas etapas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;simples&lt;/span&gt;. Mas encare a tarefa com realismo: a digitalização de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Lp&lt;/span&gt; é um processo relativamente lento e que consome um pouco do tempo livre.&lt;br /&gt;Isso ocorre porque, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;freqüencia&lt;/span&gt;, você é forçado a interromper a gravação e começar do zero- seja porque a agulha pulou ou porque o volume do PC não foi ajustado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;corretamente&lt;/span&gt; e o som ficou distorcido.&lt;br /&gt;Para evitar esses contratempos, basta seguir algumas dicas. Primeiro, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;findamental&lt;/span&gt; limpar o disco antes da gravação.&lt;br /&gt;Agora escute o LP inteiro, pelo menos uma vez, antes de começar a gravação. dessa forma você poderá identificar eventuais trechos problemáticos- onde a agulha desliza ou pula. Quando terminar de tocar o LP, observe o estado da agulha. Se ela estiver suja, limpe-a e execute novamente o disco.&lt;br /&gt;repita esse processo até que ao final do disco, a agulha esteja limpa- isso significa que ele já tirou o máximo de sujeira entre os sulcos do disco, ou seja, fisicamente o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Lp&lt;/span&gt; está na melhor condição. É hora de gravar.&lt;br /&gt;agora o detalhe mais importante é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;volume da gravação, &lt;/span&gt;que você ajusta no computador. O ideal é gravar o mais alto o possível. Mas cuidado. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Acontece&lt;/span&gt; que existe um limite. Se a música atingir esse patamar que é identificado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;pela&lt;/span&gt; sigla 0&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;dBFS&lt;/span&gt; (zero decibéis digitais), a gravação já era- surge uma distorção fortíssima, que não dá para consertar depois.&lt;br /&gt;Por isso o ideal é regular o volume da gravação para um nível um pouco mais baixo, -6&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;dFBS&lt;/span&gt;. Mas como fazer isso ?&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Ponha&lt;/span&gt; a música para tocar, e observe o valor medido pelo seu software de gravação. Ao mesmo tempo, vá mexendo no controle de volume do Windows.&lt;br /&gt;Lembre-se que a música é dinâmica, ou seja, o volume real varia (quando a banda toca mais alto ou o cantor grita, o volume varia). Por isso é fundamental escuta-la antes de gravar: dessa forma, você identifica os picos de som e ajusta o controle de acordo com eles.&lt;br /&gt;O ideal é que, mesmo nesses picos, o nível de gravação não passe de -6&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;dBFS&lt;/span&gt; (depois, conforme você adquire mais prática, pode experimentar gravar mais alto, a -3&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;dBFS&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;Após gravar. Dê &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;uma&lt;/span&gt; escutada no arquivo para ver se saiu tudo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;certinho&lt;/span&gt;. Se saiu, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;você&lt;/span&gt; pode começar a etapa mais divertida da digitalização de um LP.&lt;br /&gt;É hora de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;remasterizar&lt;/span&gt; o disco, ou seja, melhorar digitalmente o som.&lt;br /&gt;Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;softwares&lt;/span&gt; de gravação já vem com filtros específicos que prometem eliminar chiados e estalos. Mas ao usa-los tenha bom senso: se forem ajustados para um nível muito alto, os filtros estragam totalmente o som. O ideal é usa-los com moderação- vá experimentando.&lt;br /&gt;Seja qual for o Software escolhido para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;remasterização&lt;/span&gt;, tenha em mente que mesmo fazendo tudo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;direitinho&lt;/span&gt;, o resultado dificilmente sairá melhor que a encomenda. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Remasterização&lt;/span&gt; não é trabalho fácil nem para as empresas do ramo. Mas não custa fazer um trabalho descente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;GARATTONI&lt;/span&gt;, BRUNO &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;SAYEG&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Folha de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Adaptação: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Greg&lt;/span&gt; Fernandes&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-7770403311870881021?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/7770403311870881021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=7770403311870881021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7770403311870881021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7770403311870881021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/como-obter-o-melhor-resultado-na.html' title='Como Obter o Melhor Resultado Na Digitalização de Um LP'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-940256710156176997</id><published>2008-01-25T07:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T10:38:16.414-08:00</updated><title type='text'>Discos e agulhas: Como Limpá-los ???</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/Rvc6vyY2I5I/AAAAAAAAA4w/3R4Jd14oUiI/s1600-h/vinil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113620494556734354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/Rvc6vyY2I5I/AAAAAAAAA4w/3R4Jd14oUiI/s200/vinil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://melodiainfinita.weblogger.terra.com.br/img/vinil.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://venhammaiscinco.blogspot.com/2006/08/d-discos.html&amp;amp;h=214&amp;amp;w=320&amp;amp;sz=17&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;start=2&amp;amp;um=1&amp;amp;tbnid=eYNgWoyq6cx_vM:&amp;amp;tbnh=79&amp;amp;tbnw=118&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dagulha%2Bdisco%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          No CD, as informações gravadas ficam protegidas: além de ser feita de alumínio, a superfíce do disco é revestida por uma camada de plástico. Já no LP, a situação é totalmente outra. Além do disco ser feito de vinil, os sulcos ficam completamente expostos- vulneráveis a qualquer poeira, poluição, bactérias, fungos, etc. Por isso a sujeira é, claro, a maior inimiga do LP.&lt;br /&gt;Também existe a estática. Quando LP entra em contato com o envelope de plástico onde é guardado, há fricção - O que gera uma carga elétrica. è a eletricidade estática, que deixa o disco ainda mais sujo: quando está carregado dessa eletricidade, o vinil atrai a poeira em suspensão no ar.&lt;br /&gt;Não tem jeito. Mesmo se você guardar e manusear seus LPs de forma correta, cedo ou tarde eles precisarão de limpezas. mas evitem a todo o custo receitas caseiras de limpeza- elas podem até funcionar a princípio, mas fazem muito mal ao disco.&lt;br /&gt;A medida que menos agride seu bolachão é borrifar um pouca d'água e, em seguida, secar o LP passando, delicadamente e no sentido anti-horário, uma flanela de limpar óculos.&lt;br /&gt;Não é o ideal - o certo seria usar água destilada e um pano especial anti eletricidade estática. Mas ajuda e mal não faz.&lt;br /&gt;Outro método leve, que causa pouco desgaste, é usar uma escova de fibra de carbono. Ela tem centenas de milhares de "fiozinhos", que penetram nos sulcos para varrer a suejeira. E ao contrário das escovas comuns, de nylon, ajuda a descarregar a eletricidade estática do vinil.&lt;br /&gt;uma boa opção é a Audioquest Carbon Fiber Brush. que pode ser comprada em www.needlecdoctor.com (US$20, mais imposto e frete)&lt;br /&gt;Às vezes, quando um disco está muito sujo, é preciso recorrer a um fluido de limpeza - geralmente vendido num kit que inclui a escova. Os fluidos quase sempre, são feitos de álcool isopropílico com água destilada. Os demais ingredientes não tem muita importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RvdGTCY2I_I/AAAAAAAAA5g/kmCQnbsSnbA/s1600-h/Como+Limpar+o+disco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113633194775028722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RvdGTCY2I_I/AAAAAAAAA5g/kmCQnbsSnbA/s400/Como+Limpar+o+disco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Agulha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para limpar a agulha, o ideal seria utilizar um pincel especial, feito com pelos de marta - mas você dificilmente irá encontrar um à venda hoje em dia. Então uma solução segura é é utilizar um pincel de pintura artística bem fininho, facilmente encontrado em papelarias. Passe o pincel numa linha reta., sempre de trás pra frente - do contrário, você agride o cantilever (suspensão da agulha). Se a agulha estiver muito suja, molhe o pincel em álcool isopropílico - Facilmente encontrado em qualquer farmácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RvdFsyY2I-I/AAAAAAAAA5Y/eXZtFwvLEO0/s1600-h/Como+Limpar+a+agulha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113632537645032418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RvdFsyY2I-I/AAAAAAAAA5Y/eXZtFwvLEO0/s400/Como+Limpar+a+agulha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RvdFsyY2I-I/AAAAAAAAA5Y/eXZtFwvLEO0/s1600-h/Como+Limpar+a+agulha.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-940256710156176997?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/940256710156176997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=940256710156176997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/940256710156176997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/940256710156176997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/discos-e-agulhas-como-limp-los.html' title='Discos e agulhas: Como Limpá-los ???'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/Rvc6vyY2I5I/AAAAAAAAA4w/3R4Jd14oUiI/s72-c/vinil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-4755224780788763913</id><published>2008-01-25T06:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T06:44:25.777-08:00</updated><title type='text'>A Ligação do Reggae Com Os Skinheads</title><content type='html'>&lt;a name="8471854744127771811"&gt;&lt;/a&gt;                                  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.quizilla.com/S/stomper89/1120167859_TradSkin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://images.quizilla.com/S/stomper89/1120167859_TradSkin.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muito do que o Reggae é hoje deve-se ao fato dos skinheads o terem adotado como seu próprio som.&lt;br /&gt;Muitos irão torcer o nariz e fazer cara feia com essa informação. Mas Skinhead ouvindo som de negro ? é o que a maioria se indaga quando ouvem um som do gênero que entonam o coro Skinhead em suas letras. Muitos pensam tratar-se de algo contra, mas quando param para prestar atenção na letra percebem que não só muitas músicas foram feita falando dos skinehads, e sim para eles. Já que a onda do Skinhead Reggae estava tão em alta, os artistas negros enxergavam neles públicos fiéis e loucos para gastar uns trocados por novidades do Reggae. O que de fato era verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reggae estava despontando na cena britânica devido à curtição dos skins. A imprensa musical e as rádios não davam grande apoio, até desdenhavam o gênero por ser "cru" e "simples". Chegavam a chamar de "yobbo Music" (música de mongoloide), justamente pela conexão com a cultura skinhead.&lt;br /&gt;Aquilo era um círculo vicioso, pois sem a cobertura da imprensa e sem tocar nas rádios, as lojas de discos não encomendavam e, portanto, a música nunca aparecia nas listas de mais vendidos.&lt;br /&gt;E como algumas estações, particularmente a Radio One, baseavam sua programação na&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT8eUYOp6I/AAAAAAAAA0c/k-buc-DAO-w/s1600-h/380116b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT8eUYOp6I/AAAAAAAAA0c/k-buc-DAO-w/s200/380116b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103981875514222498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; colocação das músicas como reflexo da preferência do público, o reggae raramente figuraria como "popular". Os dois únicos programas dedicados ao gênero eram o "Reggae Time" da BBC de Londres e o "Reggae Reggae" da Rádio Birmingham. Eram chamados de programas "de minoria", numa época em que os singles de reggae vendiam dezenas de milhares de cópias sem qualquer tipo de promoção.&lt;br /&gt;Isso fez dos salões e dos pontos de venda (que geralmente não passavam de barracas de mercado) os únicos locais onde se podia ouvir os últimos lançamentos. Mesmo os discos que chegavam às paradas como o grande sucesso de Dekker "israelites", passavam meses expostos nos clubes e pubs até alcançarem alguma posição. Mas em 1969 já era tal a procura que os pequenos comerciantes não davam conta. Não demorou para que o som fosse ouvido em locais públicos nos fins-de-semana, até que casas noturnas badaladas, como o Flamingo ou The Roaring Twenties começaram a atender aos fãns de Reggae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT4GEYOp4I/AAAAAAAAA0M/2DsczaUR3V0/s1600-h/trojan_70.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT4GEYOp4I/AAAAAAAAA0M/2DsczaUR3V0/s200/trojan_70.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103977060855883650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O grande nome do Skinhead Reggae foi a Trojan, uma etiqueta lançada pela gravadora "Island Records" e pela Beat &amp;amp; Commercial Company em 1968. A Island já tinha tradição no mercado de música jamaicana na Grã-Bretanha e chegara ao segundo lugar nas paradas em 1964 com My Boy Lollipop de Milli Small. Mas em 1968 o dono da gravadora, Chris Blackwell, estava mais interessado em transformar a Island em num grande selo do Rock ( o que de fato conseguiram, Hoje a island records abriga artistas como Bon Jovi, Mariah Carey e Sum41, é triste...). Para isso tinha que se livrar da imagem de gravadora especializada em "minoria", e descartou todos os astros do reggae, com excessão de Jimmy Cliff. Já a companhia Beat &amp;amp; Commercial pertencia a Lee Goptal, um comerciante de tino, bem entrosado na músic&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT3vUYOp3I/AAAAAAAAA0E/yFKmW0fLJNY/s1600-h/L-680-002.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 81px; height: 99px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT3vUYOp3I/AAAAAAAAA0E/yFKmW0fLJNY/s200/L-680-002.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103976670013859698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a jamaicana. A princípio a B&amp;amp;C trabalhava na distribuição entre a Musicland e as lojas da Music City em Londres, nas áreas de Stroke Newington, Brixton e Shepherd's Bush.&lt;br /&gt;Quando a Trojan se estabeleceu, veio como uma salvação para ambas, pois dava continuidade à política da Island de investir no reggae mais pop comop forma de levar o som jamaicano para além do gueto. As tosquices das gravações de produção mais barata foram contornadas com a adição de cordas e até coros, de modo a torná-las palatáveis ao mercado britânico. Singles promocionais , baladas, versões covers de música pop, tudo valia para abrir o mercado aos produtos da Trojan e suas subsidiárias, garantindo espaço nas rádios e faturando-lhe dezessete hits entre os "vinte mais" no período de 1969 a 1972.&lt;br /&gt;A Trojan também foi das primeiras a vender discos a preço s pormocionais para ampliar o mercado. Coletâneas como as das séries&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Tighteen Up&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Reggae Chartbusters&lt;/span&gt; arranjaram seu espaço em um mercado dominado pelos dinossauros do Rock, graças a tais promoções da Trojan.&lt;br /&gt;Com suas mais de quarenta subsidiarias , a Trojan acabou controlando 80% do mercado de Reggae, isso numa época em que cerca de 180 discos de reggae eram lançados por semana. Em termos de Reggae, era impossível rivalizar com ela, mas, apesar de ter alguns de seus astros entre os mais famosos do Showbusiness, o som jamaicano permanecia dentro dos limites do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;underground. &lt;/span&gt;De mais a mais, o gosto dos apreciadores do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skinhead Reggae &lt;/span&gt;não coincidia necessariamente com o do consumidor comum, o que gerava distorções do tipo: canções de maciço sucesso nos clubes, que passavam desapercebidas do público em geral e da mídia musical. Para um skin nomes como Pat Kelly e Derrick Morgan significavam muito, tanto, ou mais que um Jimmy Cliff ou Bob Marley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT3BkYOp2I/AAAAAAAAAz8/QHx5EU4PACQ/s1600-h/pama2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 130px; height: 137px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT3BkYOp2I/AAAAAAAAAz8/QHx5EU4PACQ/s200/pama2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103975884034844514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A única real concorrente da Trojan era a Pama records e sua dúzia de etiquetas subsidiárias. FUndada em 1967, no auge do Rocksteady, pelos três irmãos Palmer, ela incrementou a auntêntica reputação do Reggae, dirigindo seus lançamentos especificamente ao mercado étnico e ao "movimento" skin.&lt;br /&gt;Os produtores jamaicanos, que já não tinham fama de honesto, trataram de explorar a rivalidade entre as duas maiores empresas de Reggae. eles voavam até Londres e assinavam contrato com ambas para os mesmo lançamentos, o que resultava em litígios que culminaram em 1969, quando a Trojan lançou pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Treasure island &lt;/span&gt;o celébre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skinhead Moonstomp&lt;/span&gt; do grupo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Symari&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;p&lt;/span&gt;, só para abafar o sucesso do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moonhop &lt;/span&gt;de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Derrick&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Morgan, &lt;/span&gt;que saíra pelo selo Crab da Pama.&lt;br /&gt;O rolo tinha&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT2e0YOp1I/AAAAAAAAAz0/5fOu08aykEs/s1600-h/CRAB4A.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 146px; height: 146px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT2e0YOp1I/AAAAAAAAAz0/5fOu08aykEs/s200/CRAB4A.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103975287034390354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; começado quando Bunny Lee cedeu uma mesma música (seven Letters, de Derrick Morgan) para a Trojan, que a lançaria em sua nova subsidiária "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jackpot"&lt;/span&gt;, e para a Pama, que a Lançaria pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Crab"&lt;/span&gt;. Na hora em que a Pama cronogramava seus melhores lançamentos para sair em função do sucesso de Moonhop, a Trojan melou tudo com uma versão não creditada da dita cuja, que não era outra senão a manjadíssima &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skinhead Moonstomp&lt;/span&gt;, interpretada pelos Pyramids sob o pseudônimo de Symarip (um óbvio anagrama), a fim de faturar em cima da promoção da concorrente. Ironicamente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skinhead Moonstomp&lt;/span&gt; é reconhecido hoje como um clássico do Reggae Skin, enquanto o original &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moonhop&lt;/span&gt; caiu no esquecimento. o mais chato de tudo é o fato de que Bunny lee é cunhado de Derrick Morgan.&lt;br /&gt;Casos como esse iam sujando a barra da música jamaicana. Na verdade, a própria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moonhop&lt;/span&gt; de Derrick Morgan era baseada em outra canção, chamada I Thank You, que tinha sido lançada por Sam &amp;amp; Dave, uma dupla de Soul de Memphis. Quanto aos Pyramids, uma banda de estúdio que topava qualquer parada, estavam acostumados a gravar sob pseudônimo. Na mesma época tinham saído discos deles como "The Alterations", "The Red Bugs" e "The Rough Riders"&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/1600/Reggae%20Music.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 170px; height: 284px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/1600/Reggae%20Music.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a Trojan quanto a Pama chegaram a produzir seu material na Grã-Bretanha, às vezes com músicos de estúdio brancos e vocalistas jamaicanos. Laurel Aitken , um dos recordistas de vendas da Pama, costumava dizer que só dava ele de negro no estúdio quando era gravado um reggae.&lt;br /&gt;Claro que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skinhead Moonstomp&lt;/span&gt; não foi o primeiro nem o último disco de Reggae a celebrar seus próprios fãs Skinheads. Os mesmos Pyramids aproveitaram a onda para faturar outras canções em cima do tema, sob o nome fantasia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Symarip&lt;/span&gt;, como o clássico&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Skinhead Girl&lt;/span&gt;, e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skinhead Jamboree&lt;/span&gt;. Algumas canções eram excelentes, outras pavorosas.&lt;br /&gt;A atração dos skinheads pelo reggae se devia ao ritmo contagiante da música. As letras pouco importavam, já que a maioria não sacava os significados das gírias jamaicanas. Israelites de Desmond Dekker pode ter vendido oito milhões de cópias pelo mundo, mas se você perguntar a meia dúzia de caras o que a letra quer dizer, você terá meia dúzia de respostas diferentes. Por isso mesmo as faixas instrumentais tinham tanta popularidade quanto os números vocais: o essencial estava no som.&lt;br /&gt;Toda essa proximidade da cultura britânica com a cultura jamaicana propiciou uma harmoniosa convivência onde garotos brancos e ngeros dançavam a noite inteira juntos sem o menor problema. Até que a paz se acabou. Num clube jovem do sul de Londres, a resposta de alguns idiotas à canção "Young Gifted and Black" (Jovens, talentoso e Negro) de Bob andy &amp;amp; Marcia foi cortar os fios do alto falante e entoar um coro contrário, dizendo "Young Gifted and White"(Jovem Talentoso e Branco). No começo de 70 , o reggae perdia um pouco de seu charme junto aos garotos brancos. A mudança de rumo das letras em direção à Babilônia, JAH e outros temas africanos, deixou muita gente a ver navios, e mais uma vez o som foi ficando confinados nos guetos das colônias jamaicanas. E o que seria a veradadeira raíz do reggae ficou esquecida, e muitas vezes ridicularizada por alguns que a chamam de "crua" e "simples".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Fonte: A Bíblia dos Skinheads&lt;br /&gt;Transcrição e adaptação: Greg&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-4755224780788763913?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/4755224780788763913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=4755224780788763913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/4755224780788763913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/4755224780788763913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/ligao-do-reggae-com-os-skinheads.html' title='A Ligação do Reggae Com Os Skinheads'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SuF20p9BiFI/RtT8eUYOp6I/AAAAAAAAA0c/k-buc-DAO-w/s72-c/380116b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-1130321246699981351</id><published>2008-01-24T16:47:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T16:52:18.093-08:00</updated><title type='text'>Um pouco sobre o skinhead reggae...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;              Essa história começa na segunda metade dos anos 60, simultaneamente em duas ilhas: Jamaica e Reino Unido. Em Kingston o mercado fonográfico estava á toda e a cada dia surgiam novos artistas tocando o ritmo local que acabava de surgir na ilha, o ska. Os artistas e selos estavam crescendo e seu campo de atuação também, e o ritmo local da ilha começou a se espalhar&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/1600/blog2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 233px; height: 276px;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/320/blog2.jpg" border="0" height="287" width="242" /&gt;&lt;/a&gt; por outros cantos do mundo e em especial em outra ilha, o Reino Unido, mais precisamente na Inglaterra. A cultura mod, que trazia scooters, ternos alinhados e gosto pela música negra (R'n'B, Jazz e Soul) estava estourada na terra da rainha e os moleques ligados a essa cultura começaram a ouvir também, além dos ritmos negros norte-americanos, o ska, trazido pelas mãos dos imigrantes jamaicanos que vivam em terras inglesas. O novo ritmo jamaicano ganhou destaque no país e foi inclusive apelidado de bluebeat pelos locais. Seguramente pode-se afirmar que se não fossem os mods o ska não alcançaria o sucesso que alcançou nas paradas inglesas e ao mesmo tempo pode-se dizer também que a cultura mod foi muito influenciada pelo ritmo jamaicanos (inclusive no visual, adaptando o pork pie dos rudies a vestimenta mod). Prince Buster foi o primeiro a emplacar um som no top 40 inglês, com Al Capone. Como já foi citado acima, sem os mods o ska não seria o que foi, e o mesmo se aplica ao reggae e aos skinheads. Com o passar do tempo a cultura mod foi se dividindo em dois... Hard mods e psicodélicos. Os mods mais psicodélicos, cabeludos, estudantes de moda que estavam começando a ouvir sons diferentes das origens da cultura mod. E os hard mods que iam ao estádio de futebol fazer arruaça, mais rueiros e briguentos, que a cada dia mais estavam envolvidos com a música jamaicana e que mais tarde ganhariam o apelido de skinheads por cortarem seus cabelos cada vez mais curtos em resposta aos mods psicodélicos e aos hippies que surgiam com seus discursos paz-e-amor. Nota-se que a cultura skinhead NADA tinha a ver com racismo, pelo contrário, eram garotos amantes da música negra e que só apareceram graças à essa música e à cultura mod... ISSO é a cultura skinhead ORIGINAL, tudo o que surgiu depois disso é plágio, e plágio mal feito! Enquanto isso, na Jamaica a música se modificava rapidamente e o ska já não tinha a mesma batida... A nova batida que surgia foi chamada de rocksteady e logo deu origem ao ritmo que fez a fama da ilha: O reggae que teve seus anos de ouro na década de 60 até o começo da década de 70, com MILHARES de discos produzidos e surgimento de novos selos, não só na jamaica (muito bem representado por Duke Reid e sua Treasure Isle e por Sir Coxsone Dodd e sua Studio One) como também na Inglaterra (Trojan Records, Pama e subgravadoras em geral) . Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o reggae não tinha nada a ver com o rastafarianismo no começo, as letras falavam basicamente do cotidiano dos artistas nos guetos e principalmente eram temas de amor... A musicalidade bastante característica, com teclados e riffs de baixo dando o compasso do som mostrava claramente que o novo ritmo era uma evolução do ska... &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/1600/blog1.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 287px; height: 209px;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/320/blog1.0.jpg" border="0" height="193" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;E foi esse reggae que fez a cabeça dos moleques na Inglaterra na segunda metade da década. 66, 67... É nessa época que começa a febre do reggae no país. Novamente os imigrantes jamaicanos residentes na Inglaterra, mas desta vez junto com os skinheads foram os grandes responsáveis pelo estouro do ritmo na terra da rainha. Enquanto os skins iam as grandes lojas e pediam cada vez mais discos do novo ritmo, os jamaicanos faziam a mesma coisa nas lojas independentes e de pequeno porte que se instalavam nos bairros mais afastados e ambos pediam aos djs que o novo ritmo fosse tocado. Isso foi o que fez o reggae estourar. Nomes como Laurel Aitken, Clancy Eccles, The Paragons, Toots and The Maytals, Desmond Dekker e até os Wailing Wailers (Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer) faziam esse tipo de reggae, que mais tarde foi denominado "Skinhead Reggae" (pela razão óbvia de terem sido os skinheads os maiores ouvintes desse ritmo na época) ou "Early Reggae". E assim como os moleques de Londres sabiam da existência dos seus músicos favoritos, os músicos da Kingston começaram a saber da existência dos garotos de cabeça raspada que veneravam a música jamaicana. Isso fez com que os artistas começassem a escrever temas para os skinheads, como "Skinheads a bash them" escrito por Laurel Aitken e interpretado por Claudette and The Corporation, "Hooligan" dos Wailing Wailers, e até mesmo músicas sem voz mas com títulos que sugeriam a ligação, que é o caso de "Skinheads don't fear" dos Hot Rod Allstars... A banda Symarip, também conhecida como Pyramids ou Seven Letters, que fazia reggae na época lançou inclusive um disco intitulado "skinhead moonstomp", que trazia do começo ao fim músicas citando a subcultura inglesa... Uma jogada e tanto, já que o reggae já estava estourado no país graças aos "homenageados"... &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/1600/Reggae%20Music.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7720/3299/320/Reggae%20Music.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na Inglaterra começavam a surgir artistas tocando o som vindo da jamaica, com destaque para Judge Dread, o primeiro branco a emplacar um hit no top 40 de reggae inglês. Em 1969 a cultura skinhead alcançou seu auge... Uma moda desde os bairros mais pobres até os mais fartos que se espalhou pela Inglaterra e trazia com ela o amor pela música negra, principalmente jamaicana. Com o passar do tempo a cultura skinhead foi "evoluindo" e a partir dos anos 70 foram surgindo cada vez mais "sub-tipos", o que enfraqueceu a cultura. O reggae também não era mais o mesmo. Enquanto na Inglaterra o reggae ganhava novas influências da década que surgia, dando origem ao disco reggae ou club reggae, que era o reggae tocado nas boates londrinas, nas ruas de Kingston o rastafarianismo se popularizava cada vez mais e vários artistas da música popular da ilha começaram a misturar ritmos africanos e temas religiosos a sua música... Assim nascia o roots reggae, mas isso já é outra história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By: Canuto Lion o Indomavél&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-1130321246699981351?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/1130321246699981351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=1130321246699981351' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1130321246699981351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/1130321246699981351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/um-pouco-sobre-o-skinhead-reggae.html' title='Um pouco sobre o skinhead reggae...'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-8463394717959742194</id><published>2008-01-24T12:07:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T16:55:30.219-08:00</updated><title type='text'>HISTORIA, CARACTERÍSTICAS E CURIOSIDADES DO MUNDO DAS RADIOLAS/SOUND SYSTEM</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;      este ensaio tenta capturar e retransmitir a essência do que chamamos de Radiola no Maranhão ou os Sound Systems de Reggae como são conhecidos na Jamaica. Apresentamos um escrito para todos aqueles que buscam conhecimentos e compreensão desta cultura em contínua evolução.&lt;/span&gt;                  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O fenômeno dos Sounds Systems de Reggae (também conhecidos como Sounds) é algo que há intrigado a muitos observadores na Jamaica e em todo o mundo há décadas. Em nenhum outro lugar do mundo poderia haver sido criada uma cultura que se mova tão rápido como os Sound Systems. Começaram como um movimento “underground” na indústria do Reggae jamaicano, mas os Sound Systems ascenderam até chegar a ser uma parte integrada na cultura do Reggae. De fato, as raízes do Dancehall Reggae podem ser traçadas a partir da formação dos Sounds Systems locais e nacionais conhecidos (alguns há mais de 30 anos).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O que compõe uma Radiola/Sound System?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;As pessoas normalmente se surpreendem pela quantidade de apoio e componentes que se integram dentro de uma Radiola. Ainda que não haja uma composição preestabelecida, uma Radiola ideal é formada por: DJ’s, no Maranhão, na Jamaica teremos o Selector (Selektah), ou MC (Micro Chatter) que é o DJ, o dono ou administrador (Magnata ou Radioleiro), os técnicos, apoio móvel e de segurança, equipamentos, os seguidores da Radiola... e finalmente os não menos importante, os discos e os dubplates na Jamaica e em quase todo o mundo. No Maranhão temos os disquetes de MD gravados direto do vinil ou de CDs.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;É importante notar ainda que não todas as Radiolas tenham todos estes componentes e alguns deles são imprescindíveis; por exemplo, uma Radiola sem DJ’s ou Selektah ou sem discos é como um televisor sem eletricidade, não funciona. Também é importante dar-se conta de que alguns papéis podem ser compartidos; assim, por exemplo, o Selektah pode ser ao mesmo tempo o DJ/MC e o proprietário da Radiola (o caso de Natty Nayfson em São Luis). Geralmente distinguimos três tipos de Radiolas: as caseiras com suas baianinhas, as amadoras normalmente atuantes em pequenas festas e as profissionais (Black Power, Natty Nayfson, Itamaraty, Estrela do Som, Rebel Lion,.etc.,), normalmente com 4 paredôes e com três equipes diferentes, a exempla da Radiola Itamaraty com os DJ’s Roberthanco, Bacana e Jean Holt que comandam as três Itamaraty em festas distintas em diversos lugares de São Luis e do Maranhão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O Selector/Selektah&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Provavelmente, o Selektah é um dos papeis mais importantes em uma Radiola no estilo Jamaicano. O imenso conhecimento e habilidade que se necessita para esta função (ao fim e ao cabo se queres ser bem considerado) e a dificuldade desta posição é muita vezes subestimada. Um bom selektah tem que conhecer centenas de discos e CD’s (incluindo os nomes dos artistas e sua localização na caixa) dentro de sua cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Por os discos em uma ordem e de maneira que apeteça as pessoas que os está escutando requer um alto nível de diligencia. Um selektah tem que ser hábil para fazer uma transição discreta de um disco ao seguinte (mixar). Estas habilidades que a menudo demoram anos em adquirir-se, mas chega a fazer com tanto o estilo que o encadeamento das músicas muitas vezes passa despercebidos. Um mal selektah, por outro lado, pode ser facilmente descoberto, e uma multidão descontente normalmente não duvidará em fazer manifesta sua desaprovação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O DJ ou Mic Chatter (MC)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O DJ ou MC é a mão direita do Selektah e vice-versa. Ele é o responsável de introduzir os discos que tocam, de animar o público (criando vibração), de motivar-la a que participem cantando as canções populares e de pedir que o disco seja parado e posto outra vez imediatamente (também conhecido como “forward” ou “wheel” na Jamaica e no Maranhão é a famoso “toca de novo”). As obrigações do DJ/MC na festa são maiores que as de um MC em espetáculo ao vivo – voltando a por imediatamente os discos coincidindo com os pedidos do público. A multidão - a Massa regueira, aqui no maranhão vai normalmente ao móvel da Radiola e pede sua música; Já na Jamaica e Europa ele faz o “forward” ou “Wheel” mediante gritos, chiados, cantos, assobios, levantando seus isqueiros e mantendo-os acendidos no ar, dando golpes nas paredes, acendendo fogos, usando buzinas, ou inclusive simulando uma pistola com suas mãos no ar (chamados gun salutes).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O DJ/MC, além disso, deve anunciar os próximos eventos em que estará tocando, fazer piadas, tentar acalmar a multidão em caso de brigas e em alguns casos, fazer comentários com conteúdo político.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Em um Sound Clash (um grande encontro de DJ’s,) o papel de um DJ é, todavia, mais crucial. Aqui é o responsável de provocar verbalmente a seus oponentes (de outras Radiolas/Sounds) insultando-os (a isto se chama toasting), ou explicando piadas desconcertantes que possam ser verdade ou não (também chamadas drawing cards). Há alguns anos deixou-se de se fazer isso no Maranhão, antes os DJ’s diziam “vou passar por cima da seqüência de fulano” e faziam outras provocações de modo a fazer que a cada pedra o público ficasse ao lado de um ou de outro pela a melhor seqüência de pedras. Isso criava um clima saudável de disputa que animava bastantes as festas e servia de comentário durante a semana entre os fãs de Radiolas ou de DJ’s. Infelizmente esse costume foi abandonado pelos DJ’s do Maranhão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Outros membros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Além do Selektah e o DJ/MC há muitas outras pessoas atrás da cena assegurando se de que a som funcione com a devida qualidade. O proprietário ou magnata (Radioleiro), que está a cargo de designar as tarefas de todos os outros membros. Esta pessoa é responsável também de buscar os contratos e registrar as datas para as atuações da Radiola/Sound. Os técnicos têm o trabalho de montar os componentes elétricos e assegurar-se de que todo soe perfeitamente. Se surge algum problema com o som antes, durante ou depois do evento, é trabalho do técnico concertá-lo. Os encarregados do translado (The moving staff ou "box bwoys" na Jamaica, aqui são os “carregadores de caixas” ou “Carregadores de Radiola”) se encarregam de transportar e colocar todo equipamento na posição adequada.&lt;/span&gt;                  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Os Fãs ou Sound Followers&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Os seguidores ou fãs sãos os que fazem verdadeiramente a festa. Estes seguem a Radiola/Sound da mesma maneira que uma congregação segue uma igreja em particular. Os seguidores da Radiola/Sound assistem aos eventos onde esta atua, colecionam fitas cassetes, mixtapes, discos, CD’s e apóiam sua Radiola preferida durante um Sound Clash. Ainda que muitos fãs sejam seguidores ocasionais de uma Radiola, há outros que levam isto muito a sério. Estas crews ou massives (Massa Regueira), apóiam a Radiola de tal maneira que muitas vezes seu nome chega a ser sinônimo da Radiola em se mesmo (Pinto da Itamaraty, Luis Black Power, Luisinho Black System, Natty Nayfson, etc). Ter reconhecimento no microfone (bigged up), nos eventos em que a Radiola está fazendo sua apresentação, entrada para tais eventos, uma camisa, popularidade e respeito, um sentimento de orgulho regueiro quando sua radiola ganha um Clash (disputa ou encontro), ou simplesmente um sentimento de identificação com algo, são alguns dos muitos motivos de seu apoio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Na Jamaica as duas Radiolas/Sounds mais conhecidas e  disputadas são as Stone Love e a Love Stone só para citar as mais famosas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Esperamos que com estas sucintas informações os leitores possam ter uma dimensão do significado das Radiolas/Sounds aqui e na Jamaica, e ver como temos características semelhantes apesar de estarmos distantes milhares de quilômetros um do outro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-8463394717959742194?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/8463394717959742194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=8463394717959742194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8463394717959742194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8463394717959742194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/iosidades-do-mundo-das-radiolassound.html' title='HISTORIA, CARACTERÍSTICAS E CURIOSIDADES DO MUNDO DAS RADIOLAS/SOUND SYSTEM'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-8591348245791205218</id><published>2008-01-24T11:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T12:05:40.778-08:00</updated><title type='text'>O reggae ludovicense</title><content type='html'>Bom, como objetivo desse blog também          é formar e informar, posto um texto de Elaine Peixoto Araújo,          pós-graduanda em Lingüística Aplicada ao Ensino de          Língua Portuguesa / Universidade Estadual do Maranhão e          Professora do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino, sobre o          reggae maranhense, abordando aspectos gerais. É um texto bem didático,          pra muitos o que tem aqui não é novidade, mas vale a pena          dar uma olhada. &lt;p align="justify"&gt;INTRODUÇÃO &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;O reggae, ritmo          nascido na Jamaica, alcançou nas últimas três décadas,          uma popularidade em São Luís do Maranhão que não          se pode contestar. Esta intensa presença do ritmo no cotidiano          maranhense possibilitou o surgimento de um movimento regueiro marcadamente          ludovicense, repleto de peculiaridades. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;No tocante ao campo          lingüístico, observa-se um vocabulário próprio          do regueiro, uma espécie de código pertencente a este movimento          de identidade cultural que o legitima. Em função desta diversidade          cultural presente no Estado, que deflagra na comunicação          com o aparecimento de diversas variedades lingüísticas, é          que se faz essencial investigar as lexias deste grupo específico          (desconhecidas até então por muitos maranhenses), para uma          melhor compreensão do caráter multidialetal do português          brasileiro. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A presente pesquisa          objetiva a análise e descrição de parte do universo          lingüístico da comunidade regueira ludovicense, tomando por          foco seu aspecto léxico-semântico e relacionando-o a seu          contexto sócio-histórico. &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Para          a concretização desses objetivos anteriormente citados,          foi feito um levantamento bibliográfico referente à temática          em questão e, principalmente, foram realizadas entrevistas com          apresentadores de programas de reggae, autores de livros, dj's, donos          de radiolas, cantores, bandas, produtores de festas, dançarinos,          colecionadores e alguns freqüentadores desse movimento. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;As entrevistas foram          realizadas com os grandes nomes do reggae porque se percebeu que o processo          de criação lexical dava-se nesse sentido; as expressões          originam-se, em geral, da boca dessas pessoas influentes e são          adotadas, em seguida, pela comunidade regueira. Era necessário,          portanto, ir-se direto às fontes. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Feito um arrolamento          lexical a partir destas entrevistas, iniciou-se um estudo do vocabulário          do grupo, elegendo-se, para este momento, algumas das principais lexias          da comunidade regueira, no intuito de investigar a sua etimologia, motivação          e emprego.&lt;br /&gt;       REGGAE, UM CLAMOR AFRICANO&lt;br /&gt;       RE-SIGNIFICADO NAS AMÉRICAS &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A história          deste gênero musical acompanha o próprio percurso histórico          do lugar onde nasceu, a Jamaica, uma ilha do Caribe localizada no centro          da América Central. Um lugar repleto de índios arawak (em          português, aruaques) antes da chegada de seus colonizadores, a Jamaica          foi "descoberta" em 1494 por Cristóvão Colombo,          e, primeiramente se chamava Xaymaca, nome indígena que significa          "terra das primaveras" e, por extensão, "terra da          madeira e das águas". &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Com a intensa política          de exploração e extermínio do sistema colonial, os          índios foram dizimados. Para suprir a carência de mão-de-obra,          a ilha recebeu, em seu período de colonização espanhola,          e, posteriormente, inglesa, uma grande quantidade de negros da África          Ocidental, que, forçosamente, deixavam seu continente-mãe          para a realização de atividades compulsórias no Novo          Mundo. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Apesar de toda a          revolta e humilhação, sempre mostraram sinais de sua sensibilidade,          expressando na dança e/ou na música a esperança de          melhores dias e a crença de que todo aquele sofrimento seria passageiro.          Foram, exatamente, o seu bailado, o seu ritmo e o seu canto de resistência          os primeiros alicerces da cultura jamaicana. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;O reggae, até          nossos dias, continua sendo um canto de descontentamento do povo, um grito          de denúncia em favor da transformação social. Foi          batizado em 1968 por Toots and the Maytals, com a música Do the          Reggay. Segundo os próprios músicos (ou seja, o cantor e          sua banda), a palavra teria vindo de raggedy, adjetivo muito utilizado          no dia-a-dia jamaicano, que denota algo deteriorado, surrado ou muito          usado.&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Remetendo-se àquelas primordiais          manifestações culturais africanas, percebe-se que o reggae          é o resultado de toda uma evolução musical que começou          com a forma folclórica mento, fundamentada nas canções          dos negros escravizados. Este antepassado do reggae "[...] desenvolveu-se          baseado no ritmo das músicas de trabalho que ajudavam os escravos          a sobreviver através de longas horas de esforço estafante          com a picareta" (CARDOSO, 1997, p.18). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Essa forma musical          nativa proveniente de tanta labuta, juntamente com o rhythm &amp;amp; blues          americano, motivaram o surgimento do ska, que, por sua vez, originou um          outro ritmo, o rocksteady. A transição do rocksteady para          o reggae acontece no momento em que esta marcação do baixo          se torna ainda mais acentuada e a pulsação mais lenta, dando          uma maior cadência ao novo ritmo. E "Nasce assim o movimento          Reggae, colocando em primeiro plano o baixo e a bateria, deixando os outros          instrumentos como acompanhamento secundário". (CORONA, 2003).        &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;O ritmo nasceu nos          chamados "bairros de lata" da Jamaica, bairros da periferia          edificados em barracões de zinco. É através desse          dado que se depreende que, desde o seu aparecimento, o reggae sempre foi          um som do gueto. Mas a magia do reggae, talvez, esteja no fato de conseguir          mobilizar a população negra, mostrar a insatisfação          para com a realidade, a discriminação racial sofrida e criar          uma atmosfera de valorização das raízes negras, buscando          reverter, assim, a opressão. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Com relação          à construção e valorização da identidade,          o reggae, em São Luís é, sem dúvida, o elemento          de identificação da juventude negra, que assim o elegeu          desde a década de 70. Uma primeira característica importante          do movimento regueiro maranhense a ser citada é que, até          hoje, a comunidade regueira de São Luís dança preferencialmente          ao som dos reggaes jamaicanos produzidos nos anos 60 e 70 (o que não          acontece mais, uma vez que, na Jamaica, a atual tendência é          o dance hall, um reggae mais eletrônico) e ainda manifesta um menor          interesse pelos reggaes brasileiros.&lt;br /&gt;       "A preferência é exclusivamente pelo reggae original          da Jamaica". (SILVA, 1995, p.79) &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Outra particularidade          a ser destacada é a predileção por músicas          mais vagarosas, que evocam uma atmosfera mais apaixonada; "[...]          não existe entre os regueiros de São Luís uma ligação          forte com Bob Marley. A preferência é por outros cantores          considerados mais românticos, como John Holt, Gregory Isaacs, Eric          Donaldson, entre outros". (SILVA, 1995, p.94). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Uma das razões          pelas quais, talvez, este ritmo tenha se fincado em solo maranhense é          a grande população negra presente tanto neste estado como          naquele país, fato que já leva a uma certa identificação          étnica, e, por conta disto, a um gosto comum pelos ritmos de raízes          africanas. Poderia ser citada aqui, também, alguma semelhança          no meio social, na medida em que os dois povos vivem realidades de pobreza          parecidas, e o reggae é, exatamente, um grito de protesto, uma          forma de expressão dos menos favorecidos. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Outro possível          motivo para a grande identificação do maranhense com o reggae          é a semelhança do reggae roots (o executado nos salões          de São Luís) com certas manifestações culturais          maranhenses, como, por exemplo, o bumba-meu-boi. Esta proximidade musical          é, aliás, claramente audível: a célula rítmica          do reggae roots é compatível com a de alguns sotaques mais          ralentados do bumba-meu-boi (como o sotaque da Baixada) e é, em          função desta semelhança, que ambas as células          podem ser construídas sob o compasso 2/4.&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Percebe-se que a pulsação          do reggae feita pelo contrabaixo elétrico e pelo bumbo da bateria          é a mesma feita pelo pandeirão e pelo tambor-onça          no bumba-meu-boi. O reggae também possui compatibilidade rítmica          com uma outra manifestação da cultura maranhense, o bloco          de ritmos; a marcação feita pelo pedal da bateria muito          se aproxima da do contratempo, aquele longo tambor dos blocos tradicionais          da cidade.&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Há muitas versões para          o primeiro encontro dos maranhenses com o ritmo jamaicano. A versão          mais aceita é a de que, no começo dos anos 70, um apreciador          de músicas caribenhas àquela época, Riba Macedo,          teria tido acesso a alguns discos de reggae vindos de Belém (estes,          por sua vez, contrabandeados da Guiana Francesa) e teria começado          a levá-los a festas "regadas" aos sons do Caribe, festas          promovidas por donos de radiolas, como "Carne Seca" (José          de Ribamar Maurício Costa). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Cabe, neste momento,          lembrar que o reggae não foi o primeiro ritmo das radiolas do Maranhão,          que antes executavam outros ritmos caribenhos, como a salsa, o bolero          e o merengue. Estes ritmos embalaram os freqüentadores dos salões          de São Luís e do interior (principalmente da baixada maranhense)          até meados da década de 70. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Os freqüentadores          destas festas, mesmo não sabendo o nome daquele ritmo, aprovaram          a sua cadência mais vagarosa e já buscavam seus pares no          momento em que os reggaes eram executados. Dançavam-no de forma          similar aos outros ritmos caribenhos, num intenso deslizar de corpos,          com movimentos de muita sensualidade. Desta "interferência          de passos" nasceu uma das particularidades do reggae maranhense,          o dançar agarradinho, e, hoje, "[...] São Luís          é o único ou um dos poucos lugares do mundo onde se dança          reggae aos pares" (SILVA, 1995, p.25). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Assim, o reggae          foi, aos poucos, inserindo-se e firmando-se no gosto do público          maranhense, até que na década de 80/ começo da década          de 90, consolidou-se como o principal ritmo da periferia de São          Luís, que passou a ser chamada de Jamaica Brasileira ou Capital          Brasileira do Reggae. Neste momento de grande aceitação          da música de Jah, as radiolas já quase não tocavam          outros ritmos; sua preferência passou a ser a execução          de reggaes que, a partir de então, transformaram-se em verdadeiras          "pedras preciosas". E quão preciosas eram...&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Os proprietários de radiolas          pagavam quantias exorbitantes pela posse exclusiva de um LP. Esta disputa          era tão acirrada, que chegavam a financiar viagens de algumas pessoas          para a busca de raridades na Jamaica, Londres, Holanda e França.          A mola mestra do movimento tornou-se a exclusividade; as radiolas possuidoras          de reggaes raros e comoventes (que abalavam, agitavam e emocionavam) eram          as eleitas pela massa regueira. O objetivo do regueiro ao ir a uma festa          era ouvir os melôs (os reggaes) exclusivos de sua radiola e sentir          a motivação, o delírio do discotecário ao          executá-las. &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Esta [...] capacidade          de manter a exclusividade fonográfica garante a alguns proprietários          de radiolas a permanecer em evidência junto à comunidade          regueira, e, por sua vez, é a comunidade que nesse ranking elege          os melhores, independente do tempo de existência da radiola ou do          clube. (SILVA, 1995, p.53). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Atualmente, apesar          de muitos reggaes já estarem disponíveis para download na          Internet, as radiolas ainda buscam os LP's originais, uma vez que "A          essência do reggae maranhense é o chiado da bolachinha"          (SILVA, M. V., 2003). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A exclusividade          mantém-se nestes tempos de aumento constante do dólar não          mais por meio de viagens internacionais, mas pela encomenda de músicas          pelos proprietários das radiolas. Com isso, cantores jamaicanos          que moram em São Luís, como Norris Colle e Bill Campbell          ou mesmo cantores locais como Dub Brown, compõem suas músicas          (às vezes até a gosto da radiola), vendem-nas e um contrato          de exclusividade é cumprido; a música só poderá          ser executada pela radiola que a encomendou até o lançamento          do cd do cantor. Estas encomendas musicais são negociadas a preços          astronômicos, e pode-se, certamente, inferir-se por meio deste fato          que a posse de exclusividades ainda é a grande vedete do reggae.&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;As radiolas continuam sendo as grandes          difusoras do reggae e o seu grande sustentáculo. Somente na capital,          há mais de oitenta delas, entretanto se especula que em todo o          Estado haja mais de quatrocentas. Esses sistemas colossais de som contam,          em média, com 24 a 36 caixas por conjunto, que é chamado          de paredão ou coluna. Cada radiola possui, aproximadamente, quatro          paredões, quando não existe a divisão de radiolas;          a Itamaraty, uma das principais radiolas da cidade, subdivide-se em Itamaraty          1, 2 e 3, ou seja, doze paredões de som! A subdivisão de          uma radiola possibilita a participação em vários          eventos em um só dia, e, principalmente, a obtenção          de maior lucro. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;O ritmo do reggae,          em São Luís, é um bem cultural da população          de baixa renda, que encontra ali, naqueles salões de festa um elo          de identificação. Mas apesar de ser um verdadeiro sucesso          entre a massa regueira, é visto, ainda, pelas classes de maior          prestígio econômico, como um ritmo inferior. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Compreende-se, nesse          sentido, que o reggae jamaicano é um produto cultural construído          a partir de elementos africanos, em outras palavras, é uma re-elaboração,          uma re-significação da cultura africana em terras americanas.          O reggae no Maranhão, sem desmerecê-lo, é uma espécie          de "café coado duas vezes", visto que, ao chegar ao Estado,          fez-se passar por uma terceira elaboração. Por conta disso,          adquiriu contornos particularmente maranhenses, características          específicas deste alegre povo que o recebeu e o adotou, tanto que          hoje é um dos ritmos que traduz o povo e o modo de viver maranhense.&lt;br /&gt;       Insere-se, neste contexto, o "léxico maranhense" que          é marcado por algumas expressões lingüísticas          particulares, originadas da grande influência do reggae na realidade          social ludovicense. Depreende-se disso que as estruturas sociais estão          expostas nas estruturas lingüísticas e o movimento regueiro,          sendo, já, uma expressão da cultura maranhense, imprimiu          as suas lexias na fala daquele povo. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Contudo, estas alterações          não descaracterizam o léxico de uma língua, uma vez          que possui uma espécie de agregado de lexias sempre compartilhadas          por seus falantes. Este agregado lexical comum, [...] que caracteriza          uma língua é tão resistente quanto a gramática          porque as noções que ele expressa, de um lado, não          são afetadas por mudanças econômicas e sociais, e,          de outro, porque são de uso geral e coloquial. Esse fundo comum          é o sustentáculo da estrutura léxica de uma língua.          (FIORIN, 2001, p.113). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;As lexias criadas          pelo movimento regueiro ludovicense retratam toda a sua ambiência          física e social: os equipamentos de som que dão vida às          festas (radiolas), os grandes nomes do reggae (magnatas), as músicas          românticas que são executadas (pedras manhosas) e até          mesmo algumas situações desinteressantes que possam vir          a acontecer, como a recusa de um convite para dançar (passar um          ferro). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Diante do exposto,          conclui-se que estas variedades lexicais presentes na fala maranhense,          em momento algum, representam a ruína ou o desmoronamento da Língua          Portuguesa (segundo a visão de alguns preconceituosos), mas espelham          a história, a dinamismo cultural presente no país e a dinamicidade          da língua portuguesa falada no Brasil. É preciso atentar-se          para o fato de que a expansão lexical é natural e está          fortemente marcada por condicionantes sócio-culturais.&lt;br /&gt;       ANÁLISE DO LÉXICO: O COROLÁRIO DA PEDRADA &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Sabendo-se que as          palavras designam os fenômenos do mundo, faz-se essencial a investigação          do campo léxico deste movimento para que, de modo igual, observe-se          todos os componentes de natureza sócio-histórico-cultural          que determinaram a configuração deste vocabulário,          tão repleto de particularidades. Segue, pois, a análise          semântica de seus principais itens lexicais:&lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;Pedra, pedra de responsa, pedrada, varada, pancada e          tijolada. (s.f.) &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;As unidades lexicais          pedra, pedra de responsa, pedrada, varada, pancada e tijolada possuem          significações equivalentes no movimento regueiro e nomeiam          "um reggae muito bom, bonito ou envolvente" (ALiMA..., 2003),          uma acepção bem peculiar e interessante. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Provavelmente, a          escolha de pedra se deva ao fato de que seu referente, em toda a história,          sempre possuiu um importante valor simbólico para a humanidade.          Conforme demonstra Cunha (1982, p.590), esta lexia provém do latim          petra -ae, derivada do grego pétra e refere-se à "matéria          mineral dura e sólida, da natureza das rochas". (FERREIRA,          1999, p.1525). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Os gregos tiveram,          no princípio, pedras como deuses. A representação          do sagrado pelas imagens atuais evoluiu desse culto litográfico,          como atesta (CASCUDO, [19..?], p.694) "a pedra e depois a pilastra          foram as representações iniciais". Algum tempo depois,          no Cristianismo, Pedro (substantivo próprio derivado de pedra),          príncipe dos apóstolos foi considerado a base da igreja          católica, o seu sustentáculo, pois, sob a sua figura, foram          assentados os alicerces da igreja. "Também eu te digo que          tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja [...].          Mt, 16, 18". (ALMEIDA, 1993, p.23).&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Pela associação com          a solidez e resistência da pedra é que, segundo um dos entrevistados,          José Eleonildo Soares, o "Pinto da Itamaraty", uma música          muito bonita na Jamaica é denominada stone, por ser uma música          "de peso", de força, de resistência; o Maranhão          teria herdado espontaneamente esta lexia, traduzindo-a, assim, para o          português (pedra). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Vale aqui ressaltar          rapidamente que pedra já se tornou também um adjetivo, sinalizando          algo superior, magnífico ou maravilhoso. Como exemplos, têm-se:          aquela garota é pedra, esta música é muito pedra.        &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Quanto à          locução adjetiva ou o qualificador "de responsa",          é a abreviação ou a redução do termo          "de responsabilidade", ou seja, um reggae de grande importância,          digno de respeito por sua beleza. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;As lexias pancada,          tijolada, varada e pedrada, por sua vez, seguiram a mesma motivação          semântica da palavra lambada. Morfologicamente, lambada é          uma forma híbrida, constituída, como afirma Castro (2001,          p.263), de lamba (do banto / kwa[1]) + ada (sufixo nominal português          que indica ação), que significa "golpe de chicote,          golpe dado com lamba (chicote, tala de couro)". &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Ferreira (1999,          p.181) apresenta acepção similar, a de "golpe de chicote,          tabica ou rebenque; lapada, lamborada", mas para ele, etimologicamente,          esta lexia é uma variedade de lombada, com assimilação.          Pode-se dizer, analogicamente, que, se lambada é um golpe, um açoite          físico; uma pedrada é um reggae de impacto que bate fortemente          na alma (como igualmente as demais lexias) ou que abala o espírito          por sua qualidade.&lt;br /&gt;     &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;Melô (s.m.) &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Investigada sob          a perspectiva do reggae são-luisense, a lexia melô é          muito utilizada em razão do não-conhecimento da língua          inglesa por parte dos regueiros maranhenses. Porém, para eles,          isso não se constitui um problema, na medida em que alegam que          o mais importante é perceber e envolver-se com a melodia e pulsação          rítmica do reggae. O regueiro "Não tem o conhecimento          da linguagem, mas tem um conhecimento maior que é o feeling da          música, ele sente a vibração da pancada [...]"          (SANTOS, 2003). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Como, geralmente,          as letras dos reggaes roots são compostas em inglês, o regueiro,          para facilitar a identificação da música, bem como          o seu pedido nas rádios, chama-a de melô + uma locução          adjetiva determinada pela comunidade regueira por algum motivo particular.        &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Ilustrando este          processo de denominação com exemplos, a música Sweet          P. do grupo Fabulous Five é chamada, pelos regueiros maranhenses,          de "melô da chuva". Esta denominação não          tem qualquer tipo de relação com sua letra: na ocasião          em que foi lançada em São Luís pelo dj Carlinhos          Tijolada no clube Barraca de Pau na Cidade Operária, chovia torrencialmente          e, por conta deste fenômeno da natureza, a música foi designada          desta forma. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A música          White Witch da banda Andrea True Conection é conhecida na cidade          por "melô do caranguejo", contudo, o motivo, neste caso,          foi a adaptação fonética (adaptação          que, aliás, já inspira um interesse para pesquisas posteriores).          Em seu refrão, há trecho em que é perguntado What's          gonna get you? (expressão idiomática inglesa que significa          O que te chamará a atenção?, O que irá te          prender?), o regueiro maranhense, ao escutar este refrão, acomodou          a expressão ao sistema fonológico de sua língua materna,          o Português, passando a cantar "olha o caranguejo". E,          assim, nasceu o "melô do caranguejo".&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;O item lexical melô foi formado          a partir do processo de redução de melodia, que designa          uma "sucessão rítmica, ascendente ou descendente, de          sons simples, a intervalos diferentes, e que encerram um certo sentido          musical" (FERREIRA, 1999, p. 1313). A motivação desta          lexia no reggae origina-se, especificamente, de uma certa ligação          entre este sentido de composição musical com o ritmo do          reggae. E, é em razão desta associação de          significados, que melô indica, nos dias atuais, "os reggaes          executados nas festas e programas de rádio".&lt;br /&gt;     &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;Radiola (s.f.) &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A lexia radiola,          datada do século XX, designa a junção de dois recentes          e grandes inventos do campo da comunicação. Trata-se de          um tipo de redução, segundo CUNHA (1982, p.660), de radi          (o) + (vitr) ola. Na acepção de Ferreira (1999, p.1698),          "é um aparelho em que se conjugam o rádio e a vitrola;          radiovitrola". &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A lexia foi incorporada          ao falar maranhense antes mesmo da chegada do reggae a São Luís,          visto que as músicas eram executadas nas festas a partir da reprodução          direta dos vinis pelos toca-discos, também chamados de vitrolas          ou eletrolas, e emitidas pelas caixas de som amplificadas (ou ligadas          a amplificadores). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Assim, atualmente          no universo regueiro, radiola, "é o conjunto de equipamentos          de som das festas de reggae" (ALiMA..., 2003) (mesa do dj + conjunto          das caixas de som), pela relação quase indissociável          que há entre os sistemas de som e o ritmo, desde a sua explosão          nos anos 80 em São Luís. No tocante à qualidade,          uma radiola não é analisada por seu tamanho ou quantidade          de caixas de som, mas pela sua qualidade sonora (o que implica, de certa          forma, uma boa emissão da marcação do contrabaixo)          e pela seqüência de músicas executadas, que precisa          agradar aos regueiros.&lt;br /&gt;       Radioleiro &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A lexia radioleiro,          ainda não dicionarizada, é formada por radi (o) + ol (a)          + o sufixo nominal -eiro, que indica, na Língua Portuguesa, noções          como a do indivíduo que pratica uma ação, como pistoleiro,          aquele que pratica uma tarefa, como mensageiro ou aquele que exerce uma          profissão, como marceneiro, sendo esta última a mais apropriada          para o caso, pois a lexia é entendida, no contexto do reggae, como          o substantivo que denomina "o proprietário de uma radiola".&lt;br /&gt;     &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;Paredão (s.m.) &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Prosseguindo a análise          das lexias, há um outro termo muito particular da comunidade regueira          - paredão. Datado do século XVII, conforme Cunha (1982,          p.582), é constituído por parede (do lat. parete) + ão          (sufixo aumentativo nominal português). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Ferreira (1999,          p.1500) e Houaiss (2001, p.2133), respectivamente, apresentam as seguintes          acepções: "grande parede; muro alto e muito espesso,          muralha e muro muito elevado e consistente." &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Relacionando as          acepções dos dicionários à colhida em entrevistas,          observa-se que a lexia foi criada por um processo de associação          semântica, já que as caixas de som dos salões de festa          realmente ganham a forma de muralhas colossais. Deste modo, paredão,          nos salões da capital maranhense é "o conjunto das          caixas de som das festas de reggae". (ALiMA..., 2003). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;       Seqüência (s.f.) &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Percorrendo este          caminho de significações tão características          do vocabulário regueiro ludovicense, chega-se à lexia seqüência,          conceituada nos dicionários, em geral, de maneira semelhante, apresentando          acepções muito parecidas com a de encadeamento, sucessão          de elementos.&lt;br /&gt;       No falar das pessoas que fazem parte deste movimento cultural, quando          uma série de reggaes é executada somente por uma determinada          radiola, chama-se seqüência exclusiva. Cada radiola em São          Luís possui sua seqüência particular, com um qualificador          específico para chamar a atenção dos regueiros; a          Estrela do Som possui a seqüência demolidora, a Itamaraty,          a seqüência estilosa, a Rebel Lion, a seqüência          indomável, a FM Natty Nayfson, a seqüência arrasadora.        &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;       Bolachinha (s.f.) e Bolachão (s.m.) &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Tomando por referência          HOUAISS (2001, p.480), que apresenta a acepção de bolacha          como sendo "biscoito chato de farinha de trigo ou maisena, com pouco          fermento, de forma retangular, de disco etc [...]", depreende-se          que, neste caso, diante da semelhança da forma arredondada do biscoito          com os discos de vinil, surgiram, no vocabulário do reggae de São          Luís, as formas bolachinha e bolachão, que nomeiam, respectivamente,          "disco fonográfico compacto de vinil, com uma ou duas composições          em cada lado" e "disco fonográfico grande de vinil, long          play". Faz-se importante registrar que a bolachinha e o bolachão,          mesmo com o advento das fitas cassete, do cd e do md, ainda são          muito utilizados nas festas. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;       Caber (v.i.)[2] &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A lexia caber provem          do latim capere e data do século XIII, tendo como acepções          "poder ser contido, poder realizar-se, exprimir-se, suceder, dentro          de um certo tempo" (FERREIRA, 1999, p.350). Esta primeira acepção          ilustra o emprego da lexia no ambiente regueiro, que, por uma espécie          de ajustamento semântico, adentrou aquele espaço para dar          forma a uma expressão que denota o interesse do regueiro por uma          garota. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Acompanhada da locução          adverbial locativa na minha pontuação, esta expressão          é utilizada pelo regueiro quando este percebe e quer demonstrar          que uma determinada garota é possuidora de todos os atributos que          procura. Como um sapato que se ajusta perfeitamente ao pé de uma          pessoa, precisamente compatível à medida que calça,          assim é igualmente a regueira que desperta a sua atenção.&lt;br /&gt;       Levar (v.t.) e Passar (v.t.)[3] &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;A exemplo de caber,          outros verbos são observados no falar regueiro com significação          bem característica - levar e passar. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;O verbo levar, seguido          do complemento ferro (OD), designa figuradamente e em sentido popular,          "ser malsucedido em (alguma coisa); levar chumbo" (FERREIRA,          1999, p. 895), apresentando Houaiss (2001, p.1749) definição          semântica idêntica. É provável que ferro esteja          presente nesta expressão por sua rijeza, dureza e resistência,          simbolizando, metaforicamente, a dificuldade para enfrentar os insucessos          e decepções da vida. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Pela analogia semântica,          por também representar um desgosto, um desapontamento, esta expressão          foi incorporada ao contexto regueiro para denominar, da mesma forma, uma          situação decepcionante, "o momento em que o regueiro          tem seu convite para dançar recusado". Em geral, é          o homem quem leva ferro, pois o reggae é ainda um espaço          machista; as mulheres ficam aguardando um convite para dançar aos          pares. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Quando a regueira          rejeita o convite, ela passa um ferro, ou seja, "aplica" uma          resposta negativa ao pretendente. Esta lexia foi motivada pelo ajuste          semântico a uma das acepções de passar: "transferir,          transmitir" (LAROUSSE, 1993, p.265). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;Carimbar (v.t.d.)[4] &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Este exemplo final          busca comentar o emprego e a significação de carimbar, forma          verbal nomeante de um ato típico do reggae. O registro etimológico          do termo data do ano de 1844, como comprovam as pesquisas de Cunha (1982,          p.156). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Castro (2001, p.203)          define a lexia como "colocar carimbo". Carimbo, por sua vez,          tem sua origem no banto, sugerindo "selo, sinete, sinal público          com que se autenticam documentos" (CASTRO, 2001, p.203). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Ao que tudo indica,          esta palavra chegou ao movimento regueiro motivada por este sentido de          deixar uma marca, um traço, e, por meio da semelhança de          significado com este conceito anterior, carimbar (acompanhada do complemento          verbal a música) simboliza, na linguagem regueira, "o ato          de colocar vinheta ou prefixo num reggae com o nome de uma dada radiola".          (ALiMA..., 2003). Esse ato tem por objetivo marcar a exclusividade de          uma música por uma radiola (evitando, assim, o compartilhamento          de uma "raridade"), como também facilitar a identificação          das radiolas nas festas. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt;CONCLUSÃO &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Por fim, pode-se          chegar à conclusão de que essas lexias designativas do ambiente          regueiro partem, em sua maioria, de formas lingüísticas já          existentes, entretanto, possuem um significado contextual especial, fruto          da ressemantização destas unidades, uma vez que passaram          a nomear novos referentes que dão o feitio a uma realidade particular          - o reggae ludovicense. O regueiro, na verdade, "[...] recorreu a          lexias já conhecidas e de uso comum na língua e lhe atribuiu          certos traços específicos de maneira que pudessem expressar          o que desejava comunicar." (ISQUERDO, 2001, p.99). &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Ao se encerrar esta          breve pesquisa, tem-se uma convicção cada vez maior de que          a linguagem de um grupo, mais especificamente, o seu léxico, adapta-se          aos moldes das práticas sociais que o mesmo desempenha. O léxico          do reggae ludovicense formou-se / forma-se com a construção          e o desenvolvimento do próprio movimento, abarcando em si todos          os seus fenômenos físicos e sociais e, ao mesmo tempo, traduzindo          em palavras todo aquele contexto. &lt;/p&gt;       &lt;p align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 102);"&gt;.......&lt;/span&gt;Por fim, espera-se          ainda que esta pesquisa venha, além de proporcionar uma contribuição          substancial e efetiva para o entendimento da língua portuguesa          no Brasil como uma unidade sistêmica que abrange várias normas          em uso, auxiliar os autores de livros didáticos na confecção          de materiais que retratem o falar maranhense, já que, muitas vezes,          adentram a sala de aula textos de vocabulário alienígena          que desinteressam os alunos.&lt;br /&gt;     &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-8591348245791205218?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/8591348245791205218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=8591348245791205218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8591348245791205218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8591348245791205218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/o-reggae-ludovicense.html' title='O reggae ludovicense'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-3851797225475195177</id><published>2008-01-24T11:49:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T11:51:17.727-08:00</updated><title type='text'>HISTÓRIA DO REGGAE</title><content type='html'>&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#ffffff;"&gt;   Há séculos atrás, mais de 100 milhões de africanos foram raptados das            suas terras nativas e feitos escravos na Europa e na Arábia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span lang="en-us"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;              &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Durante a escravatura em            África, os Europeus tentaram destruir a linguagem e religião Rastafari.            Estes tentaram convencê-los de que as terras dos seus antepassados eram            terras de selvagens, não civilizados, e por isso foram tirados de África            para se tornarem cristãos e serem civilizados pelo chamado homem branco            superior.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Este processo de lavagem cerebral            foi feito com a intenção de quebrar a ligação dos africanos com os seus            antepassados, e para os obrigar a trabalhar sob humilhação (diziam que            tinham a intenção de lhes ensinar a Bíblia).&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Quando alguns dos antepassados            dos rastafari aprenderam a ler Inglês, pegaram na Bíblia e leram-na.            Observaram no primeiro livro do Gênesis, capitulo II, versículo, que            no jardim de Éden havia um rio, que corria para quatro sítios distintos.            Um deles era o Rio Gihon, que corria para a Etiópia - fazendo com que            os seus antepassados concluíssem sabiamente que a Etiópia fazia parte            do jardim de Éden e assim sendo, como poderiam ser inferiores aos brancos,            se foi aqui que o homem teve origem?&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;A Bíblia descreveu a terra dos            seus pais com todos os seus costumes, rituais, nomes e estas histórias            da Bíblia que diziam que os príncipes e princesas haveriam de vir do            Egito , e que a Etiópia iria estender a suas mãos a um Deus. O que deu            aos seus antepassados uma esperança, pois ao saberem da existência de            príncipes em África, Deus iria libertá-los.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Estas constantes referências            à Etiópia inspiraram o povo africano a formar as suas próprias igrejas            com nomes etíopes, como por exemplo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;*&lt;/span&gt;A Igreja Baptista da Etiópia&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;*&lt;/span&gt;A Igreja Metódica Etíope, etc.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;*&lt;/span&gt;Crenças dos Rastafaris&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Acreditam que Deus é um espírito&lt;span lang="en-us"&gt;            &lt;/span&gt;(como ensina a Bíblia), contudo este espírito é manifestado e            representado pelo Imperador Haile Selassie I, contra quem as nações            da Babilônia tinham conspirado. Este espírito de Deus, através da graça            de Jesus Cristo, também vive nos corações dos crentes.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Jesus Cristo era descendente            direto do Rei David, que é hoje representada na Etiópia pela dinastia            Salom&lt;span lang="en-us"&gt;ô&lt;/span&gt;nica, tendo por isso que ter características            físicas idênticas à Egípcia e Etíope. Por esta razão, qualquer representação            de Jesus Cristo, deve ser fisicamente similar às características, dos            membros vivos descendentes da casa Real.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Acreditam que fazem parte, das            tribos perdidas de Israel, que foram espalhadas, mas agora encontradas            devido à preservação e aparecimento de Judah, a semente de David em            pessoa, a sua Imperial Majestade o Imperador Haile Selassie I. Ele vai            voltar para a Etiópia, pelo poder e vontade de Deus.&lt;/span&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-3851797225475195177?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/3851797225475195177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=3851797225475195177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3851797225475195177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/3851797225475195177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/histria-do-reggae.html' title='HISTÓRIA DO REGGAE'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-762932856315989871</id><published>2008-01-24T11:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T11:45:36.351-08:00</updated><title type='text'>RASTAFARITISMO</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;         O Rastafarianismo nasceu                nos anos 30, na Jamaica. As suas raízes são o pensamento de Marcus                Garvey e as palavras de Haile Selassie I. &lt;img src="http://reggaetotal.com/historias/rastafarismo/imagem/salasse.jpg" align="right" border="0" height="230" width="149" /&gt;Segundo                consta, num domingo em 26, Garvey, durante a missa terá dito: "Olhem                para Leste, para Àfrica, onde um negro será coroado Rei." E                assim foi, a 2 de Novembro de 1930, Ras Tafari Makonnen, foi coroado                Rei, alegando descendência do Rei Salomão de Jerusálem e da Rainha                Makeda de Sheba. Adoptou o nome de Haile Selassie I ("o poder                da divina trindade") e foi designado 225º Imperador da dinastia                Salomonica, Eleito de Deus, Rei dos Reis, Senhores dos Senhores,                Leão Conquistador da Tribo de Juda&lt;span lang="en-us"&gt;h&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Na Jamaica, os escravos negros                assistiam à realização da profecia bíblica e o regresso de Deus                à Terra, como homem vivo. Era o iníco da redenção e da libertação.              &lt;br /&gt;             A Fé Rastafariana pode ser interpretada de várias formas e quase                todos os Rastas têm as suas próprias ideias pessoais acerca das                coisas. RasTafari é uma forma de vida (e não uma religião), com                muitas ligações à fé judaica e cristã. Os Rastas acreditam que Jah                (Deus) se mostra sob forma humana de tempos a tempos. Marcus Garvey,                na década de 1920, profetizou que Jah apareceria como um Rei negro                de Àfrica. Este rei, segundo os Rastas é Sua Majestade Imperial,                o Imperador Haile Selassie I, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.               &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://reggaetotal.com/historias/rastafarismo/imagem/bob07.gif" align="left" border="0" height="69" width="64" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;             &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Os Rastafarianos levantam                a voz contra a opressão, pobreza e desigualdade... não apenas ideias                religiosas mas problemas globais.&lt;br /&gt;             &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;O movimento, já espalhado                pelo mundo, é considerado um movimento apocalíptico, que acredita                que o Novo Reino está prestes a chegar. Este Reino trará a redenção                da humanidade e de África, Sião (a terra sagrada). O redentor e                pai é Haile Selassie I.&lt;br /&gt;             Os Rastas libertaram a Bíblia, tornando-a numa realidade viva para                os povos do mundo, com a sua interpretação dela. O caminho e a missão                Rasta não pode parar nem ser sabotado. Como diz na Bíblia, eles                foram e serão odiados pelos homens, acusados falsamente, objectos                de escândalos e perseguidos por serem Rastafari, mas o seu destino                é ser a pedra angular, as fundações.&lt;/span&gt;             &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt; 9            Princípios &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         &lt;i&gt;1.&lt;/i&gt;Temos fortes objecções em relação a alterações agudas da figura            do ser humano, corte e escovamento [do cabelo], tatuagem da pele, cortes            da carne.&lt;br /&gt;         &lt;i&gt;2.&lt;/i&gt;Somos basicamente vegetarianos, dando uso escasso a certas            peles animais, ainda assim proibindo o uso de carnes suínas de qualquer            forma, peixes de concha, peixes sem escamas, caracóis, etc.&lt;br /&gt;         &lt;i&gt;3.&lt;/i&gt;Adoramos e aceitamos mais nenhum Deus além de Rastafari, proibindo            todas as outras formas de adoração pagã, apesar de as respeitarmos.          &lt;br /&gt;         &lt;i&gt;4.&lt;/i&gt;Amamos e respeitamos a irmandade da humanidade.&lt;br /&gt;         &lt;i&gt;5.&lt;/i&gt;Desaprovamos e abolimos completamente o ódio, ciúmes, inveja,            engano, fraude e traição, etc...&lt;br /&gt;         &lt;i&gt;6.&lt;/i&gt;Não aprovamos os prazeres da sociedade moderna e os seus males            correntes.&lt;br /&gt;         &lt;i&gt;7.&lt;/i&gt;Temos a obrigação de criar uma nova ordem mundial de uma irmandade.          &lt;br /&gt;         &lt;i&gt;8.&lt;/i&gt;O nosso dever é expandir a mão da caridade a qualquer irmão/irmã            que esteja em dificuldade, primeiramente aos que sejam Rastafarianos            e só depois a qualquer humano, animal, planta, etc...&lt;br /&gt;         &lt;i&gt;9.&lt;/i&gt;Somos aderentes das antigas leis da Etiópia. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Ital&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Comida Ital (comida vital e total)            é o alimento Rastafariano e é o que Jah ordenou que fosse. "Todo            o que não tem barbatanas ou escamas, nas águas, será para vós abominação."            , "Melhor é a comida de ervas, onde há amor, do que o boi cevado,            e com ele o ódio." É comida que nunca tocou em químicos e é natural            e não vem em latas.&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Quanto menos cozinhados, melhor,            sem sais, preservativos ou condimentos,pois assim possui maior quantidade            de vitaminas, proteínas e força vital. Os Rastas são, portanto, vegetarianos.            As bebidas são, preferentemente, herbais, como os chás. O licor, leite            ou café são vistos como pouco saudáveis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Ganja&lt;span lang="en-us"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Ganja, marijuana, cannabis é            uma erva medicinal milenar usada pelos Rastas, não para diversão ou            prazer, mas sim para limpeza e purificação em rituais controlados. Alguns            Rastas escolhem não a usar. Muitos sustentam o seu uso através de Génesis            1:29: "E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê            semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em            que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt; Dreadlocks&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;O aspecto mais saliente de um/a            Rasta são os dreadlocks, canudos fortes,que não são escovados ou penteados,            mas cuidadosamente mantidos e lavados por quem os usa. São o símbolo            da união com Jah e do empenho numa vida justa e natural. "Não cortareis            o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem danificareis as            extremidades da tua barba".&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;O Leão de Jud&lt;span lang="en-us"&gt;ah&lt;/span&gt;            representa Haile Selassie I, o Conquistador. Representa o Rei dos Reis            pois o leão é o rei de todos os animais.Selassie I, na sua visita à            Jamaica, em 21 de Abril de 1966, disse que o movimento Rasta não devia            procurar a repatriação para Etiópia sem primerio libertar o povo da            Jamaica. Etiópia é vista como o Monte Sião, terra sagrada, onde o Novo            Mundo terá início. Esta revelação antecipou novas formas de Rastafarianismo.            O objetivo era agora não só a salvação, mas também a ajuda à salvação            dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;b&gt; M&lt;span lang="en-us"&gt;arijuana&lt;/span&gt;:            O &lt;span lang="en-us"&gt;fumo da sabedoria&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;De fato, a erva "ganjah"            (marijuana) foi reconhecida como &lt;img src="http://reggaetotal.com/historias/rastafarismo/imagem/rasta.jpg" align="right" border="0" height="170" width="168" /&gt;"o            fumo da sabedoria", e líderes Rasta determinaram que ela seria            fumada como um ritual religioso, alegando que fora achada crescendo            na cova do Rei Salomão e citando passagens bíblicas, para atestar suas            propriedades sagradas:&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;"Ele criou a grama destinando-a            ao gado, e a erva à serviço do Homem, de forma que trará comida farta            pelo mundo afora".&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;         &lt;b&gt; A "DIETA" &lt;span lang="en-us"&gt;Rastafari&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Uma série de leis de dieta e            de higiene foram formuladas para acompanhar a doutrina religiosa Rastafari.            Um verdadeiro Rasta não poderia ingerir álcool, tabaco, qualquer tipo            de carne (especialmente porco), assim como crustáceos, caracóis, espécies            marinhas predadoras, e muitos temperos comuns, como o sal. Resumindo,            tudo que não fosse "Ital", um termo Rasta que significa puro,            natural ou limpo, seria proibido.&lt;br /&gt;         &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Outro costume comum proibido            era o de cortar ou pentear os cabelos. Essa tradição religiosa Rasta            também é fundamentada em diretrizes sagradas, que determina aos seguidores            da Filosofia Rastafari que não cortem ou penteiem seus cabelos e barba.            Para aqueles que não seguem a filosofia, a aparência Rasta pode não            parecer muito, digamos, "higiênica", ou bonita para os padrões            da sociedade. Mas Rastas serão sempre Rastas, não importando para eles            a opinião alheia a respeito de seus costumes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-762932856315989871?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/762932856315989871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=762932856315989871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/762932856315989871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/762932856315989871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/rastafaritismo.html' title='RASTAFARITISMO'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-766155481346566688</id><published>2008-01-24T11:32:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T11:37:40.779-08:00</updated><title type='text'>REGGAE &amp; RELIGIÃO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O            reggae é a música produzida no Terceiro Mundo de maior sucesso e prestígio            em todo o planeta. Nasceu na Jamaica - uma ex-colônia inglesa do Caribe,            que teve a população indígena original praticamente dizimada depois            da chegada dos europeus, capitaneados por Cristóvão Colombo.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Em 1509, sem força de trabalho            para explorar, os espanhóis iniciaram um dos processos mais traumáticos            da história humana, levando para a ilha grandes levas de escravos africanos            com o objetivo de executar trabalhos que, eles mesmos, os brancos, desprezavam.            De alguma maneira, foi aí que o reggae nasceu.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Primeiro, surgiram os cânticos            dos escravos, trazidos da África. Depois, numa tentativa de dominar            o ambiente hostil (que os proibia de cultivar as tradições africanas),            os escravos começaram a se adaptar à cultura do dominador, criando o            primeiro produto deste entrecruzamento: o mento. Do mento para o reggae,            o pulo é enorme e um ouvinte que queira estabelecer conexões e coincidências            entre os dois estilos pode ficar sem qualquer pista.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Mas o reggae nasceu daí. Antes            de produzir o reggae - como ficou conhecido no mundo através das músicas            de Bob Marley, Jimmy Cliff, Peter Tosh e Gregory Issacs - os jamaicanos            se ligavam mesmo era nos ritmos centro e norte-americanos.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Das ilhas vizinhas, curtiam o            calipso, a rumba e o cha cha cha. Dos Estados Unidos, ouviam as big            bands, o jazz tradicional e o rhythm'n'blues. Como a Jamaica é um país            pobre, os novos autores não tinham como mostrar ou gravar as próprias            criações.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Mas estes estilos foram fundamentais            para a música que seria produzida nas décadas seguintes. A primeira            manifestação mais próxima do reggae atual foi o ska. Com uma batida            constante e nervosa, o gênero fez grande sucesso na ilha, atraindo a            atenção dos jovens para o seu ritmo frenético, através de grupos como            os Skatalites, Ethiopians e Wailling Wailers.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;A partir da desaceleração do            tempo original do ska, surgiu o rock steady, música que falava sobre            a realidade dos guetos, de amor e tocava, pela primeira vez, no culto            ao rastafarianismo. Se o ska é o avô, o rock steady é o pai do reggae.            Mais lento ainda que o rock steady, o reggae surgiu como a síntese de            tudo o que vinha sendo feito anteriormente (rastafarianismo, letras            que falavam do cotidiano e de amor), adicionando um elemento fundamental            para a sua propagação: a preocupação política.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;O nome "reggae" surgiu            ao acaso. Não tem significado próprio. É quase uma onomatopéia do próprio            ritmo da música. Foi usado pela primeira vez numa canção em "Do            The Reggay", gravada pelo grupo Toots &amp;amp; The Maytals, em 1968. Musicalmente, foi definido como estilo quando o baixo oscilante            do bruxo Lee Perry (líder da banda The Upsetters) se libertou do comportamento            habitual, passando a marcar o ritmo em vez de manter-se acomodamente            como harmonizador das canções.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;Para o mundo, o reggae apareceu            no começo dos anos 70, em Londres, cantado por Eric Clapton. O hoje            clássico "I Shot the Sherif" foi o primeiro reggae a freqüentar            as paradas de sucesso da Europa e Estados Unidos e foi através dela            que o Brasil também conheceu o novo estilo. Robert Nesta Marley, o Bob            Marley, era o autor da canção e também o nome mais promissor do estilo            de então. O tempo confirmou o prognóstico: com Jimmy Cliff e Peter Tosh,            Marley e o grupo The Wailers fizeram os discos básicos do reggae - referência            permanente para quem faz o reggae.&lt;br /&gt;          &lt;span lang="en-us"&gt;   &lt;/span&gt;A morte do ídolo, em 1981 e posteriormente            de Peter Tosh em 1987, preconizou o fim de uma era e ameaçou o prestígio            e popularidade do estilo em todo o mundo. Mas a enorme capacidade de            regeneração e transmutação fez com que o reggae expandisse o território            de atuação influenciando movimentos importantes como o two tone inglês            (punk + ska), o dancehall (reggae + tecnologia), o african reggae (reggae            + música tradicional africana), o raggamuffin'(toast + dancehall), o            samba-reggae (música afro-brasileira + reggae) e disseminando-se no            hip hop, jungle, trip hop e atualmente bhangra reggae - estilos que            passaram a adotar a música jamaicana como semente inspiradora.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-766155481346566688?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/766155481346566688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=766155481346566688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/766155481346566688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/766155481346566688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/reggae-religio.html' title='REGGAE &amp; RELIGIÃO'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-7391504485559479786</id><published>2008-01-24T11:18:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T11:28:35.789-08:00</updated><title type='text'>BOB MARLEY NO BRASIL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jmUTt0BpI/AAAAAAAAABY/UjQr-cc5ll4/s1600-h/bobbrasil.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jmUTt0BpI/AAAAAAAAABY/UjQr-cc5ll4/s320/bobbrasil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159126609717102226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jlgTt0BoI/AAAAAAAAABQ/PSyKY7QKgfg/s1600-h/marleybrazilfootball.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jlgTt0BoI/AAAAAAAAABQ/PSyKY7QKgfg/s320/marleybrazilfootball.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159125716363904642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;B&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;ob Marley, Junior Marvin (guitarrista dos Wailers), Jacob Miller vocalista do &lt;st1:street st="on"&gt;&lt;st1:address st="on"&gt;Inner Circle&lt;/st1:address&gt;&lt;/st1:street&gt;), Chris Blackwell (diretor da Island Records) e a esposa Blackwell, Nathalie, vieram ao Brasil em um jato particular para participar da festa que inaugurou as atividades do selo alemão Ariola no pais. A Island, gravadora original dos Wailers, era então um selo da Ariola. Bob interrompeu as sessões de gravação que&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;resultariam no álbum 'Uprising' para vir ao Brasil. Na descida em Manaus, para reabastecimento, o jato ficou retido por algumas horas. O governo militar certamente não estava vendo com bons olhos a vinda daquela comitiva enfumaçada. Depois de alguma negociação as autoridades acabaram cedendo, mas sem liberar vistos de trabalho, o que desestimulou os que pensaram em improvisar uma apresentação deles em solo brasileiro. Depois ainda desceram em Brasília e rapidamente decolaram em direção ao Rio de Janeiro.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Chegaram no aeroporto Santos Dumont às 18&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;30m do dia 18 de março, terça-feira. Logo foram cercados pelos repórteres. Bob era mais conhecido na época por ser o autor de "No Woman No Cry", música que havia vendido 500 mil copias na versão de Gilberto Gil. Suas primeiras declarações foram sobre a música brasileira: "O samba e o reggae são a mesma coisa, tem o mesmo sentimento das raízes africanas". Sobre Jah, o Deus do rastafarianismo ele apenas disse: "É como o seu Deus, pouca gente &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; conhece". Cansado da viagem, o grupo rumou logo para o Copacabana Palace, onde ficariam hospedados.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;No dia seguinte, pela manhã, eles trataram de dar algumas voltas pela Cidade Maravilhosa fizeram questão de conhecer a favela da Rocinha, que acharam bastante parecida com os guetos da Jamaica. Como não haviam trazido um cozinheiro para Ihes preparar a comida I-tal - cozinha natural seguida pelos rastafaris - Bob, Junior e Jacob só se alimentaram com sucos de frutas. Segundo um acompanhante brasileiro, cada um bebeu quinze copos de suco e Bob gostou mais dos de manga e maracujá. Depois os três partiram para as compras e percorreram as lojas de material esportivo atrás de uniformes e outros equipamentos. Os instrumentos musicais também não foram esquecidos e os três rastas levaram violões, maracas, atabaques e cuícas. Os artigos esportivos tiveram a sua estréia no famoso jogo no campo de Chico Buarque.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O trio jamaicano chegou as 16&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;h00&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; no km 18 da Avenida Sernambetiba - três horas atrasados - quando os funcionários da Ariola jogavam animadamente contra alguns dos contratados da gravadora no Brasil, como o anfitrião Chico Buarque, Toquinho, Alceu Valença e outros. Logo que eles chegaram os times foram rapidamente rearrumados e ficaram assim: Bob Marley, Junior Marvin, Paulo César Caju, Toquinho, Chico e Jacob Miller de um lado; e do outro Alceu Valença, Chicão (músico da banda de Jorge - ainda Ben) e mais quatro funcionários da gravadora. Antes de começar o jogo Bob ganhou uma camisa 10 do Santos e sorriu, dizendo "Pelé" para depois explicar que jogava em qualquer posição. Mas ele foi mesmo para o ataque e o placar foi de &lt;st1:metricconverter productid="3 a" st="on"&gt;3 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 0 para o seu time, com gols dele (documentado pela TV - veja foto desse jogo abaixo), de Chico e de Paulo César. Este, que jogou na copa de 70, foi o mais festejado por Bob, que lhe disse: "Sou fã de seu futebol", ao que Paulo César respondeu, "E eu, de sua musica". Bob lembrou o campeonato mundial que marcou a ilha do reggae: ''Rivelino,Jairzinho, Pelé... o Brasil é o meu time. A Jamaica gosta de futebol por causa do Brasil". Mas a principal razão para a vinda dos jamaicanos era a big festa da gravadora e logo que o jogo acabou eles voltaram para o hotel.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A festa no alto do Morro da Urca foi no mesmo dia - 19 de março - e teve mais de 1000 convidados e penetras, com direito a engolidor de fogo, cartomante e fogos de artifício. Bob Marley chegou com os amigos às 22&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;00, e foi logo para um camarote. Tranqüilo, apesar de muito assediado, conversou com Moraes Moreira, Marina e com os participantes do jogo As pessoas estranhavam o fato de ele não beber, o que era explicado por suas convicções rastas. Baby Consuelo, que havia feito uma versão de "Is This Love", tentou ir lá cumprimentá-lo mas não conseguiu. Depois dos discursos dos diretores da gravadora ele se afastou para assistir a apresentação de Moraes Moreira, que começou às 24&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;00 e fez a pista de dança encher. A agitação foi tanta que Bob deve ter percebido o significado da expressão "Rio Babilônia". A esperança geral era de que ele desse uma canja. Moraes chamou Baby no palco para cantar a sua versão e talvez fazer Bob se decidir. Mas nessa hora ele já estava se levantando e arrastando repórteres, fotógrafos e curiosos à sua passagem, falando com os jornalistas enquanto se encaminhava para o bondinho.Na manhã seguinte estava programada uma coletiva para a imprensa que acabou sendo realizada às pressas pois os jornalistas chegaram atrasados e a partida de Bob e sua comitiva estava marcada para as 16&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;00. Sobre os brasileiros ele disse:"É fácil perceber que as pessoas aqui têm ritmo e feeling, não só no andar, mas no falar e no próprio interesse demonstrado pela música em qualquer uma de suas manifestações''. Para ele a mensagem do reggae tem grande importância, pois "os músicos devem ser porta-vozes dos grandes contingentes oprimidos. No nosso caso, a esponsabilidade é maior por causa das nossas crenças religiosas. A própria filosofia do reggae explica tudo isso. O reggae surgiu do gueto e sempre foi fiel às suas origens, levando ao mundo uma mensagem de revolta, protesto e reinvindicação''. O mundo à sua volta é percebido em cores fortes."O Apocalipse está nas ruas, no dia-a-dia de cada um. É o meu povo que sofre, o povo da rua, o pobre. É dele que estou falando". No entanto ele se mostrava profético em seu otimismo sobre o futuro do reggae: "o reggae não é nenhuma moda, agora está havendo um revival do ska (ver Skarcéu) e quem está ouvindo essa musica é a geração jovem, até brancos. Isso é salutar como uma semente bem regada, não é uma moda. Isso vai crescer. Espere só, mon". Bob Marley e amigos partiram na mesma tarde do dia 20 de março, quinta-feira, para a Jamaica.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Junior Marvin contou&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;que durante essa viagem Bob começou a compor várias músicas que ficariam inacabadas. Contou também que eles planejavam incluir o Brasil na turnê mundial que aconteceria no segundo semestre de 80 e o Inner Circle iria abrir os shows, o que foi citado por vários jornais da época. No entanto, dois dias depois de voltar à Jamaica, no dia 23 de março, Jacob Miller morreria num acidente de carro &lt;st1:personname productid="em Kingston. No" st="on"&gt;em Kingston. No&lt;/st1:personname&gt; final, do mesmo ano, Bob Marley sentiu de maneira contundente os sintomas da doença que o levaria &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;a morte &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;em maio de &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;19&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;81&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O sonho de uma apresentação de Bob Marley no Brasil jamais se concretizou, mas ao menos tivemos a oportunidade de conhecer outro lado de suas personalidade, mostrando que longe dos palcos e dos estúdios ele era apenas uma pessoa como qualquer outra. Todos os jornais que cobriram sua visita destacaram o fato de que ele se mostrava sempre acessível e disposto, sem traço de estrelismo. Esta vinda ao Brasil foi ofuscada na biografia de Bob Marley pela apresentação na festa da independência do Zimbabwe, que aconteceria menos de um m&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;ê&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;s depois. Mas para quem sente a sua música bater com toda força sem causar dor, esta é uma lembrança inestimável.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;As declarações de Bob Marley foram dadas aos seguintes jornais: Jornal do Brasil, O Globo, Folha de São Paulo, Jornal da Tarde. Colaboração: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;r. Yassuo Ono, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;ra Helena Faria (arquivo JB), &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;r. Geraldo Carvalho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Este artigo foi traduzido para a língua inglesa e publicado na revista The Beat e no jornal Reggae Roots International&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Confira nesta super entrevista as impressões que o rei teve do Brasil e as mensagens passadas por ele&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Na manhã do último dia que Bob passou no Brasil, terça feira, 20 de março, uma conferência de imprensa foi organizada às pressas, pois provavelmente ninguém pensou em fazê-la na manhã anterior. Mas mais uma vez, os jornalistas se atrasaram e a conferência acabou sendo bem curta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Durante a entrevista, ele declarou que "Músicos devem ser porta-vozes para as massas oprimidas. No nosso caso, a responsabilidade é ainda maior por causa de nossas crenças religiosas. A filosofia do reggae explica tudo isso. O reggae se propagou a partir dos guetos, e tem sido sempre fiel a suas origens, trazendo ao mundo uma mensagem de revolta, protesto e luta pelos direitos humanos."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  lang="EN-US" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;"O apocalipse está nas ruas, na vida diária de cada um. É o meu povo que sofre, o homem na rua, o pobre, é deles que eu falo."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;"  lang="EN-US"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Aqui estão mais alguns trechos da entrevista:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;"  lang="EN-US"&gt;(&lt;b&gt;P:&lt;/b&gt; Pergunta.  &lt;b&gt;R:&lt;/b&gt; Resposta.)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;P:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; "Você está gostando desta viagem? O que você acha da música brasileira?" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;R:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; "Bom...Eu amo o futebol brasileiro, e nós ouvimos falar muito do Brasil durante a Copa do Mundo. O Brasil é sempre o primeiro time a ser mencionado na TV e nos jornais. Paulo César é o meu jogador favorito." &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;P:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; "Gilberto Gil vendeu 500 mil cópias de "Não chores mais" no Brasil. Como você explica isso?" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;R:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; " Bom, é fácil de explicar... O reggae tem o mesmo gosto que vocês conhecem, as mesmas raízes e a temperatura que o samba tem. Nós somos próximos." &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;P:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; "Você vê Bob Marley como um superstar do rock? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;R:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; Não cara....isso é um engano sabe? E eu toco reggae...não rock!!! (&lt;i&gt;risadas&lt;/i&gt;). Eu não sou um "Mick Jagger", minha música transmite outra mensagem. E o reggae não é uma música momentânea como o Twist foi. Na Inglaterra, o Ska está voltando às rádios, e quem está ouvindo é a nova geração, até mesmo os brancos. O reggae está crescendo cara.....apenas espere e veja...." &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;P:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; "Bob, você pode mandar uma mensagem para o povo brasileiro?" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;R:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; "Cara, é fácil perceber que os brasileiros tem ritmo, tem bossa, não apenas no jeito que eles se movimentam e falam, mas no interesse que eles mostram pela música, em todas as manifestações musicais. Eu gostaria muito de ter a oportunidade de um dia ter uma relação profunda com os brasileiros. Eu acabei de passar apenas 2 dias aqui, mas tenho curtido muito todo o tempo que passei, e tive a chance de conhecer músicos que fazem um bom trabalho, como Gilberto Gil. Eu joguei um pouco de futebol e vou voltar em setembro para jogar aqui e para ficar mas próximo das pessoas."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Por:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; Léo Vidigal.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Massive Reggae&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Todo Material desta seção são reservados para Massive Reggae&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Todos os Direitos Reservados.&lt;br /&gt;Proibida a copia sem a autorização segundo a lei nº 5.988 14/12/1973.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;fonte: reggae.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-7391504485559479786?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/7391504485559479786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=7391504485559479786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7391504485559479786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7391504485559479786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/bob-marley-no-brasil.html' title='BOB MARLEY NO BRASIL'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jmUTt0BpI/AAAAAAAAABY/UjQr-cc5ll4/s72-c/bobbrasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-287248869641670463</id><published>2008-01-24T10:46:00.001-08:00</published><updated>2008-01-24T10:55:12.514-08:00</updated><title type='text'>Joseph Hill 1949-2006</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jdajt0BnI/AAAAAAAAABI/1KVyzM1bkCo/s1600-h/cul_brazil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jdajt0BnI/AAAAAAAAABI/1KVyzM1bkCo/s320/cul_brazil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159116821486634610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O cantor e compositor Joseph Hill, líder do influente grupo Culture, é mais um personagem importante na história do reggae que se foi em 2006. Nascido no dia 22 de janeiro de 1949 no interior da Jamaica, Hill teve sua primeira oportunidade no Studio One, como a maior parte dos artistas de sua geração. O primeiro compacto solo foi “Behold the land”, gravado no lendário estúdio de Coxsonne Dodd com o grupo residente Soul Defenders, onde Hill também tocava percussão. O Culture, chamado primeiramente de African Disciples, foi formado logo depois, em 1976. Era composto por Joseph Hill, seu primo Albert “Ralph” Walker (que, segundo Hill, foi quem primeiro teve a idéia de formar o grupo) e Kenneth Paley. O trio vocal gravou seus primeiros compactos para Joe Gibbs e depois para Sonia Pottinger (do selo High Note, herdeiro do lendário estúdio Treasure Isle).&lt;br /&gt;     O Culture ganhou notoriedade graças a “Two Sevens Clash”, composição de Hill baseada livremente em uma profecia de Marcus Garvey. A letra advertia que coisas terríveis iriam acontecer no dia sete de julho de 1977 (07/07/77), se valendo da antiga simbologia em torno desse número e acrescentando a ela o milenarismo rastafariano (os rastafaris pregam que serão salvos no Juízo Final previsto no Livro das Revelações, que fecha a Bíblia). No dia anunciado pela música, várias lojas e escolas não abriram e boa parte dos habitantes da Jamaica ficou em suas casas, esperando pelo pior. Pelo que se sabe nada de grave aconteceu, mas o trio acabou chamando a atenção da imprensa jamaicana e britânica (o que colaborou também para difundir as crenças rasta), além de atrair a simpatia do movimento punk, que naquela época mantinha uma relação estreita com o reggae. Tanto que, logo depois de acabar com o Sex Pistols, o vocalista John Lydon trabalhou por algum tempo para a gravadora inglesa Virgin, chegando na Jamaica em 1978 para selecionar alguns artistas que fariam parte do selo Front Line, especializado &lt;st1:personname productid="em reggae. O Culture" st="on"&gt;em reggae. O Culture&lt;/st1:personname&gt; seria um dos primeiros a assinar um vantajoso contrato com a Virgin e se beneficiar da distribuição internacional de seu trabalho. No entanto o falecimento de Bob Marley, em 1981, causou um retrocesso no caminho da difusão do reggae e uma das “baixas” foi o selo virginiano.&lt;br /&gt;     Tal situação acabou fazendo com que o trio se separasse entre 1982 e 1986, mas foi um período curto se comparado com os 26 anos em que estiveram juntos, sempre tocando com a nata dos instrumentistas jamaicanos e se estabelecendo como um dos mais produtivos grupos vocais da Jamaica. Depois da pausa o grupo voltou com um som mais moderno, embora ainda centrado nas mensagens rastafari e sem se adaptar totalmente ao dancehall, que já dominava as paradas da ilha. Até o fatídico 19 de agosto, quando Joseph Hill teve um colapso na Alemanha que tirou sua vida, lançaram 22 álbuns originais, dois de dub e um ao vivo por gravadoras importantes como a Ras Records, Shanachie, VP e Heartbeat. O Culture se manteve como um dos mais respeitados representantes do roots reggae, se apresentando sempre com muito sucesso em todo o mundo, inclusive no Brasil. As performances dinâmicas e elétricas de Joseph Hill deixavam a todos boquiabertos, se perguntando onde ele conseguia tanta energia. Hill e seus companheiros de Culture eram bem-sucedidos em unir as mensagens do rastafarianismo com o domínio completo das harmonias vocais, chegando a um estilo musical que, ao mesmo tempo em que elevava o ouvinte espiritualmente, o fazia pensar e também se movimentar ao som do reggae.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;O Culture faz parte da história afetiva de muitos reggaeiros. Por exemplo, era com o hino “Jah Rastafari” (do álbum “Nuff Crisis”, de 1988) que a Radiola Sound System, costumava abrir suas apresentações &lt;st1:personname productid="em Belo Horizonte" st="on"&gt;em Belo Horizonte&lt;/st1:personname&gt; no início dos anos 1990. Fauzi Beydoun conviveu com Joseph Hill e lembra com saudade da sua vinda ao Brasil, quando este passou pelo Maranhão. O cantor também fez um breve mas marcante depoimento para a apresentadora e diretora Carolina Sá no documentário “Música Libre”, veiculado em 2003 na TV à cabo brasileira. Nele o espirituoso rastaman diz: “Existe uma batida no reggae que ninguém pode tocar. Só é percebida por músicos inspirados”. Quando a apresentadora pergunta que batida é essa, ele responde rindo: “Não posso dizer. Você mesma tem que ouvir”. Para manter o legado de Joseph Hill, os integrantes do Culture resolveram continuar, substituindo o vocalista e líder por seu filho, Kenyatta. Estiveram no Brasil recentemente se apresentando com essa formação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;Um tributo oficial com fotos, depoimentos e clipping com notícias sobre seu falecimento em alguns dos principais veículos da imprensa, pode ser visto em &lt;a href="http://www.consciousparty.com/joehilltributebook.html" target="_blank"&gt;http://www.consciousparty.com/joehilltributebook.html&lt;/a&gt;. Nele está anunciado um show gratuito em sua homenagem, que foi realizado em Kinston no dia 06 de setembro com a participação de artistas como U Roy, Big Youth, Lloyd Parks, Josey Wales, Bob Andy, Luciano, Anthony B, Tony Rebel, entre muitos outros. A valiosa contribuição de Joseph Hill para a música jamaicana e mundial jamais será perdida, pois sua memória estará sempre viva para todos os que tiveram o privilégio de estar na sua presença, assistir a um de seus shows ou mesmo escutar a um dos inúmeros clássicos imortalizados nas gravações e vídeos por ele registrados. Obrigado Culture man!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;Discografia de Joseph Hill e do Culture (Álbuns)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;    * Two Sevens Clash (Joe Gibbs)&lt;br /&gt;   * Baldhead Bridge (Joe Gibbs)&lt;br /&gt;   * Africa Stands Alone (April Records)&lt;br /&gt;   * More Culture a.k.a. Innocent Blood (Joe Gibbs)&lt;br /&gt;   * Harder Than The Rest (High Note)&lt;br /&gt;   * Culture Dub a.k.a. Culture In Dub (High Note)&lt;br /&gt;   * Cumbulo (High Note)&lt;br /&gt;   * International Herb (High Note)&lt;br /&gt;   * Lion Rock (Sonic Sounds)&lt;br /&gt;   * Culture At Work (Blue Mountain)&lt;br /&gt;   * Culture In Culture a.k.a. Peace And Love (Music Track)&lt;br /&gt;   * Nuff Crisis (Blue Mountain)&lt;br /&gt;   * Good Things (Sonic Sounds/RAS)&lt;br /&gt;   * Three Sides Of My Story (Shanachie)&lt;br /&gt;   * Wings Of A Dove (Shanachie)&lt;br /&gt;   * Trod On (Heartbeat)&lt;br /&gt;   * One Stone (RAS)&lt;br /&gt;   * Stoned (RAS)&lt;br /&gt;   * Trust Me (RAS)&lt;br /&gt;   * Cultural Livity - Live Culture '98 (RAS)&lt;br /&gt;   * Payday (RAS)&lt;br /&gt;   * Humble African (VP Records)&lt;br /&gt;   * Scientist Dubs Culture Into A Parallel Universe (RAS)&lt;br /&gt;   * World Peace (Heartbeat)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-287248869641670463?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/287248869641670463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=287248869641670463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/287248869641670463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/287248869641670463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/joseph-hill-1949-2006.html' title='Joseph Hill 1949-2006'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jdajt0BnI/AAAAAAAAABI/1KVyzM1bkCo/s72-c/cul_brazil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-8625030899433081479</id><published>2008-01-24T10:33:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T10:41:44.086-08:00</updated><title type='text'>Stanley Beckford (1942-2007) – uma vida reggaementando a música</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jbhTt0BmI/AAAAAAAAABA/C4hQKwtK8yc/s1600-h/beckford_001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jbhTt0BmI/AAAAAAAAABA/C4hQKwtK8yc/s320/beckford_001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159114738427496034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;        O cantor jamaicano de reggae e mento enfrentou a mais dura batalha de sua vida nesse ano, vindo a falecer no final de março.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;"  &gt;      Stanley Beckford nasceu em 17 de fevereiro de 1942, no condado jamaicano de Portland, vindo a perder os pais muito cedo, tendo, por isso, que sair de sua terra para se estabelecer em Kingston, junto com sua irmã Beryl. Depois de cantar em igrejas e participar de concursos de calouros, Stanley se juntou aos Starlights em 1960 e gravou com eles diversos discos até 1978. Dois anos depois formou o grupo Stanley and the Turbines com Vallin Powell e Milton Ford, para se apresentar no Festival da Canção Popular da Jamaica, o mais importante do país. Com eles ou como artista solo, Beckford ganhou quatro vezes esse festival, com as canções “Dreamin' Of A New Jamaica”, “Dem Haffi Squirm”, “Dem A Pollute” e “Fi Wi Island a Boom”, a responsável por sua última vitória, em 2000. Nesse ano ele ainda ganhou o troféu de melhor performance no palco. Quem presenciou os seus shows garante que ele sempre se apresentava com uma reserva de energia inigualável, combinando sua música com o gingado característico. O estilo vocal de Beckford, que segundo estudiosos é muito semelhante ao cantor de mento Harold Richardson, era perfeito para versões de antigas canções tradicionais, como "Balm Yard", "Big Bamboo", "Dip Dem", "Samfie Man", "Chi Chi Bud", "China Man From Montego Bay", entre outras, fazendo com que sua música fosse às vezes denominada de “mento-reggae”. No começo dessa década ele passou a se apresentar com a Rod Dennis Mento Band no circuito de hotéis e, depois de um tempo sem gravar, lançou discos no mercado francês, como “Reggaemento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele também era um compositor de sucesso, com músicas como “Soldering”, “Donkey Man”, “Broom Weed” e “Mama D”. As suas origens na tradição oral do campo se fazem sentir quando compõe uma música. Em uma entrevista garantiu que para criar só precisava “de um pouco de rum, um cigarro e um violão”. “E para saber o que fiz”, acrescentava, “você precisa me ouvir, porque não escrevo nada no papel, fica tudo na cabeça”. Suas letras tratavam da vida no campo e suas peculiaridades, algumas vezes carregando no duplo sentido e mostrando que a vida sexual das velhas gerações era mais apimentada do que muitos pensam. Apesar da sua popularidade, principalmente no interior, estava difícil gravar na Jamaica ultimamente, porque segundo ele, “a indústria musical está em baixa”, mas de vez em quando fazia dubplates para sobreviver, colocando voz em versões exclusivas de músicas dele e de outros, para sound-systems do Japão e da França. “Se o produtor certo aparecer e trabalhar para valer, gravo para ele”, garantia. Mas isso não era nada para quem sempre trabalhou duro: “já trabalhei como chef em um restaurante e também cozinhei para a polícia”. Mas seu maior orgulho nos últimos anos era o sucesso que fez no Maranhão, o que certamente foi decisivo para que ele pudesse reerguer sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o jornal jamaicano Daily Gleaner, Beckford declarou que “quando vou lá a polícia tem que fazer um esquema especial no aeroporto. O pessoal fica louco quando vê o Eric Donaldson, o Jimmy London e eu. Cantamos lá para mais de 250 mil pessoas”, mostrando depois para o jornalista um pouco de português que aprendeu no Brasil. A primeira vez &lt;st1:personname productid="em que Beckford" st="on"&gt;em que Beckford&lt;/st1:personname&gt; se apresentou &lt;st1:personname productid="em São Luís" st="on"&gt;em São Luís&lt;/st1:personname&gt; foi no I Festival da Integração realizado em setembro de 1993. Ele voltou à capital maranhense por mais duas vezes e em outras três ocasiões fez shows em Salvador, sendo que uma delas foi transmitida pela TV educativa baiana. Mas já fazia algum tempo que ele não voltava às terras brasileiras, o que pode ser creditado aos problemas de saúde que vinha tendo nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso, uma matéria da imprensa jamaicana, do final de 2006, não trazia notícias muito boas, dando conta de que Stanley teria sido diagnosticado como portador de um tumor na garganta. Na época ele comentou para o jornal que “Graças a Deus estou me sentindo melhor do que antes agora que comecei a tomar a medicação”. Contando com a preciosa ajuda de sua esposa Thelma, ele dizia que “não posso me queixar, pois ela está pronta para cuidar de mim”. Sobre sua carreira, dizia que ainda conseguia cantar, mas que não sabia se poderia continuar a fazer shows e compor regularmente, “estou nas mãos de Deus”, ele afirmou, mas não se sentia triste porque “compus tantas canções que foram para o topo das paradas, como ‘Soldering’, ‘Kisiloo’, ‘Brown Gyal’, além das que ganharam os festivais”. A única coisa que o aborrecia é que os artistas veteranos muitas vezes não recebiam o que deveriam pelos discos gravados em tantos anos e pelos shows: “não recebemos nossa parte de direito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o tumor foi diagnosticado tarde demais e o tratamento não foi suficiente para revertê-lo. Beckford morreu nos braços da sua esposa no último dia 31 de março, deixando ainda cinco filhas e dois filhos, todos vivendo fora da Jamaica. Stanley Beckford deixou um legado importante para a música jamaicana, retomando e reelaborando algumas das formas musicais mais básicas produzidas na ilha. Deixou também uma legião de fãs no Brasil e na Jamaica, unindo os dois países na admiração pela música do cantor e compositor, que cantava a vida simples com lirismo e irreverência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-8625030899433081479?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/8625030899433081479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=8625030899433081479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8625030899433081479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8625030899433081479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/stanley-beckford-1942-2007-uma-vida_24.html' title='Stanley Beckford (1942-2007) – uma vida reggaementando a música'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jbhTt0BmI/AAAAAAAAABA/C4hQKwtK8yc/s72-c/beckford_001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-7792671783055924076</id><published>2008-01-24T09:26:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T09:50:42.470-08:00</updated><title type='text'>Elas Estão dominando o reggae</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jMxzt0BlI/AAAAAAAAAA4/SnnYnBbIftM/s1600-h/Elas+est%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jMxzt0BlI/AAAAAAAAAA4/SnnYnBbIftM/s320/Elas+est%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159098529220920914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 120%; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 120%; color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;          Elas estão tomando conta de um posto que antes era ocupado somente por homens: são as DJs de São Luís que se dedicam a tocar reggae roots. Elas já têm até uma denominação própria, as DJ’ias (deejyêias), batizado pelo regueiro Ademar Danilo. Os exemplos que podemos citar são muitos: Josy D’Jah, Nega Glícia, Cicinha Roots, Rose Black, Macicó e Rose Bombom que, com muito talento, procuram agradar os amantes das “pedras” que rolam nos salões de reggae de São Luís. A precursora desse movimento foi Nega Glícia que se tornou DJ meio que por acaso. Como já trabalhava com produção cultural e acompanhava Andrezinho Vibration em suas apresentações, encontrou no reggae uma maneira de divulgar suas idéias e lutar por aquilo que acredita. “Eu não vejo o reggae somente dessa forma lúdica como muitos o vêem; pelo contrário, é uma forma de lutar por um movimento, de respeitar minha raiz, de passar uma boa mensagem. Quero botar uma música e fazer com que as pessoas pensem no que estão ouvindo, é uma maneira de conscientização”, diz Nega Glícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;     A sua estréia foi há três anos e, no início, enfrentou muita discriminação por parte de outros DJs de reggae roots da cidade. “As pessoas perguntavam se eu era a mulher de Andrézinho Vibration. Quer dizer que pra eu tocar eu tinha que ser mulher de alguém? Não poderia chegar lá por conta própria?”, questiona. Mesmo assim, Nega Glícia não desistiu e insistiu no ofício que tem rendido bons frutos. As seqüências da DJ são conhecidas por ter muito reggae nacional, algo que ela sempre privilegiou. “Eu recebo muito material de outros estados, estou sempre em contato com bandas de todo o Brasil. As pessoas que conhecem meu trabalho já me indicam”, conta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Engajada socialmente, Glícia encontrou no ritmo jamaicano uma maneira de tratar de assuntos sérios, como desigualdade social, Doenças Sexualmente Transmissíveis, entre outros. “Na periferia as pessoas curtem muito reggae, então quando tem uma palestra, solto uma seqüência que, com certeza, já vai animando a galera. Quero fazer um trabalho diferente”, diz a DJ.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Seguindo o mesmo caminho está Josy Dominici, que é conhecida no mundo do reggae pelo nome artístico de Josy D’Jah. O ritmo jamaicano sempre esteve presente em sua vida, por influência dos pais. Aos poucos foi colecionando muitas músicas, algumas garimpadas da internet e outras obras raras que descobriu em sua própria casa. Há dois anos, conheceu o DJ Ademar Danilo que, impressionado com o rico material de Josy, a convidou para tocar no Roots Bar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;“Eu fiquei muito nervosa e preocupada com o que o pessoal iria achar. No começo algumas pessoas reclamaram, mas depois curtiram muito a minha seqüência”, recorda Josy D’Jah. Os motivos das reclamações, segundo ela, foram dois: o fato de ser uma mulher e ser nova – ela tinha apenas 22 anos. “As pessoas estranharam, tive que vencer esses dois preconceitos, até porque era só homem que botava o som, mas hoje está tudo tranqüilo, as pessoas respeitam e gostam da música que coloco”, diz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;A origem do material continua sendo a internet e conta ainda com a ajuda de outros DJs. “Nunca tive problemas com outros DJs, pelo contrário, eles sempre ajudaram, inclusive emprestando material”, conta. Para suas apresentações, Josy vai munida de 20 MDs, contendo cada um uma média de 25 músicas. Suas seqüências são conhecidas por ter poucas falas e muito reggae roots.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;“Eu procurei ser autêntica e fazer um som que se diferenciasse dos outros. Antes de eu ser DJ, sou público, também procuro pensar em canções que irão agradar as pessoas, para que elas dancem e curtam o som. Boto aquilo que gosto de ouvir”, define.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Tem gente boa iniciando também. É o caso de Cicinha Roots, que há dois meses, quando estava no Mr. Frog, disse para o DJ Mad Marley que adoraria fazer discotecagem roots. “Disse de forma despretensiosa e no fim de semana seguinte ele me convidou para tocar. Fiquei muito feliz e não consegui parar mais”, diz Cicinha Roots.&lt;br /&gt;Logo na estréia, a DJ agradou ao público. “Acho que meu foco, que é o reggae nacional, despertou algo nas pessoas e foi isso que me fez continuar. A sensibilidade das mulheres faz com que a gente sinta o que o pessoal quer curtir e isso só nos ajuda”, conta.&lt;br /&gt;O importante para ela é que as mulheres conquistem mais espaço na discotecagem. “É um espaço que está sendo conquistado aos poucos, mas que já tem um destaque. O pessoal tem recebido muito bem a idéia”, fala. “A intenção não é ser só uma ‘DJ de saia’. Queremos fazer a diferença, mostrar que podemos fazer um trabalho consciente e com conteúdo”, endossa Nega Glícia&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 120%; color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-7792671783055924076?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/7792671783055924076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=7792671783055924076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7792671783055924076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/7792671783055924076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/elas-esto-tomando-conta-de-um-posto-que.html' title='Elas Estão dominando o reggae'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5jMxzt0BlI/AAAAAAAAAA4/SnnYnBbIftM/s72-c/Elas+est%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-802951206905042543</id><published>2008-01-24T08:25:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T10:06:31.059-08:00</updated><title type='text'>Vida longa para o nosso bom e velho Roots Reggae!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Em idos de 1991, auge das viagens dos radioleiros de          São Luis para Jamaica, Londres e outros recônditos por onde          se escondiam as pedras, ouvi no programa do saudoso Carlos Nina o Serralheiro          afirmando que tinha discos e músicas para rolar até o ano          2000. Àquela época o ano de 2000 parecia que nunca chegaria,          não raras eram as especulações sobre o fim dos tempos.&lt;br /&gt;       E não é que as profecias se revelaram verdadeira! Pelo menos          para aqueles que pensavam ser eterno o estilo de reggae que ouviam desde          a década de 70 até findos dos anos 90. Os tempos daquele          estilo de reggae que consagrou São Luis no cenário nacional          e mundial, mostrando que um pedaço da Jamaica residia aqui, foi          sendo pouco a pouco sobreposto por uma tendência musical deveras          apelativa, movida tão somente por interesses econômicos e          com um descaso patente com relação à qualidade.&lt;br /&gt;       Não quero aqui evocar a eterna luta que se trava aqui entre os          adeptos do Roots tradicional e os arautos do Reggae produzido a partir          do fim dos anos 90 tendo como destinatário os donos de radiolas          (chamado de eletrônico ou robozinho). Pelo contrário, defendo          que cada pessoa tem o livre arbítrio para ouvir o que quiser. Democracia          é isso: respeito à pluralidade, às diferenças          e o direito de poder escolher.&lt;br /&gt;       Para minha felicidade, o estilo de reggae que escolhi gostar e ouvir,          o reggae roots que se filia à tradição herdada de          nomes já gravados na história como Joe Higgs, Bob Marley,          Ijahman Levy, Max Romeo, Owen Gray, Jonh Holt, Gregory Isaacs, mesmo diante          de todo o poder da mídia, via programas de rádio e televisão,          via radiolas, mesmo nadando contra toda essa forte correnteza, o velho          roots sobrevive.&lt;br /&gt;       Anima-me e muito ver que os grupos de colecionadores vêm cada vez          mais se organizando, realizando eventos, que estão incansavelmente          atrás de materiais musicais novos. Materiais esses que tem um único          parâmetro: a qualidade.&lt;br /&gt;       Alegra-me ver que os bares especializados no bom roots estão dia          a dia se proliferando pela cidade, atraindo número cada vez maior          de adeptos e freqüentadores.&lt;br /&gt;       Deixa-me com um largo sorriso ouvir em rádios em que os programas          de reggae pertencem a donos de radiola, músicas como “You          Never Get Away” do Boris Gardiner, “Signs and Wonders”          do Don Gordon, “Back Staba” dos Israel Vibration, ou mesmo          a já consagrada “So Long” do Keith Drummond &amp;amp; The          Cables, conhecida também como melô do Trapiche.&lt;br /&gt;       Isso me deixa ainda mais convencido de que o bom roots nunca se esvairá,          e que existe espaço para ele em qualquer ambiente que evoque o          nome Reggae.&lt;br /&gt;       A primeira década deste nosso pueril século XXI que começa          tem nos mostrado que, se por um lado o reggae em São Luis sofreu          uma drástica mudança onde roots tradicional fora solapado          pelo reggae produzido aqui, nos mostra também que a vitalidade          das pedras dos bons tempos está cada vez mais evidente, e que os          amantes, apreciadores e colecionadores ainda vão ter muito o que          ouvir, dançar e difundir.&lt;br /&gt;       Vida longa para o nosso bom e velho Roots Reggae!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;By: Ronald Corrêa*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;              &lt;p&gt;* Pedagogo, Acadêmico de Direito e apreciador e colecionador do verdadeiro Roots.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-802951206905042543?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/802951206905042543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=802951206905042543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/802951206905042543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/802951206905042543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/por-ronald-corra.html' title='Vida longa para o nosso bom e velho Roots Reggae!'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-5584603790117786539</id><published>2008-01-21T17:03:00.000-08:00</published><updated>2008-01-21T17:11:13.914-08:00</updated><title type='text'>Justin Hinds and The Dominoes - Jezebel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5VCYfcT9tI/AAAAAAAAAAc/h1bc8PvFSo0/s1600-h/2070.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5VCYfcT9tI/AAAAAAAAAAc/h1bc8PvFSo0/s320/2070.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158101936747312850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;     As ruas de Kingston tinham cheiro de música, Orange Street, Marcus Garvey Av., etc. Um dos discos mais esperados é lançado. Jezebel, o incrível LP de um veterano da música jamaicana, Justin Hinds. Desde o ska, rocksteady e early reggae, uma estrela. O disco traz uma excelente produção, com alguns dos melhores músicos do reggae: Leroy "Horsemouth" Wallace (aquele do filme Rockers), Robbie Shakespear, Tony Chin, Dirty Harry, Vin Gordon ( o filho de Don Drummond), Bobby Ellis, e nos backing vocals: The Dominoes. Um time escolhido a dedo para uma produção de qualidade. Mas o que impressiona, é que o "Jezebel" foi lançado pela "Island". Sabe-se muito bem que as produções da Island são de um outro estilo, principalmente One Drop, como Bob Marley, Pablo Moses, Delroy Washington, etc. O roots reggae de Justin Hinds, certamente é uma exceção à tentativa dos executivos da Island de mostrar o reggae como música de "negros hippies" ou coisa do tipo, mostrando que o reggae tem bem mais talentos do que Bob e companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justin, nasceu em 1942, em Ocho Rios, e aos 17 anos foi para Kingston, para tentar a sorte na música. Acabou conhecendo mais sobre o movimento negro e as idéias Rastafari, que embasaram alguns de seus trabalhos. Rejeitado por Sir Coxone Dodd, que errou feio, desta vez, Justin acabou encontrando apoio com Duke Reid, que produziu boa parte dos seus trabalhos e fez do jovem talento um cantor conhecido na ilha. O disco Jezebel é o resurgir de Justin, contratado pela Island, após a morte de Duke Reid em 1974. Justin, na década de 80 e 90 fez uma série de bons trabalhos, mostrando que o "roots" está no espírito e não na época em que se grava. Há pouco tempo atrás Justin, realizou o projeto "Jamaica All-Stars", junto com Johnny Moore (o Dizzy, ex-Skatalites), Skully Simms e Sparrow Martin. O projeto, que chegou a se apresentar no festival Rototom, e gravar alguns cds sensacionais, foi interrompido pela morte de Justin, em 16 de março de 2005, vítima de complicações de um câncer. Pouco antes, Justin havia visitado o Brasil, fazendo algumas apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco traz alguns dos sucessos de Justin, como Natty Take Over, do filme Rockers, e Fire, uma música linda, sucesso do reggae nas radiolas de São Luís e de outros estados. Além disso, o clássico Carry Go Bring Come, que imortalizou a voz de Justin Hinds no hall das inesquecíveis da música jamaicana. Simplesmente, reggae de qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-5584603790117786539?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/5584603790117786539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=5584603790117786539' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/5584603790117786539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/5584603790117786539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/justin-hinds-and-dominoes-jezebel.html' title='Justin Hinds and The Dominoes - Jezebel'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5VCYfcT9tI/AAAAAAAAAAc/h1bc8PvFSo0/s72-c/2070.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-8933018140570944324</id><published>2008-01-21T11:01:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T08:13:12.932-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ronnie Santos'/><title type='text'>Dicas para fazer Dreadlocks</title><content type='html'>Movido pela curiosidade e pelo ímpeto de informar as pessoas que perguntam constantemente como fazer as dread, resolvi pesquisar em vários sites relacionados com rastafariamismo, dreadlocks, etc., e fiz um apanhado geral. A partir daí dei o formato mais brasileiro possível que vocês poderão ver abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dreadlocks podem crescer praticamente em qualquer tipo de cabelo, sem importar cor, nem se é grosso ou fino. Mas alguns tipos de cabelo necessitam mais cuidados e trabalho que outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Dreads não é um penteado que aparece de um dia para outro, senão que necessitam tempo e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenham em conta que para ter umas boas dreads se necessita um mínimo de 6 meses de trabalho e cuidados. As dreadlocks não são sujas como a maioria das pessoas crê. Podem ser sujas se não as lava, mas as dreadlocks há que cuidá-las e manter-las limpas e saudáveis para um melhor resultado. Inclusive se apertam melhor se as mantém limpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora duas coisas importantes... Nunca usar bálsamos ou condicionadores para o cabelo nem penteá-los, especialmente durante o processo de crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente depois de uns 6 meses poderás usar condicionador para o cabelo, já que as dreads estarão suficientemente apertadas que nenhum tipo destes produtos poderá solta-las, mas o melhor é não usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, os cabelos necessitam ter pelos menos no mínimo de 7 centímetros de comprimento (começar os dreadlocks com o cabelo mais curto é bastante trabalhoso, mas uma vez que cresçam ficara realmente bem) e deixar de pentear ou escovar, a idéia é que o cabelo se enrede num emaranhado. Para ajudar este processo podes fazer duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   * Emaranhar e enredar o cabelo do inicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   * Usar as coisas corretas para enredar o cabelo, especialmente durante o processo em que estão recém formando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para enredar o cabelo, podes usar uma escova de dentes ou uma escova fina (como os de cachorros com muito pelo), tomando um pouco de cabelo onde queres que cresçam os dreads, penteando ao revés (das pontas a raiz). Aqui se alguém puder ajudar-te, genial, já que só te custará um pouco, especialmente na parte detrás de tua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras dreads começam a aparecer em 4 a 5 semanas. Uma vez que as dreads comecem a formar-se, colocar elásticos (sim!, elásticos) um em cada extremo de cada dread de tua cabeça; o que estiver mais próxima da raiz poderás tirar em poucas semanas (quando a raiz já estiver formada), mas o das pontas é melhor deixar-lo até que as pontas tomem forma e não se desenredem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo este processo e enquanto tenhas dreadlocks na cabeça, é bom usar algum tipo de óleo natural para o cabelo como 'óleo de Coco', aplicas este óleo sobre a cabeça e sobre cada dread e o deixas atuar (o ideal é por toda uma noite ou mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não use produtos como manteiga de cacau, pasta de dentes, ovos, mel ou qualquer coisa similar, estes só farão dano ao cabelo e farão com que as dreadlocks fiquem sujas e feias. Obviamente, o melhor produto para usar se chama "Dread Wax" e se vende nos EUA., assim que podes encarregá-lo ou que alguém o traga, genial. Pode-se pedir Via Internet na página www.dreadheadhq.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LAVAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitas manter o Cabelo limpo para que as Dreads cresçam melhor, o ideal é lavá-las a cada 5 dias quando estão formando-se. Durante as primeiras semanas de crescimento (ou de desenvolvimento), o melhor é por uma meia de lycra daquelas que as mulheres usam nas pernas na cabeça e lavar-los através dela, desta forma se previne que se desarmem e desenredem, especialmente durante o primeiro mês de crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavar o cabelo é realmente importante, alguns xampus têm condicionadores, suavizantes e outros aditivos que fazem com que os cabelos cheirem bem e se sinta suave... Mas aqui isto não nos interessa, assim que olhe bem o produto que estas usando e trata de escolher produtos que não contenha nenhuma destas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto importante durante a lavagem: ENXAGUA BEM O CABELO, ELIMINANDO TODO RESIDUO DE XAMPU, isto pode fazer com que o cabelo se solte, ademais de danificá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRABALHAR AS DREDLOCKS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens que enrolar-las e enredar-las todo o tempo, faça com os dedos e mãos. Quantos mais o faças, mais rápido se formarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que ajuda muitíssimo é a água do mar, molha-as duas vezes na  semana e deixa-as secar ao sol. Se não tens um mar próximo, existe um produto em spray para fazer o cabelo crespo (ou ondulado) ... Mas não funciona tão bem como nosso maravilhoso oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dreads ficarão cada vez melhor quanto mais longas estejam e especialmente se a cuidas; uma vez que as dreadlocks madurem, não é necessário fazer muito para mante-las, o único que sempre há que fazer é enredar as pontas e a raiz de cada dreadlock e usar óleo de coco de vez em quando (já não necessitaras deixá-lo atuar por toda a noite) antes de lavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o cabelo seca e fica quebradiço, é necessário um suplemento de vitamina E, que porá saudável, inclusive podes usar um xampu com esta vitamina (sempre que não tenha condicionadores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO DORMIR COM AS DREADS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dormir com as dreadlocks (seguramente te molestaram até que te acostumes) por um Tam (gorro rasta) ou em uma meia de lycra (como para lavá-los quando estão crescendo), o que fará com que também se enredem cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PICAZON?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eliminar a coceira que te podes sentir em algum momento podes fazer o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   * Enxágua completamente os resíduos de xampu (ou o produto que uses), aperta cada dread para que todos os resíduos saiam, debaixo de um jorro de água limpa; usualmente as coceiras provem de um mal enxágüe.&lt;br /&gt;   * 9 partes de água e 1 parte de vinagre põe na cabeça e assegura-te que atue no couro cabeludo, deixá-lo atuar por 5 a 10 minutos e enxaguá-lo completamente, não te preocupes pelo vinagre, tua cabeça não ficara mal cheirosa se o enxáguas bem.&lt;br /&gt;   * Consegues um pouco de arruda fresca e põe para ferver até que a água escureça, deixe esfriar, põe em uma garrafa spray e molha completamente o couro cabeludo, NÂO ENXAGUES, assim o dreads cheiraram muito bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASPA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor para a caspa é conseguir algum tipo de óleo homeopático para caspa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DREADS DE COR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres ter as dreads de cor, o melhor é tingir o cabelo antes. Se já tens dreads e queres tingi-los, é importante té-las bem formados e firmes, mas não maltrates as dreads, já que podem secar-se, perderam brilho e se quebraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que acontece se não queres mais as dreadlocks?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenredar o cabelo será uma tarefa praticamente impossível, isto não significa que terás as dreads para sempre, mas terá que cortar teu cabelo o suficientemente curto (5 centímetros) para poder desenredá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ter as dreads de um tamanho determinado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Dreads crescem mais lento que um cabelo normal, assim que não ha problema com o comprimento das dreads, mas se em algum momento queres cortá-las um pouco, põe elásticos a dois centímetros do lugar onde queres cortá-las e corta em angulo (diagonal) e começa imediatamente a enredar as pontas. Deves deixar os elásticos por um tempo até que as pontas voltem a tomar forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                          By: Tarciso Selektah&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-8933018140570944324?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/8933018140570944324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=8933018140570944324' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8933018140570944324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/8933018140570944324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/dicas-para-fazer-dreadlocks.html' title='Dicas para fazer Dreadlocks'/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2590510184040896301.post-93538320827053513</id><published>2008-01-21T10:11:00.000-08:00</published><updated>2008-01-21T10:31:05.461-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5TkRvcT9sI/AAAAAAAAAAU/FLFGdLqU-Zo/s1600-h/Domingueira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5TkRvcT9sI/AAAAAAAAAAU/FLFGdLqU-Zo/s320/Domingueira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157998466690184898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Liverpool Rock Bar esta dando casa cheia todos os domingos  ao comando dos  Dj's: Coelho Roots (Tocando muito eletrônicos), Patcheco Roots(Tocando só roots), Ronnie Pedra(Tocando Muito Roots e New Roots) e participação de vários Dj's da cidade, pois a casa foi feita para reunir os amantes da música reggae no estado do Amapá.&lt;br /&gt;         O Liverpool Rock Bar fica localizado na av: Ernestino Borges com rua: São José - Centro. Vale a pena você ir por lá nas domingueira do Liverpool, muita gente bonita e breja bem gelada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2590510184040896301-93538320827053513?l=ronniepedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronniepedra.blogspot.com/feeds/93538320827053513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2590510184040896301&amp;postID=93538320827053513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/93538320827053513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2590510184040896301/posts/default/93538320827053513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronniepedra.blogspot.com/2008/01/liverpool-rock-bar-esta-dando-casa.html' title=''/><author><name>Ronnie Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12895965211982727477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_olOsjSVPK9Y/R5TkRvcT9sI/AAAAAAAAAAU/FLFGdLqU-Zo/s72-c/Domingueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
